Aprenda a decidir visando seus objetivos

Aprenda a decidir visando seus objetivos São inúmeras as decisões que tomamos durante a vida, contudo nem sempre pensamos a respeito delas ou planejamos com antecedência. Se você analisar, há decisões que são corriqueiras, ou seja, podem até afetar você, mas de forma moderada. Também existem aquelas consideradas ?essenciais?, que mudam o curso da vida e interferem no futuro de maneira positiva ou negativa.

Entretanto, se a opção é nossa, por que tantas vezes escolhemos errado? Nem sempre estamos aptos a decidir sobre algum acontecimento exatamente no momento em que precisamos. Da mesma forma que você pode estar seguro, tranqüilo e vendo a situação com clareza, pode estar tenso, desequilibrado e agindo sob pressão. Então, o ideal é parar e se preparar para decidir. O consultor em administração do pensamento, José Augusto Wanderley, explica que para planejar uma ação, o primeiro passo é ter consciência da importância das decisões em nossa vida. Tudo o que somos é conseqüência do que escolhemos no passado, e o que seremos amanhã é fruto das ações realizadas no presente.

Depois disso, deve-se definir uma hierarquia para as decisões de acordo com as áreas consideradas relevantes. Em geral, são a profissional, financeira, familiar, social, da saúde, do lazer e do desenvolvimento pessoal, profissional, espiritual e emocional. Após estabelecer a hierarquia, é preciso definir os objetivos que você deseja alcançar com suas decisões e, finalmente, como obterá esses resultados.

Tome decisões com base nos objetivos

Para Virgílio Vasconcelos, especialista em Programação Neurolingüística, os objetivos que você tem são a referência das decisões.

Ele cita um exemplo para melhorar sua compreensão: ?Considere alguém diante de uma escada alta em duas situações: em uma, a pessoa tem o objetivo (sério) de fazer exercício. Na outra, ela não o tem e ainda sente uma rejeição em relação a escadas. Na primeira situação, a escada é um recurso. Na segunda, é um problema. Quem não tem objetivo fica sujeito a desequilíbrios e oscilações?.

Por isso a importância de definir uma meta. Virgílio entende que muitas vezes é difícil identificar o que se pretende, pois ter uma meta clara significa estar comprometido com a realização de alguma mudança em si, nos outros ou no ambiente. Com o objetivo traçado, mesmo que as coisas não saiam como o esperado ? o que ocorre com freqüência ?, torna-se natural analisar o que não deu certo, fazer os ajustes necessários e continuar buscando. Estabelecer o que se quer e se comprometer com isso é, portanto, a chave para decidir corretamente.

Controle o lado emocional

Quando as decisões essenciais são tomadas de imediato e em situações de grande risco, você pode se surpreender pelas conseqüências do nervosismo ou pressão momentânea.

Esses aspectos, que podem ou não atrapalhar a escolha, também são possíveis de ser evitados ou controlados. Para José Augusto, existem estados mentais ricos e pobres de recursos. O nervosismo, por exemplo, é pobre, pois bloqueia determinadas ações. ?Para entrar em estados mentais ricos de recursos, é necessário primeiro identificar o estado mais apropriado para cada situação. Depois, é preciso treinar, por que eles são frutos de um bom aprendizado?, diz.

Controlando o lado emocional, a pessoa pensa melhor e consegue ponderar os fatores relevantes para decidir. Uma decisão bem-feita é uma escolha bem pensada, que leva em consideração dois pontos: o conteúdo (os objetivos aos quais as decisões se referem) e o processo (o caminho a ser seguido para decidir com base nos conhecimentos).

6 dicas para decidir corretamente

1. Saiba que decidir é importante e não é uma coisa fácil. Um estudo do professor Paul Nutt da Ohio State University constatou que gerentes e executivos de 365 empresas diferentes possuíam mais de 50% de todas as decisões fracassadas.

2. Aprenda e domine o processo de tomada de decisão.

3. Evite fazer escolhas sob emoções intensas.

4. Foque nos objetivos relacionados à decisão.

5. Inclua a análise de riscos no processo decisório. Muitas pessoas enxergam só o ?caminho feliz? e quando encontram algum risco se desesperam.

6. Aceite que a realidade em que vivemos é imperfeita. Isso condiciona nossas expectativas a ficarem mais realistas. E quanto mais realistas formos, melhores serão nossas opções e conseqüentemente as escolhas.

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