A diferença entre ser autêntico e ser grosseiro

É possível dizer as mesmas coisas de diferentes maneiras

“O que eu tenho para falar, falo na cara!”, “Não douro pílula, não uso meias palavras, sou uma pessoa autêntica!”, “Se não gosto de alguém, não faço a menor questão de esconder ou disfarçar”.

Quantas vezes você já ouviu frases como essas? Na verdade, elas são, na grande maioria das vezes, desculpas para esconder a falta de tato de pessoas ríspidas, que escondem a própria rudeza em argumentos como autenticidade ou mesmo sinceridade.

Claro que não vamos pedir que as pessoas não sejam autênticas, que não sejam sinceras, que sorriam para todos e que sejam hipócritas. Mas, no trato do dia a dia, é sempre possível encontrar expressões mais leves, positivas e animadoras do que frases duras, secas e amargas.

O livro Palavras positivas, mudanças significativas, de Hal Urban, trata exatamente dessa questão: podemos dizer as mesmas coisas (ou quase as mesmas) de diferentes maneiras e, de preferência, com expressões positivas e motivadoras. O principal recado do livro é que “as palavras são escolhas”. Podemos escolher palavras que façam as pessoas sentirem-se bem, serem valorizadas e sentirem-se acarinhadas.

Apenas um pequeno exemplo: em vez de dizer “O seu trabalho foi deplorável”, o chefe pode dizer: “Tenho certeza de que você poderia fazer melhor. E sei que fará melhor da próxima vez”. Ou seja, se precisava ”dar uma bronca”, ela foi dada, mas o profissional foi valorizado e teve sua capacidade reconhecida.

As pessoas que reagem a tudo com respostas ásperas dificilmente conseguem manter bons relacionamentos – seja com amigos, com clientes ou com a família. Só fica perto delas quem precisa, porque as relações são pautadas por medo ou por imposição de autoridade. E não é isso que queremos! Buscamos relacionamentos duradouros e agradáveis para todos os lados, que os clientes se aproximem de nós porque nossa companhia é agradável, nosso produto é bom e a experiência da compra e da venda será enriquecedora para todos.

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Procuro evitar responder questionamentos como este porque eles costumam vir de alguém que está procurando um atalho ou uma pílula mágica, mas a verdade é que sempre existe mais de uma opção para resolver um problema ou desafio – por isso mesmo, buscar uma única ferramenta milagrosa raramente traz os melhores resultados.

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