Do impedimento estratégico para a vantagem competitiva

CIOs e gerentes operacionais devem transformar o TI em II ? Infra-estrutura da Informação – para garantir a capacidade das empresas de inovar e competir com eficiência. Tradicionalmente, os departamentos de TI têm sido zeladores das decisões corporativas referentes à tecnologia da informação. Este papel era apropriado quando a grande preocupação era a eficiência das ferramentas de back-end que gerenciavam as transações. Mesmo hoje, muitos departamentos de TI de empresas de grande porte avaliam sua eficiência usando parâmetros tradicionais como produtividade da mão de obra, eficiência da cadeia de fornecimento e retorno sobre o investimento em projetos específicos. Mas o retorno sobre o investimento raramente leva em consideração a necessidade de flexibilidade e a capacidade de inovar. A maneira incremental como a base tecnológica das empresas foi sendo criada, com investimentos que procuram corrigir uma restrição decorrente de investimentos feitos no passado, ou para criar processos de negócios específicos em uma ou mais áreas funcionais, fazem com que a TI seja vista às vezes mais como um impedimento estratégico do que como uma vantagem competitiva.

Porém, o papel da TI corporativa está mudando: de uma ferramenta para aumentar a eficiência dos processos comerciais existentes para uma infra-estrutura estratégica que permite a criação de novos modelos e processos de negócios. Isso sugere que a alta gerência precisa se envolver na avaliação e formulação da filosofia de TI da empresa. Quando isso ocorre, a TI transforma-se em II, ou ?Infra-estrutura da Informação? da empresa e suas redes. Este termo que é mais amplo abrange o hardware, as comunicações, os databases, os sistemas operacionais e os aplicativos da empresa. Neste novo cenário de amadurecimento do mercado vai sendo mais fácil reconhecer que os softwares aplicativos que sustentam a lógica dos negócios de uma empresa, estão despontando como uma fonte de diferenciação estratégica.

De aí que a lição mais importante para os executivos de TI é que a infra-estrutura de informação está se tornando uma questão estratégica de negócios. O nível de recursos exigidos (5% a 8% das vendas em média), a natureza crítica da informação e a necessidade de inovações contínuas em aplicativos sugerem que os gerentes operacionais terão que se envolver mais diretamente no processo de selecionar tecnologias.

A flexibilidade, a inovação e a capacidade de acrescentar sem disfunção novos aplicativos aos sistemas existentes dos diversos grupos de clientes, fornecedores, funcionários e investidores ? os fatores mais importantes na criação de uma vantagem competitiva ? são todas influenciadas pela infra-estrutura de informação. Com cartas tão altas na mesa, os departamentos de TI que se acostumaram a tomar decisões unilaterais logo terão sua autoridade posta em cheque. Entretanto, a verdade é que é do próprio interesse desses departamentos tomar decisões num ambiente mais cooperativo. A simples inclusão de gerentes operacionais representativos nos comitês diretores de TI pode bastar como primeiro passo para tornar a organização muito melhor preparada para desenvolver estratégia e inovar. Mas não é suficiente.

Gerentes operacionais que estão sob pressão para serem eficientes e inovadores em suas respectivas áreas de atuação precisam focar suas energias na capacidade da empresa para competir com eficiência. Precisam ativamente determinar os resultados da batalha por padrões de arquitetura de informação travada pelos principais provedores de TI. Os CIOs (Chief Information Officers) devem se envolver no negócio da empresa e alinhar as decisões de TI com as decisões de negócio. Porém é necessário que os gerentes operacionais com interesse pelos negócios da empresa se envolvam ativamente nas decisões e na direção da infra-estrutura da informação de suas organizações ? e, ainda mais importante, na determinação de como o setor de tecnologia da informação irá evoluir.

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