Pequenos negócios, grandes responsabilidades

Quem tem um negócio familiar precisa repensar o que está dando certo e buscar caminhos para melhorar seus resultados. De um sonho pode surgir um negócio, que às vezes começa em uma garagem, no quartinho dos fundos ou em uma portinha no setor comercial da cidade. Pode ser comércio, uma confecção ou uma extensão da sacoleira que deseja crescer. Ou indústria, às vezes terceirizando alguma operação ou produto. Ou mesmo serviços, uma área que vem crescendo bastante, atualmente.

Formalizado ou não, ele vai gerar renda para a família envolvida, que será distribuída localmente. E é aí que começam as dificuldades. O Fisco força a formalização, o ?Leão? tem sede de resultados imediatos, de arrecadar mais e mais, perseguindo metas que evidentemente já foram orçamentadas pelo governo e até mesmo comprometidas nos ?acordos oficiais?, com coligados e oposição. É preciso distribuir adequadamente, para conseguir resultados. E nenhum governo foge a essa regra.

É preciso, no entanto, que as autoridades municipais, presidentes de associações, entidades sociais, filosóficas e religiosas direcionem seus esforços para fortalecer a renda familiar, que certamente será gasta na própria comunidade, oriunda de um negócio formal ou informal. Os negócios ainda informais (costureiras, alfaiates, pedreiros, encanadores, eletricistas, confeiteiros) trazem grandes benefícios à comunidade, injetando renda no comércio e serviços e, por tabela, nas indústrias regionais, que certamente pagam seus impostos e beneficiam o Fisco.

É o momento de as autoridades municipais pensarem nas colheitas do futuro e não no presente mandato, criando uma organização que consiga unir organismos, como Incubadora de Empresas, Sebrae, Associação Comercial Empresarial ? Industrial, Sesi, Senai, Sesc, CTMO, Rotary, Lions, Organizações Religiosas em uma algo maior, chamado Geração de Renda Familiar, com maior velocidade, seguindo o caminho de outras cidades, que criaram, inicialmente, pequenas cooperativas e acabaram se tornando pólos geradores de riqueza, como Limeira (bijuterias), Pedreira (cerâmica), São Tomé (crochê), Ibitinga (bordados), Embu (artesanato e móveis antigos) e tantas outras, principalmente no Sul do País, onde a população parece aceitar melhor a idéia de se unir em torno de um objetivo. O Projeto Empreender dá os primeiros passos, mas é formalizado e ninguém suporta o ônus da formalização em pequenos negócios, com margens estreitas e queda de renda da população. É preciso mais.

Chegou o momento de as pessoas que podem investir pensarem na comunidade como um todo, sem ficar olhando para o próprio umbigo, guardando dinheiro no colchão ou tentando o ganho fácil das factoring ou mesmo da agiotagem, sem investir em geração de empregos. É hora de todos se unirem, e isso pode ser facilitado se as autoridades municipais assumirem a bandeira de melhorar a renda familiar e os resultados dos negócios locais.

É preciso entender que os grandes negócios, quando entram em crise, tomam atitudes drásticas, demitindo em larga escala, fechando indústrias ou comércio, enquanto o pequeno, naquela portinha ou garagem resiste porque cria vínculos mais fortes com seus colaboradores, já que a sua relação com a comunidade é mais íntima. É hora de os negócios familiares serem mais valorizados pela comunidade. Quem tem um negócio familiar precisa repensar o que está dando certo e buscar caminhos para melhorar os resultados, seja através de programas e cursos promovidos pela Associação Comercial, Sebrae ou mesmo orientação especializada sobre seu tipo de negócio, individual ou familiar, buscando garantir sua saúde e continuidade e, com isso, a geração de renda familiar permanente.

É hora de cada um olhar no espelho e se perguntar: ?Posso fazer algo pela comunidade??. É um recado aos que continuam com seu egoísmo ou sede de riqueza, buscando acumular sem gerar empregos, renda ou mesmo alguma ação social.

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