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Vencer a preocupação

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Um desafio a mais nesta época de mudanças nas relações de trabalho

Em recente palestra realizada pelo Dale Carnegie Training, tradicional entidade norte-americana especializada em treinamento na área pessoal, como Relações Humanas, Comunicação Eficaz e Liderança, cerca de 500 pessoas estavam presentes e dessas, nada menos de 80% se revelaram preocupadas com a questão profissional e as alterações provocadas por fusões, aquisições, mudanças de cargos e terceirizações. De acordo com Pedro Henrique Gomes, diretor geral do Dale Carnegie Training, um dos maiores desafios nesses tempos de globalização econômica, crise das sistemas Financeiros mundiais e rápidas mudanças tecnológicas é, justamente, livrar-se das preocupações que essa nova ordem acarreta. Mais do que nunca, as pessoas precisam aprender a conviver com fatores externos incontroláveis, que geram vivi grande estresse.

Atacando o problema

"A instabilidade externa acaba provocando o aparecimento de preocupações externas. Evidentemente as preocupações não vão ser eliminadas de todo, mas podem ser controladas de modo eficaz", afirma o diretor geral do Dale Carnegie. Para Pedro Henrique, o que em geral causa a preocupação é a falta de consciência de obstáculos já preexistentes, tais como: autoconfiança, falar com mais eficiência, relações humanas, liderar com habilidade, agir positivamente, vender idéias, memória, entusiasmo, visualizar novos horizontes. "No âmbito profissional, a pessoa deveria estar capacitada dentro desses quesitos e, quando percebe que isso não ocorre, enche-se de preocupação", entende o executivo. "O problema maior é que isso prejudica a criação no trabalho, seu desenvolvimento e o momento de 'vender' os seus serviços", argumenta.

Entre os sintomas que revelam a preocupação excessiva, estão ansiedade, taquicardia, surgimento de gastrites ou úlceras, aumento ou perda de apetite, irritabilidade. Segundo o executivo, o ponto fundamental nesse processo é a antecipação da perda: o indivíduo está, aqui e agora, pensando no que pode ocorrer no futuro, sofrendo antes do tempo. Além disso, essa preocupação com o desnecessário cria um círculo vicioso. Ele teme perder o emprego, preocupando-se ao extremo, e sua produtividade cai abruptamente, assim como a qualidade no serviço, provocando exatamente o que a pessoa mais teme, a demissão – determinada não pelo que gerou o medo, mas pelo baixo desempenho em decorrência dele. "Não se pode confundir preocupação com ação", adverte Pedro Henrique. "Muitas vezes a pessoa acha que preocupar-se é fazer alguma coisa, ou até sentem culpa por não se sentirem preocupadas". A preocupação tem de existir, sim, acredita o especialista, mas em doses racionais e controláveis. "É preciso conscientizar-se de que estamos num mundo globalizado e que precisamos desenvolver habilidades e atitudes diferenciadas, como por exemplo: auto-confiança desenvolvida, comunicação aprimorada, saber vender idéias, contar com o apoio dos demais, ter entusiasmo e saber controlar a preocupação".

O que fazer

A primeira regra de ouro para enfrentar é: vivem em compartimentos diários hermeticamente fechados a passado já aconteceu, e devemos nos preparar para fazer melhor o hoje e planejam o amanhã. Preocupar-se com o hoje é a atitude saudável. A segunda regra é enfrentar algumas perguntas básicas. O que de pior pode acontecer: perder o emprego? Arruma-se outro. Mudar de área? Pode ser enriquecedor. Ser transferido? Encare como possibilidade de se tornar flexível à força. Perder o cargo? Estes estão cada vez mais voláteis. Os rótulos estão com os dias contados nessa nova era. Algumas dicas de Pedro Henrique para quem está vivendo uma situação de forte tensão no meio do ambiente de trabalho:

– Lembre-se do preço do estresse sobre sua saúde. Tenha em conta que se não controlar suas preocupações aqui e agora, estas podem se tornar um problema de fato, ou até aumenta-lo. Por exemplo, o temor de perder emprego pode fazer um marido ansioso e irritadiço acabar perdendo também a mulher.

– Lembre-se de cuidar da aparência pois, por mais que se disfarce, as pessoas notam olheiras, sentem a sua irritação, olhar vago, barba por fazer, emagrecimento ou engorda abruptos e desleixo na aparência.

– Coopere com o inevitável. Foi demitido ou transferido? Se algo aconteceu e não pode mudar, faça disso um evento inesquecível. experimente parecer feliz com a sua saída. As pessoas não esquecerão.

– Mantenha a porta aberta na empresa que deixar. Direcione a sua energia para reativar contatos pessoas, preparar um bom currículo.

– Mantenha-se ocupado. Pense no que o faz mais feliz fora do trabalho e faça um esforço extra para usar parte do seu tempo nisso.

– Não se aflija com ninharias: nem dê atenção a comentários de pessoas não autorizadas. Não brigue por bobagens e fuja de panelas e conversas de corredor.

Uma vez feito isso, suas preocupações podem não acabar, mas certamente você estará em condições bem melhores para administrá-las.

Se você tem problema

Siga esta regra – faça para você mesmo as quatro perguntas:

1. Qual é o problema?

2. Quais as causas do problema?

3. Quais as possíveis soluções?

4. Qual a melhor solução?

A partir daí, tome uma decisão e aja.

Dale Carnègie Training – Tel. (011) 50845353
http://www.dale-carnegie.com.br
E-mail: leadersh@amcham.com.br

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