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Pagamentos

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Quanto dinheiro você tem no bolso, agora? Então, olhe bem para as notas e comece a se despedir. Á medida que aumentam as opções para você pagar, diminui a necessidade de carregar dinheiro em espécie. Nos Estados Unidos já existem lojas “no cash”. Estabelecimentos que não aceitam dinheiro vivo. A justificativa é que todo o seu público-alvo tem cartão de crédito.

No Brasil, a situação não é diferente. Cartões de crédito, pagamentos on-line (tipo Rede Shop) estão cada vez mais populares, facilitados pela onda de cartões co-branded (cartões de clubes de futebol, de instituições de caridade e até do PT). Isso sem falar na invenção nativa e preferência nacional, o cheque pré-datado.

O pré-datado já é uma instituição e não adianta lutar contra ele. Agrada a todos. Ao cliente, que pode – ao menos em teoria – controlar melhor seus gastos, e ao comerciante, pois é um instrumento fácil de ser cobrado. Até mesmo gigantes multinacionais como a WaL-Mart o aceitam.

A rede americana criou o “cartão-sorriso”. Com ele, os clientes cadastrados poderão fazer as suas compras e pagar com pré-datados em diversas alternativas de crédito: para 30, 60 ou 90 dias, ou ainda em duas vezes para 30 e 60 dias. A criação de um cartão nesses moldes ou um “clube de consumidores” é uma forma de se ter um maior controle nos cheques pré-datados.

Idéia parecida teve a rede Lojas Brasileiras. Seu cartão, desenvolvido em parceria com a Fininvest, dá direito a cliente de parcelar suas compras em até 24 vezes.

Sem falar no dinheiro eletrônico, ou cartão de crédito inteligente. Ele tem um chip que guarda todas as informações do cliente e já está sendo testado em algumas cidades brasileiras. Logo que esse sistema se torne dominante no mercado, você vai precisar de mais uma maquininha sobre o caixa. A empresa de refeições-convênio VR é uma que já está se utilizando dessa tecnologia, que facilita a vida de seus usuários e dos restaurantes conveniados.

Está surgindo também o dinheiro da Internet. O e-cash, como é chamado, ainda gera algumas dúvidas quanto à sua segurança. Mas é uma questão de (pouco) tempo até ele ser aperfeiçoado. Se você entrar hoje nas melhores lojas da lnternet, por exemplo, e comprar algo com seu cartão de crédito, corre menos risco de ter o número dele roubado do que o entregando ao garçom do seu restaurante.

Essas formas alternativas de pagamento “viciam” o comprador. Tome-se por exemplo: quantas vezes você saiu de um lugar sem comprar nada porque eles não aceitavam o cartão que você tinha?

Algumas dicas:
– O óbvio: aceite tudo: Visa, Mastercard, American Express, Rede Shop, Rede Fácil, Ticket Refeição, Cheque pré-datado, fiado. É melhor esperar um pouco para receber uma venda do que não vender.

– Treine seus funcionários para que eles operem sem problemas as maquininhas dos cartões. Afinal, elas vieram para facilitar a compra e não complicá-la.

– Dê aos seus clientes empresariais no mínimo as mesmas facilidades para pagamentos. Os cartões de crédito corporativos são uma realidade e não podem ser esquecidos.

– Lucre duas vezes com cheques pré-datados. O costume é anotar nele o telefone do cliente, certo? Então, você tem na frente o nome completo e atrás o telefone. Ou seja, um cadastro de clientes instantâneo e a custo zero.

– Faça um cartão de crédito com a marca da sua empresa. Se você achar o investimento alto, organize a associação comercial da sua cidade para fazer o cartão com a marca da instituição. Na hora de oferecer o cartão, envolva a comunidade, assim:

“Cada vez que você compra com o cartão da Associação Comercial de São João do Fim do Mundo, você estará contribuindo com uma parte para a Santa Casa (ou ganha crédito para suas próximas compras nas lojas conveniadas)”.

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