Sistema de prospecção ideal – Venda e comunicação em uma única plataforma

Vivemos uma revolução social. A forma de se relacionar e até de pensar de toda a sociedade mudou. “Tudo começou pela geração mais conectada, via web ou mobile, que prefere mecanismos mais instantâneos para comunicação e compartilhamento, como Skype, Facebook Chat, entre outros. No mundo corporativo, esta tendência já é vista com a integração de ferramentas e aplicativos, processo que chamamos de Social Business”, explica o CEO do Show de Ingressos, João Kepler Braga.

Um grande exemplo neste segmento é o Google, que trata sua plataforma de e-mail, o Gmail, como parte integrada de um sistema completo de serviços disponíveis no mesmo ambiente e diretório, que inclui uma rede social, buscas, chat, vídeo chat, agenda, armazenamento, tradução, mapas, entre outros serviços.

“Apesar da plataforma integrada do Google, ela ainda não é uma rede corporativa. O Social Business é sim uma rede social, porém de uso corporativo em que o objetivo é produzir conhecimento, compartilhar informações em tempo real, fazer gestão de processos, eliminar barreiras, acelerar vendas, aproximar clientes e integrar sistemas e ferramentas”, afirma Braga.

Redução de custos e inovação  

Empresas que adotam as redes sociais estão mudando a forma de fazer negócios, o que gera crescimento relevante em receita, redução de custos e inovação. De acordo com pesquisa da Forrester Research, as redes sociais corporativas devem atingir U$ 6,4 bi até 2016. “Somente o Yammer, comprado pela Microsoft por U$ 1,2 bilhão, que tem seu formato semelhante ao Facebook e ao Twitter, só que a diferença é que funciona por assinatura, é usado por mais de 200 mil empresas no mundo”, detalha o CEO.

Na visão de Braga, as empresas podem, e devem estimular seus funcionários a usarem as mídias sociais para vender e fisgar clientes. O que antes era visto como uma ameaça à produtividade, hoje pode aumentar, e muito, o volume e a quantidade de trabalho. “Os vendedores sabem do papel importante da internet, e os mais antenados já começaram a experimentar aplicativos e ferramentas. Profissionais B2B já se conectam com contatos do LinkedIn, participam de grupos de discussão no Facebook e acompanham os clientes via Twitter”.

“A sua marca está nas redes sociais quer você queira ou não. O desafio é entender a dinâmica dos relacionamentos que estão se formando e se posicionar de maneira efetiva, vender mais e fidelizar clientes. As maiores organizações mundiais vão focar em ‘ficar mais perto do cliente’ durante os próximos cinco anos, já que 97% dos americanos com menos de 30 anos, por exemplo, estão em pelo menos uma rede social e podem comprar por uma pesquisa feita on-line”, afirma Braga.

Uma das dicas do especialista para se ter sucesso é quebrar paradigmas e preparar a equipe para seu uso correto e constante. A tendência é um ganho de produtividade na medida em que os colaboradores estiverem conectados em um único ambiente e passem a interagir mais e a utilizar os recursos de forma adequada. O resultado é a redução de reuniões presenciais, ligações e até a diminuição de troca de emails internos. 

Segundo o executivo de Social Business da IBM para a América Latina, Flávio Mendes, no Brasil as empresas estão em graus diferentes de maturidade. “Enquanto algumas adotam partes do conceito, como um Blog ou até mesmo com a criação de comunidades e grupos de trabalho, outras ainda estão estudando a melhor forma de implementar sua rede social colaborativa”. Na visão do executivo, um grande case é a própria IBM, que possui mais de 500 usuários que utilizam a rede diariamente para compartilhar informações e, principalmente, buscar soluções para problemas locais, o que torna comum um profissional trocar experiência com outro em qualquer parte do mundo.

Social Commerce

Já o Social Commerce amplia o conceito do Business. “A ideia é utilizar a base social criada em uma rede para compartilhar informações sobre produtos e serviços. Assim, os usuários podem compartilhar suas opiniões e experiência e, desta forma, suportar o processo de compra de outras pessoas”, orienta Mendes.

Thiago Nascimento, CEO da Bloompa, aponta que qualquer atividade que tenha interação social no processo comercial, podendo ser na abordagem, venda, troca, recomendação e avaliação, já caracteriza o Social Commerce. “Esta tendência está iniciando no Brasil até mesmo devido ao crescimento do mercado de comércio eletrônico que está cada vez mais estabelecido como um meio seguro de vendas. Estados Unidos e Europa já possuem uma evolução neste sentido, porém não encontraram a ‘fórmula mágica’. Todas estão testando diferentes modelos de negócio”.

Dados do relatório da empresa de análises sociais Claritics, até 2015 o faturamento do Social Commerce deve atingir cerca de U$ 30 bilhões. Nascimento destaca o sucesso e o fracasso dos sites de compras coletivas, que tiveram seu boom há três anos e hoje apenas algumas sobreviveram. “O mesmo acontece sobre as lojas dentro do Facebook. Para alguns segmentos, elas funcionaram bem. Para outros, o resultado não foi o esperado já que as pessoas não queriam comprar algo, e sim apenas interagir. Por isso, o ideal é sempre direcionar o consumidor para um site externo e dedicado a sua marca”, recomenda.

Um dos erros que Nascimento afirma ver no mercado é o fato das empresas criarem outras etapas no processo de compra, fazendo o consumidor perder o interesse de finalizar o pedido. “O importante é que neste ambiente exista a possibilidade de utilizar recursos sociais sem sair ou desviar a atenção do consumidor”.

Lojas no Facebook

Para o fundador do Clictoshop Social Commerce, Juliano Grahl, algumas das técnicas que podem ser utilizadas são as lojas e promoções dentro do Facebook. “Tivemos um cliente que já possuía seu e-commerce com o objetivo de ter sua loja dentro do Facebook. Com esta estratégia, a empresa aumentou suas vendas em 30%, além de sentir as tendências de consumo antecipadamente através das sugestões e comentários dos internautas”.

De acordo com a experiência de Grahl, o maior cuidado que se deve ter ao adotar a ferramenta é dar atenção às manifestações dos clientes, sejam negativas ou positivas. “É importante ter um número limitado de produtos, diferenciar-se do e-commerce com promoções específicas para atrair clientes para a loja do Facebook”.

“O Social Commerce é uma grande ferramenta que potencializa as vendas e cria um canal de contato com o cliente. Já o Social Business une estratégias de marketing em mídias sociais e se torna uma ferramenta de comunicação e negócios. Os dois se complementam já que para a venda acontecer dentro das redes sociais é preciso que se tenha uma comunicação eficiente”, finaliza.

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