25 anos de conquistas

Conheça Renato Polo, um campeão de vendas há mais de 25 anos

Renato Polo passou por diversos segmentos, de computadores a bijuterias finas, como campeão de vendas

O supervendedor deste mês encontrou um jeito diferente de chamar a atenção da redação da revista VendaMais. Mais do que nos contar sobre suas vendas fechadas e metas batidas, Renato Polo Camargo nos enviou uma foto comprovando que não tira férias do universo das vendas: na imagem, ele aparece tomando sol na praia e lendo a revista VendaMais, como você pôde conferir na seção Reservado para Você da edição de janeiro. Mas o que nos convenceu a lhe dar o título de supervendedor deste mês foi a sua história. Conheça, a seguir, a biografia e os ensinamentos desse vendedor que há 25 anos declara seu amor pela profissão.

Em 1986, Renato era responsável pelo Centro de Processamento de Dados da Sisco Computadores. Extrovertido, chamou a atenção do gerente de vendas da empresa, o qual considerou que ele tinha tino comercial, além de conhecimento dos produtos, e, por isso, propôs-lhe que passasse a vender computadores de médio e grande portes na região de Ribeirão Preto (SP) – e a proposta foi prontamente aceita.

“Na época, não existiam microcomputadores. Os de médio e grande portes eram negócios de milhares de dólares. Eu fazia visitas pelo interior de São Paulo prospectando clientes como usinas, cooperativas, etc.”, conta Renato. Depois disso, a concorrência o contratou: trabalhou na Sid Informática e na Labo Eletrônica, sendo que nesta vendeu o primeiro microcomputador com tecnologia aberta para a Usina Iracema: “Estava com meu gerente no fechamento do negócio, no valor de US$60 mil dólares. O diretor da usina disse que eu poderia levar o contrato no dia seguinte para ser assinado, mas eu não aceitei. Questionei se havia ali uma máquina de escrever e a pedi emprestada. Datilografei o pedido na mesma hora e saí com o contrato assinado. Meu gerente admirou minha iniciativa e ganhei alguns pontos com ele”.

Na mesma empresa, outra venda, realizada para a Bellato Janelas e Esquadrias, marcou a carreira de Renato. “A pré-venda estava fechada, e o negócio, praticamente concretizado quando apareceu uma empresa de Varginha dizendo para o cliente que era melhor instalar uma rede de computadores na companhia, em vez de um supermicro com terminais, como era a minha proposta. Tive de defender minha sugestão sozinho, em uma reunião com a diretoria da empresa e com a concorrência. Sem gaguejar, consegui provar que meu sistema era melhor, mesmo sendo mais caro. E ainda prometi que arrumaria um programador com experiência no sistema para morar na cidade deles e prestar assistência. Saí de lá, entrei no carro e dei um grito de vitória que ‘ecoou ao sul de Minas’. Foi demais!”, relembra.

Mudança de rumos

Quando o governo do ex-presidente Collor promoveu a abertura da economia brasileira e acabou com a reserva de mercado e os subsídios à informática, Renato teve de se adaptar a outro segmento, passando a atuar no ramo de formulários personalizados, como notas fiscais e holerites. Trabalhou em duas empresas e, na Primi Formulários, de São Paulo, foi gerente de vendas, contratando e treinando vendedores em São Paulo e em Minas Gerais.

Em 1997, Renato alcançou o primeiro lugar em vendas de formulários personalizados da marca Primi em todo o Brasil. A meta era alta, mas ele teve a ideia de treinar três amigos seus, que na época trabalhavam em outros ramos, para serem seus prepostos, recebendo uma premiação a cada venda concretizada. “Juntos, eles me levaram como um foguete para o topo das vendas, e eu ganhei como premiação uma viagem para Cancun”, conta.

