Fora de série – Outliers

Malcolm Gladwell ensina o que leva as pessoas ao sucesso

Comecei a ler esse livro do Malcolm Gladwell tentando encontrar a resposta para um dilema de negociação. A verdade é que não achei a resposta que procurava, mas encontrei tantas informações interessantes, as quais me fizeram entender outras questões, que acabei adorando o livro – devorei-o e recomendo a sua leitura.

O livro é de análise, estatística, constatações e conclusões. Seguem algumas que me chamaram atenção:

O que leva as pessoas ao sucesso – O autor faz uma análise diferente, dando exemplos de pessoas muito conhecidas, e afirma que o mais importante para se obter sucesso é o ambiente, é estar no lugar certo, na hora certa, com heranças culturais, o apoio da família, um tanto de sorte e 10 mil horas de treino naquilo em que se quer ser bom. Para sustentar sua teoria, ele cita vários exemplos; veja dois deles:

  • Os Beatles, enquanto ainda eram uma banda de garagem, foram convidados a tocar em Hamburgo, numa casa de striptease. Fizeram cinco temporadas, entre os anos de 1960 e 1962, totalizando 270 noites de shows, tocando entre cinco e oito horas por noite. Com todo esse treino, aumentaram seu repertório, criaram sinergia e confiança e, só depois disso, despontaram com sucesso. Histórias de bastidores que ninguém conta…
  • Na mesma linha de raciocínio, Malcolm mostra que os grandes nomes da computação mundial também têm datas em comum, querem ver? Bill Gates nasceu em 1955; Paul Allen, cofundador da Microsoft e também um dos homens mais ricos do mundo, nasceu em 1953; Steve Ballmer, presidente-executivo da Microsoft desde 2000, nasceu em 1956; Steve Jobs, da Apple, nasceu em 1955… e ele segue com mais nomes da área. Tendo praticamente a mesma idade, todos estudavam em universidades norte-americanas quando os computadores começaram a chegar. Claro que, além de estarem no lugar certo e na hora certa, tiveram a curiosidade e a vontade de gastar seu tempo e energia tentando desvendar os mistérios daquelas “engenhocas monstruosas” (sim, elas ocupavam salas imensas!), enquanto a maioria de seus colegas preferia tomar cerveja e sair para se divertir com os amigos; ou seja, atitudes corretas também influenciam.

A influência da cultura na comunicação – Para ilustrar essa parte, o autor utiliza um assunto que prende a atenção de todos: desastres aéreos. Com muitos dados de caixas-pretas e uma vasta gama de exemplos, ele mostra que alguns fatores são recorrentes em desastres aéreos, como: o tempo estar ruim o suficiente para o piloto se sentir mais estressado que o normal; o voo estar atrasado, o que deixa o piloto com pressa; além disso, em 52% dos acidentes, o piloto estava acordado há mais de 12 horas, ou seja, provavelmente estava cansado, e em 44% dos acidentes piloto e copiloto nunca tinham voado juntos.

Normalmente, os acidentes aéreos ocorrem depois de sete erros humanos consecutivos, e não por pane ou problemas nas aeronaves. E é nesses casos que entra o problema de comunicação. Nas culturas em que as pessoas são educadas a respeitar pessoas com mais poder e se calar diante delas, nota-se uma dificuldade na comunicação clara e assertiva. Por isso, muitas vezes os copilotos perceberam os erros dos pilotos e, em alguns casos, até tentaram avisá-los, mas, por medo de serem rudes, mal interpretados ou acharem que iriam constranger o piloto, não se comunicaram eficazmente e… os aviões caíram.

Certamente, estamos no lugar e na hora certos para alguma coisa; observe o momento e aproveite-o. Mesmo assim, você irá precisar se dedicar muito e ter as atitudes corretas para obter sucesso. Comunicação é tudo, então, nos negócios e na vida, seja claro e assertivo!

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