O grande segredo é não ter segredo

Saiba quais são as dicas de Claudio Diogo para quem deseja ser palestrante de vendas

Há alguns dias, batendo um papo com o filho de um amigo que tem nove anos, perguntei a ele o que ele queria ser quando crescer e ouvi a seguinte resposta: “eu quero ser aposentado, tio. Meu avô é e tem uma vida perfeita – viaja, assiste tevê e cuida dos cachorros”.

A resposta dele me pegou de surpresa. Pela idade dele, achei que não era o momento de levar o papo adiante, apenas dei um tapinha nas costas, sorri e passei a refletir sobre o assunto. Logo enxerguei uma ligação íntima entre o sonho do menino e o sonho das pessoas que me escrevem querendo saber o que precisam fazer para se tornar palestrantes (algo que se repete em média uma vez a cada dez dias!).

O fato é que para se aposentar, antes, você precisa trabalhar – e muito (ao menos se quiser uma aposentadoria tranquila). E para ser palestrante também!

Como sei que muitos leitores da VendaMais podem ter essa mesma dúvida, aproveito este espaço para contar o que venho respondendo nas últimas duas décadas. Está preparado para “ouvir”?

Os dois Ps dos palestrantes

Em meus quase 20 anos como palestrante, descobri que assim como existem os ps do marketing, existem também os ps dos palestrantes.

O “p” de passado diz respeito a tudo o que você fez ANTES de começar a subir em palcos para falar sobre vendas para dezenas, centenas ou até milhares de pessoas. São os anos que você passou vendendo de fato, em que você leu livros de vendas, atendeu clientes de todos os tipos, respondeu a líderes truculentos, participou de treinamentos e workshops, assistiu palestras, teve que lidar com objeções, frequentou uma universidade… Enfim, os anos que fizeram com que você entendesse todas as peculiaridades do mercado de vendas e formatasse a sua visão e seus conceitos sobre esta apaixonante área.

É com esse “p” que você adquire a habilidade de explicar àquele que está assistindo a sua palestra como de fato se mata o leão. É ele que permite que você saiba dizer que arma ele deve usar, qual trajeto a bala vai percorrer, o que acontece com o coração do leão quando a bala chega até ele e assim por diante. Essa experiência vivida dá veracidade à sua apresentação e conquista o público, que passa a valorizá-lo ainda mais.

Já o “p” de presente é sobre o momento vivido pelo profissional quando ele se torna palestrante – se ele é consultor, se continua trabalhando com vendas, se tem uma carreira acadêmica (estar em contato com sangue novo ajuda a renovar suas próprias energias!), se continua estudando, etc.

Enfim, uma análise rápida sobre esses dois “pês” nos faz entender que não se constrói um palestrante de um dia para o outro. Que é preciso passado e presente fortes para que um profissional possa se destacar em cima dos palcos.

Defina conceito e causa

Se você já percorreu todo esse caminho e sabe que tem bagagem suficiente para palestrar meu próximo conselho é: construa um conceito próprio e crie uma causa para defender em suas apresentações.

As pessoas não querem mais saber de palestras com mensagens bonitas. Elas querem conceitos fortes + ferramentas + experiência prática e, é claro, uma apresentação de qualidade. São os palestrantes que focam nessa combinação que se destacam. O segredo é não ter segredo!

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