O supervendedor foi contratado, então, pela empresa Ticket (do grupo Accor), na qual vendia serviços para grandes clientes, como Motorola, Compaq, Johnson e Panasonic. Adaptou-se à nova função rapidamente e sempre ficou em primeiro lugar como vendedor. Uma das premiações da companhia condecorava o vendedor que ajudasse o grupo Accor a ter mais clientes frequentando seus hotéis para cursos e congressos. Renato conseguiu indicar vários clientes e ganhou diárias para estrear o hotel Sofitel Suítes, na Costa do Sauípe (BA).

Em 2001, Renato Polo conheceu o diretor de uma empresa do ramo de bijuterias finas, o qual estava à procura de um gerente nacional para contratar e treinar representantes pelo País. “Achei que seria um ramo supérfluo, mas que nada. Aceitei o desafio e, desde 2002, estou nesse ramo. Tripliquei o faturamento dessa empresa em um ano e, quando saí, em 2003, já tinha passado de 40 para 170 clientes ativos no interior paulista”.

Atualmente, Renato tem sua própria empresa, a Polo Acessórios – que representa acessórios femininos –, mas continua sendo vendedor. E é nesse segmento que ele pretende continuar apostando. “Quero focar o trabalho no site da empresa e no Facebook, além de criar um sistema de pronta-entrega com romaneios por códigos de barra, vendendo e consignando para clientes no ato, além de máquinas de cartão de crédito e débito sem fio”, planeja.

Treinamento e motivação

Desde que iniciou sua atuação no segmento de vendas, Renato começou a fazer cursos que o ajudaram a desempenhar sua profissão com excelência. Além disso, ele assina a revista VendaMais há mais de oito anos e diz que ela serve como ferramenta para treinar a si mesmo e seus liderados. Renato também obteve a Certificação em Vendas, criada pela revista para atestar a proficiência dos vendedores no mercado.
Na prática, o supervendedor procura acompanhar diariamente as tendências da moda em seu segmento, observando o que aparece nas revistas e nas novelas para oferecer aos clientes antes da concorrência. Esse, segundo ele, é um dos segredos do seu sucesso, além de fazer amizade com os clientes: “Fidelizo o cliente almoçando ou jantando com ele e, às vezes, até jogando futebol, baralho ou pescando. Temos de passar total confiança a eles, pois isso facilita as vendas”.
Para trilhar o caminho do sucesso em vendas, ele cita que é preciso, também, ter conhecimento total dos próprios produtos e dos da concorrência e saber fechar um negócio sem precisar da ajuda de um superior. “Um supervendedor acredita no seu potencial, aprende a cada dia, tem um coração bom, aceita perder esportivamente, alcança as metas, vibra com cada pedido e ensina a seus liderados que eles são capazes”, instrui Renato.
Por fim, ele deixa um conselho para todos os vendedores do Brasil: “Agradeça por estar nesse ramo todos os dias. Pense em uma pessoa que não poderia fazer o que você faz. Pense na liberdade e na conquista que as vendas lhe proporcionam. Foque em saber como ajudar seu cliente a vender mais e alcance o sucesso”.
 

Perfil

Nome: Renato Polo Camargo.

Cargo: Representante comercial.

Há quanto tempo trabalha com vendas: 25 anos.

Minha primeira venda foi: “Um minicomputador, da Sisco Computadores, para a Cooperativa do Leite, em São Carlos, cidade que tinha uma filial da concorrência”.

A venda mais importante: “Todas são importantes, pois consigo fazer o comprador compreender a importância do que estou falando. Mais do que receber o valor, a satisfação vem de fazer a coisa certa, em uma venda ganha-ganha”.

Minha maior motivação: “Meus filhos”.

Minha maior decepção: “Um amigo que mandou o currículo dele para a empresa em que eu trabalhava, para entrar em meu lugar”.

Maior desafio da carreira: “Implementar um showroom de bijuterias finas na Rua 25 de Março (São Paulo) e convencer os atacadistas de que isso foi feito para ajudá-los com estoque imediato, e não para vender aos clientes deles”.

O que ainda preciso melhorar: “Ansiedade”.

O cliente ideal: “Fidelizado”.

Objetivo para daqui a cinco anos: “Colocar meus prepostos como supervendedores na revista VendaMais”.

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