Persistência – Raul Candeloro

Você às vezes se sente perdido, sem forças para lutar? Seus alvos parecem distantes ou desfocados demais? Recentemente li um texto de Les Brown, palestrante americano, que fala justamente sobre esses momentos em nossas vidas.

Para Les Brown, existem três tipos de pessoas. Há o vencedor, que sabe o que quer e conhece seu potencial e suas possibilidades. Ele toma as rédeas de sua vida. O segundo tipo é o perdedor, que não tem a menor idéia de quem é. Ele age como naquela famosa canção: ?deixa a vida me levar… vida leva eu!?. São as circunstâncias que moldam sua vida e sua imagem.

E há ainda um terceiro tipo. É o vencedor em potencial cuja vida vai correndo sem propósito. Brown o chama de vencedor inconstante. Ele apenas precisa aprender a ser um vencedor de verdade. Talvez a vida tenha lhe pregado uma peça ou duas e ele está temporariamente “fechado para balanço”. Um relacionamento que não deu certo, um emprego perdido, problemas financeiros, metas não alcançadas, a falta de apoio dos pais, uma doença – muitas coisas podem nos tirar do rumo temporariamente.

Vencedores inconstantes apenas precisam de ajuda, treinamento e incentivo para voltarem novamente ao caminho certo. Agora mesmo, tem um punhado deles lá fora enfrentando ventos e tempestades porque ainda acreditam em seus talentos inexplorados. Eles vão a seminários, escutam fitas motivacionais e mergulham fundo, acreditando que cedo ou tarde encontrarão o rumo.

Outros vencedores inconstantes desistiram temporariamente. Estão machucados e desorientados, sua autoconfiança está danificada. Seus amigos e parentes tentam entender por que pessoas com tantos talentos e potencial podem estar assim.

É difícil para quem está de fora entender a dor de um coração magoado ou a sensação de vazio de um ser sem um rumo certo. Mas a verdade é que vencedores inconstantes sabem que existem oportunidades lá fora, só que muitas vezes sentem-se trancados dentro de seus ?refúgios?. Muitos têm medo de arriscar porque já perderam demais.

Acontece que é preciso continuar tentando. Mesmo que você tenha sido machucado alguma vez, esse é o único caminho para o crescimento. Todos temos a capacidade de mudar, de levarmos vidas produtivas e com sentido. Basta acordarmos.

Mudar sua vida e seu rumo não é nada fácil. Então fortaleça-se e estará apto para fazê-lo. Quando você senta em seu lugar num avião, qual é a primeira coisa que lhe pedem para fazer? Apertar o cinto. Proteja-se das turbulências. Pois quando você decidir dar um passo a uma realização, deve atar seu cinto espiritual e mental porque haverá um espaço de tempo até alcançar um nível de conforto e segurança. Você vai alcançá-lo, não tenho dúvida disso – mas tem de resistir à turbulência da mudança para conseguir crescer.

O autor ainda sugere uma técnica para passar pelas dificuldades da mudança e do crescimento: encontre pelo menos quatro razões porque não deve sucumbir aos medos e problemas. Procure aquelas fontes profundas de motivação que podem levá-lo através da turbulência e acima das nuvens. Por exemplo, você deve mudar sua vida porque certamente:

  • Ainda não explorou todos os talentos que tem.
  • Quer deixar algo a mais aos seus filhos.
  • Quer viver sua vida, e não deixar a vida o levar.
  • Quer fazer o que o deixa feliz.

São esses momentos de “pedreira”, de mudança de vida que o farão descobrir quem você realmente é. E, nos tempos de fartura, poderá se orgulhar do que conseguiu construir. Nos tempos de dureza, você fortalece seu coração. E então alcança controle próprio e uma expansão de sua consciência como força maior para sua vida pessoal e profissional.

Frase: “A perseverança é o caminho do êxito” – Charles Chaplin

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