Reflexões de início de ano e de governo

O que fazer em vendas e marketing em 2011?

Muitos executivos dizem – e, o que é pior, acreditam – que o ano só começa em março. Isso, obviamente, não é verdade.

É por isso que, mesmo sem terem passado os primeiros 60 dias do governo Dilma, achei interessante aproveitar esse início de ano para fazer, junto a você, algumas reflexões sobre vendas e marketing.

Em primeiro lugar, é bom lembrar os conceitos de John Maynard Keynes, economista que defendia a ideia de que a mola propulsora da economia é a procura. Na teoria keynesiana, a quantidade de moeda existente caracteriza o nível de demanda, que também é influenciado por três fatores psicológicos:

 

  • A preferência pela liquidez.
  • O estímulo para investir.
  • A propensão a consumir.

 

Esses fatores refletem a crença que as pessoas – sejam investidores, empreendedores ou consumidores – têm em relação ao futuro. Em outras palavras, a crença de Keynes era de que a existência de uma conjuntura favorável – e de um alto otimismo dos cidadãos – propiciava maior velocidade no desenvolvimento econômico.

O ano de 2011 inicia-se exatamente de acordo com essa descrição. O povo acredita nas promessas da nova presidente e os esforços do governo anterior garantem uma menor pressão econômica no futuro. Mas serão esses motivos suficientes para acreditarmos que os esforços de vendas e marketing obterão melhores resultados daqui para frente? Será que, se empreendermos ações de vendas e marketing semelhantes às que desenvolvemos no ano passado, vamos obter resultados melhores?

Na tentativa de responder a essas questões, busquemos inspiração em outro célebre economista. Schumpeter, em sua obra, enfatizava os fenômenos cíclicos da economia, ressaltando a importância do empreendedor e da inovação. Para ele, a grande empresa é o motor do progresso.

A inovação – posta em ação pelo empreendedorismo – é a única causa dos diferentes ciclos econômicos. É preciso fazer surgir o novo, sejam processos ou produtos, mesmo que isso acarrete a morte do velho enquanto ele ainda é lucrativo.É preciso romper com as velhas práticas, já que o futuro será bem diferente do passado e do presente. Schumpeter cunhou, inclusive, uma expressão para tal fato: “destruição criativa”.

Baseados em Schumpeter, poderíamos afirmar que as ações de vendas e marketingpara o primeiro ano do governo Dilma devessem romper com tudo o que foi feito no passado. Precisaríamos “destruir criativamente” o que vínhamos fazendo e passar a procurar novas formas de fazer negócios.

Não acreditamos em respostas do tipo: “Faça isto ou faça aquilo”. O que sabemos é que será necessário vender e adotar soluções de marketing cada vez mais criativas, com responsabilidade e sem perder a preocupação com o fator social.

Sugerimos o óbvio para sua empresa nesse início de ano: invista cada vez mais em vendas e marketing e busque, incessantemente, maior competitividade e qualidade.

Mas, junto de milhões de brasileiros, também esperamos que sua empresa venda e pratique um marketing que se volte para as ações sociais, para a identificação e satisfação de necessidades sociais, assumindo a responsabilidade que todos temos com o desenvolvimento socioeconômico, não apenas do nosso negócio, mas também do país.

Não há dúvida de que somos competentes para triunfar nas adversidades. Agora vamos provar que também somos bons nos momentos em que o povo se enche de esperanças.

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