Ela gosta de resolver problemas

Por que Josiane atribui ao bom relacionamento com seus clientes o próprio crescimento profissional?

Quem imagina que fazer concurso é garantir uma vida mansa, sem preocupações ou desafios, é porque ainda não conhece a rotina de Josiane Cristine Cordeiro. Ela é uma das 64 pessoas no Paraná que trabalham no setor de vendas estratégicas, corporativas e de varejo dos Correios.

Josiane tem uma carteira formada por pequenas e médias empresas. São, ao todo, 25 empresas que possuem receita acima de R$35 mil por ano. A meta dela é fazer com que cada uma cresça e atinja outro nível, em que são atendidos clientes com faturamento superior a R$200mil. A cada ano, uma ou duas empresas atendidas por ela chegam a esse patamar.

Sabe qual é o segredo para isso? “Eu procuro ficar por dentro do negócio e manter um bom relacionamento com todos os envolvidos, desde a recepcionista até o diretor. Muitas vezes, o decisor não sabe dos detalhes mais técnicos que podem fazer a diferença. Tendo um bom relacionamento com a empresa inteira, percebo que assim as vendas acontecem mais facilmente”, ensina Josiane.

Por isso, ela se considera mais consultora do que vendedora, procurando sempre levantar as necessidades do cliente antes de apresentar soluções. “Os Correios já têm credibilidade no mercado, não preciso convencer sobre a qualidade de nosso serviço, estou ali para explicar de que forma ele pode ser utilizado”, considera.

Os primeiros desafios

Há 16 anos, quando se formou em matemática, ela nunca imaginou que se daria tão bem em vendas, pois sempre se considerou uma pessoa tímida. Ela conquistou seu primeiro emprego ao passar no concurso dos Correios para atendente de guichês. Começou a gostar de todos os processos e passou por várias áreas, inclusive pela tesouraria. Entretanto, foi com um concurso interno no fim de 2004 que passou a trabalhar na área comercial.

Para a vendedora, os anos de 2005 e 2006 foram de muito aprendizado. Foi nessa época que ela experimentou sua primeira venda. “Eu não sabia que tinha esse potencial, que só foi despertado por ter concluído a primeira venda. Depois disso, tive certeza de que estava no caminho certo”, relembra.

Em 2007, ótimos resultados começaram a aparecer e Josiane foi convidada a participar da sua primeira convenção em vendas, evento dos Correios que premia, todos os anos, os destaques do setor. Esse é um evento no qual até hoje ela faz questão de aparecer. “A convenção ajuda porque a gente sente-se reconhecida. Me dá motivação e integra os funcionários”, revela. Depois da primeira, ela participou de todas as edições, exceto a de 2010, em que a prioridade naquele momento era ter um filho.

Ano passado, aliás, foi um marco na vida de Josiane, que passou a conciliar a vida profissional com a de mãe. Ela admite que a tarefa não é fácil, mas está se saindo muito bem e dá exemplo também nesse desafio. Os Correios abrem a possibilidade de reduzir o horário de trabalho para auxiliar na amamentação. Josiane atualmente está fazendo seis horas diárias para ter mais tempo com a filha de dez meses. Para o trabalho não acumular, ela se tornou mais organizada e focada. Hoje, ela define suas prioridades do dia e coloca em um caderno de anotações o que tem de ser feito até às 14 horas – hora em que volta para casa.

Motivação

Há gente que passa longe dos clientes que reclamam. Não é o caso de Josiane. Para ela, a reclamação ou objeção é uma oportunidade de negócios, e esse é um dos fatores que a motivam para trabalhar com vendas. “Não gosto de deixar o cliente esperando resposta, sem solução. Gosto de agilizar tudo para ele. Procuro avaliar e acompanhar cada um de perto”, conta. Esse comprometimento e preocupação individual com os clientes já renderam à Josiane muitos elogios. “Os elogios que recebo dos meus clientes são sobre relacionamento, e não falando do produto”, observa, orgulhosa.

O reconhecimento dos clientes refletiu nos resultados conquistados por Josiane. Há pouco tempo, os Correios adotaram a meritocracia para preencher vagas internas. Não é mais necessário um concurso entre os funcionários, agora a pessoa recebe o convite para ocupar um cargo mais alto graças a seu desempenho. E foi isso o que aconteceu com Josiane, ela logo atenderá clientes com receita acima de R$200 mil. Para isso, pretende voltar a estudar e fazer um curso em vendas para estar ainda mais qualificada para o novo desafio. Josiane garante que essa etapa não será a última, quer ser gerente de contas. Ela diz que parece ser uma meta audaciosa, mas que não é impossível chegar lá.

Curiosidade

A primeira carta escrita no Brasil foi em 1500, com Pero Vaz de Caminha enviando notícias de nossa terra ao rei de Portugal. Todos os anos, no dia 25 de janeiro, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos comemora o Dia do Carteiro. A data resgata a memória da criação em 25 de janeiro de 1663 do Correio-Mor no Brasil, cujo primeiro titular foi Luiz Gomes da Matta Neto, que já era o Correio-Mor do Reino, em Portugal.

Com a sua nomeação, começou a funcionar o Correio no Brasil como uma organização paraestatal e qualificada para receber e expedir toda correspondência do Reino.

Em 19 de dezembro do mesmo ano, foi nomeado para o cargo de assistente do Correio-Mor na Capitania do Rio de Janeiro o alferes João Cavaleiro Cardoso.

Vale observar que a palavra correio também significa carteiro, mensageiro, embora o serviço de carteiro, tal como o conhecemos hoje, somente tenha tido início, no Brasil, no período da Regência, no século 19.

Por isso, no dia 25 de janeiro é comemorado o Dia do Carteiro. Em 2010, mais uma vez, os Correios receberam o prêmio de instituição mais confiável do Brasil.

Perfil

Nome: Josiane Cristine Cordeiro.

Cargo: atendente comercial.

Há quanto tempo trabalho com vendas: desde 2005.

Minha primeira venda foi: “Surpreendente! Eu não sabia que tinha esse talento! Depois disso, eu tive certeza de que estava no caminho certo”.

A venda mais importante foi: “Com a SD Card. Foi o meu primeiro cliente que teve um faturamento grandioso. Eu tive a oportunidade de crescer com ele!”.

Minha maior motivação: “Estar dentro de um mercado competitivo e conseguir me sobressair, criar experiências positivas e reverter reclamações em prol da empresa”.

O cliente ideal: “O que me liga todo dia, seja para reclamar ou para sugerir algo”.

Meu objetivo para daqui a cinco anos: “Me tornar gerente de contas. É audacioso, mas com esforço eu consigo”.

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