INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

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Transformar incertezas em atitudes competitivas O pai da psicologia moderna, William James, afirmou certa vez que a maior revolução de nossos tempos é a descoberta de que, ao mudar as atitudes internas de suas mentes, os seres humanos podem mudar os aspectos externos de suas vidas. Já seria este o passo decisivo e influenciador para que outros estudiosos começassem a perceber que o Quociente de Inteligência (QI), tão propagado na década de 20, não é suficiente para explicar os diferentes caminhos trilhados pelas pessoas. Afinal, os mais brilhantes podem deixar-se levar por impulsos desgovernados ou serem às vezes pilotos incompetentes de suas vidas particulares.

Estudos dos mais diversos e conceituados especialistas mostraram então que a Inteligência Emocional é a responsável por nossos sucessos e fracassos, em qualquer campo de nossa vida, e que a porção racional do cérebro participa da tomada de decisões. Assim, o desempenho pessoal é determinado pelo equilíbrio entre nossas emoções e a razão.

Avaliar aspectos da conduta com base nos filtros emocionais e racionais amplia nossa visão, fundamentando um julgamento final mais acertado.

ORIGEM
O intelecto humano é formado pela quantidade de informações que conseguimos e a qualidade das interpretações pessoais que damos a elas. Portanto, estamos falando de QI (Quociente de Inteligência) x QE (Quociente Emocional).

A IE NA EMPRESA
Evidencia-se no mundo empresarial que a intensidade competitiva está levando empresas acomodadas a batalhar, reconsiderar estratégias tradicionais e intimar executivos e técnicos a desenvolverem novos produtos, novos métodos, novos processos. Transformar incertezas em atitude competitiva exige habilidade e muito mais do que conhecimentos técnicos ou capacidade administrativa. Esse diferencial reside no ser humano e é o responsável por essas realizações. Para isso, porém, precisamos contar com pessoas que tenham suficiente autocontrole emocional, que sejam capazes de dominar seus impulsos, tolerando frustrações, que sejam otimistas e mantenham a auto-estima; pessoas capazes de entender as outras de modo empático e eficaz. Precisamos, assim, de indivíduos dotados de Inteligência Emocional.

VENDENDO COM SUCESSO
Especificamente na área comercial, o profissional que tem a Inteligência Emocional desenvolvida é capaz de, entre outras coisas, transmitir claramente o que quer expressar, entender as necessidades do cliente, demonstrar criatividade ao propor alternativas versáteis e que fujam do comum e buscar sinergia entre fornecedores – empresa – cliente.

Na área comercial, tão competitiva e detalhista, é indispensável conhecer o comportamento humano, em toda a sua complexidade. É preciso reconhecer atitudes racionais e emotivas e as necessidades básicas, tanto em nós como nos outros. Entre as habilidades que utilizamos para isto estão o autoconhecimento, que permite manter a autocrítica, mesmo em meio às emoções mais turbulentas; saber ouvir atentamente o outro, identificando suas necessidades, suas intenções; observar os gostos, os risos, a tosse, os movimentos faciais que podem revelar necessidades inconscientes.

Enfim, nesta ou em qualquer outra área de atuação, o alcance do sucesso precisa trilhar caminhos como:

– Ter coragem para assumir responsabilidades por seus atos, deixando de dizer: “As pessoas são ingratas”, “Se me dessem condições eles veriam todo o meu potencial”.

– Conscientizar-se da forma como você próprio “sabota” suas ações: adiando, repetindo, complicando, limitando-se, desanimando, duvidando, distraindo-se com o futuro ou o passado.

– Aprendendo a agir para alcançar o futuro e ser bem-sucedido.

O INDIVÍDUO DOTADO DE IE
O conceito de inteligência é hoje muito abrangente e inclui a capacidade do ser humano de relacionar-se consigo e com outros, expressar-se, automotivar-se, encarar situações, atuar em equipe, etc. Foi fundamentando-se nesta gama de atitudes e em estudos de observação e pesquisas variadas que o psicólogo americano Daniel Goleman baseou seu livro “Inteligência Emocional “, best-seller no mundo, afirmando que o indivíduo dotado de Inteligência Emocional pode ser identificado por ser capaz de:

– Autocontrole emocional, abandonando estados de espírito negativos e permitindo-se novas perspectivas.

– Controlar seus impulsos, tolerando frustrações e impedindo que pensamentos negativos ou preocupações excessivas prejudiquem a capacidade do raciocínio.

– Ter crenças positivas sobre os fatos da vida, enfrentar os desafios.

– Saber interpretar os canais não-verbais da comunicação, percebendo como o outro se sente.

– Saber controlar as emoções em outra pessoa, coordenando os estados de espírito e marcando o início da sintonia no relacionamento interpessoal.

– Ter adequada e consistente auto-estima.

* Sandra Gouveia Moreira é gerente de recrutamento e seleção da Manager Assessoria em Recursos Humanos. Para contatá-la: (011) 873-1311.

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