Ah, se não fosse a crise!

Hoje em dia é bastante comum ouvir que vender está cada vez mais difícil, diante da crise que assola o país. Quando se pergunta como a crise está atrapalhando as vendas, simplesmente respondem: ?Ah, o cliente entra na loja, olha o produto, pergunta o preço, diz que está caro e vai embora?. Hoje em dia é bastante comum ouvir dos profissionais de vendas que vender está cada vez mais difícil, diante da crise que assola o país. Quando se pergunta como a crise está atrapalhando as vendas, simplesmente respondem: “Ah, o cliente entra na loja, olha o produto, pergunta o preço, diz que está caro e vai embora”. Mas, será que ele vai para casa realmente sem o produto ou compra no concorrente? Ora, se ele está precisando, se saiu para comprar, certamente não vai voltar de mão abanando.

Nesse caso, realmente há crise, mas somente para aqueles vendedores que estão sempre em crise. Crise de identidade, crise existencial, crise profissional, ou seja, estão sempre com os pensamentos fortemente dominados pela crise. São aquelas pessoas que já saem de casa dizendo: “hoje o dia vai ser ruim”; “o dólar está valendo R$ 3,50”; “o gás subiu de preço”; “o cliente está sem dinheiro para comprar”, e assim por diante. Se já deduziram antecipadamente que o cliente não vai comprar, é lógico que não compra mesmo. Mas deles, porque do concorrente otimista, compra com certeza.

Existem pessoas que já criam o problema antes que ele apareça, já engessam o braço antes dele ser quebrado. Aí, passam horas e horas justificando-se pela falta de ação, ao contrário daquelas que executam e não têm tempo para lamentações. São aquelas pessoas cujo vocabulário é riquíssimo do “SE”. “SE não fosse isso…”; “SE não fosse aquilo…”; “SE tudo desse certo…”; “SE eu conseguisse…”, mas nunca dizem: “vai dar certo”; “já consegui”; “já fiz”; “já vendi” etc.

Interessante que a crise é ingrata com uns e benevolente com outros. Aqueles curvam-se diante dela e desaparecem, enquanto que estes, a exemplo da águia na tempestade, enfrentam-na voando cada vez mais alto. É o dia-a-dia do mercado. Já pensou o que seria do vendedor de lenços se não houvesse lágrimas?

Desde muito tempo que os chineses já diziam que a crise pode ser encarada como perigo ou oportunidade. Cabe, portanto, a cada um decidir pela sua escolha. Não tem dúvidas de que a melhor opção é pela oportunidade. Então, o que o vendedor deverá fazer para não estar em crise permanentemente?

1o) Estar preparado para enfrentar o dia-a-dia, tanto profissional, como pessoal e psicologicamente. Saber encarar as coisas com realismo, sem choro, o qual não o leva a lugar algum, a não ser para o fracasso.

2o) Trabalhar os seus clientes e a si próprio durante todos os dias do ano. Construir relacionamentos, os quais servirão de alicerces para manter suas vendas em alta, mesmo nos períodos menos favoráveis.

3o) Estabelecer metas pessoais e de trabalho, colocando-as no papel, com datas definidas para executá-las. Mas, é para serem realmente postas em prática e não ficar só em pensamentos. Objetivos sem realizações são como sonhos fantasiosos, frágeis como castelos de areia.

4o) Fazer pós-venda todos os dias do ano, para que o cliente sinta que o vendedor está ao seu lado, acompanhando-o, comprometido com seu sucesso, com o seu bem-estar. Isso cria fidelidade e gera vendas mesmo nas horas difíceis.

5o) Esquecer que existe negativismo e agir sempre com pensamentos positivos, os quais só atraem coisas boas. Boas ações têm como recompensa bons resultados. O inverso também é verdadeiro.

6o) Agir com rapidez e criatividade, lembrando que o cliente não tem mais tempo a perder e gosta de profissional competente, decidido, prático, aquele que sabe identificar necessidades e apresentar o produto certo sem aborrecer o cliente. Que age mais com a cabeça do que com os músculos. Infelizmente, o mercado está cheio de praticantes do esforço físico.

7o) Estar todos os dias com o astral e o humor elevadíssimos, tendo consciência de que cliente quer distância de pessoas que vivem se lamentando, colocando-se na posição de vítima de tudo e de todos. Cliente não tem pena de vendedor. Muito pelo contrário, só compra de quem age com decisão e firmeza e não de quem pede favor para comprar, de quem mendiga – “compre para me ajudar”.

Poderíamos citar várias outras ações, mas o vendedor que assume posturas positivas e de profissional, não está muito preocupado com a tal crise, pois sua carteira de clientes está consolidada. Ele soube construir e faz de tudo para preservá-la, além de estar sempre conquistando novos clientes pelo seu competente trabalho. Faz pré-venda e pós-venda todos os dias. Tem autodisciplina e autocontrole, dispensando a cobrança do chefe, fazendo dele um aliado. Não dá oportunidade para o cliente dizer que está caro, pois antes de falar em preço, ele agrega valor ao seu produto, já que o da sua imagem e o da sua empresa foram agregados há muito tempo. Faz da crise uma oportunidade para gerar negócios. Ou seja, quando se fala em CRISE, ele pensa logo em CRIE $ (negócios, vendas etc).

É importante também que todos os dias, pela manhã e à noite, faça duas orações poderosíssimas, para se manter sempre de bem com a vida e consciente do dever cumprido:

Manhã: “Eu acredito em Deus e na minha capacidade, portanto sou um profissional competente para realizar tudo a que me proponho. E hoje terei um excelente dia”. Noite: “Obrigado, meu Deus, pelo dia maravilhoso que tive, onde, com saúde e felicidade, realizei tudo que planejei”.

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