Sobe, sobe balão

Mantenha a motivação diante dos imprevistos Sejamos francos: você tem alguma dúvida de que algo inesperado vai acontecer, ameaçar sua motivação e dissolver seu entusiasmo? Eu não digo ?…pode acontecer?, e sim ?…vai acontecer?. Não acredito que viva um conto de fadas, ou de gurus, em que basta pensar e atrair fluidos positivos que tudo de bom vai acontecer. Balela! Coisas ruins ocorrem, até mesmo, com pessoas motivadas. Você pode chamar as mudanças de várias maneiras, por exemplo: cenários de mercado ou momento econômico de contratempos, intempéries, obstáculos ou percalços. Bem, chamo isso de vida. O fato é simples: não podemos prever, planejar nem controlar todos os fatos de nossas vidas, tão pouco os contextos e ambientes. Podemos controlar como passaremos por tudo isso. Coisas incontroláveis ocorrem e a única diferença entre o bem-sucedido e o fracassado está em como cada um reage a momentos.

A solução passa, primeiramente, pela atitude, ou seja, pela maneira de encarar o inegociável acaso. Há pessoas que ainda continuam duelando e desperdiçando energia ao questionar o porquê ele ocorre, e isso é uma tremenda tolice. Seria como perguntar por que o vento muda, a chuva cai e passa ou o clima se modifica. Ora, isso faz parte da natureza do planeta em que vivemos, assim como mudanças incontroláveis. O desafio é estarmos preparados para elas e tirarmos proveito dessas situações. É por isso que digo que as mudanças são aparentemente negativas, pois a questão é o que você decide aprender. Então, aceitemos: fatos contrários aos nossos planos sempre ocorrerão. O desafio está em como achar os atalhos, desvios ou usá-los como degraus ou trampolins para nosso sucesso.

Se o balão cair, tenha iniciativa para fazê-lo subir

Em um determinado momento de algumas de minhas palestras, peço aos participantes para assoprarem uma bola de encher. Depois de fechadas, comparo-as a nossa autoestima, motivação, ou seja, alguém com a ?bola cheia?. Peço aos presentes para jogarem a bola para o alto. Ela sobe, mas, inevitavelmente, cai. E não adianta reclamar, dizer que o mundo é um complô, o chefe é um tirano, a economia está um pandemônio, o mercado é uma bomba e o cliente é um pulha. A bola cai. E se você quiser mantê-la lá em cima, ou seja, sua autoestima, motivação, entusiasmo, não tem jeito nem negociação: você precisará gastar energia e esforço para levantá-la.

Então, vamos combinar o seguinte: você enche o balão de boas ideias, pensamentos positivos, amor-próprio, sentimentos altruístas, emoções sadias e, em seguida, joga-o para cima, ou seja, coloca tudo isso em ação para elevar suas conquistas, sonhos e realizações. Mas, inevitavelmente, o peso da vida, ou o fardo inerente ao ato de viver, de se relacionar, realizar, empreender, construir, amar, encarrega-se de empurrar seu balão para baixo. Lembre-se: isso chama-se vida. Agora, entenda que sem boas ideias, amor-próprio e tudo que já apontei, o balão não enche e, consequentemente, não fica apto a subir. Também entenda que o balão não sobe sozinho, ele precisa ser levantado. E quando cai, necessita ser novamente jogado para cima. Isso é fácil de entender. Mas o que faz o balão subir, que força é essa? Chegou a hora de esclarecer essa parte.

Essa força que gera o movimento de subida do nosso balão de emoções, pensamentos e sentimentos positivos, nada mais é que uma coisa chamada iniciativa. A questão é muito simples: não basta estar motivado, com autoestima e entusiasmo. Você tem de colocar isso em ação, precisa se mover em direção ao objetivo. E quando os contratempos do início deste artigo aparecem, deve continuar agindo, movendo-se, acreditando, colocando a bola para o alto, para o topo. A pior coisa que você pode fazer é ficar lamuriando, reclamando, questionando-se como é que essa mudança foi ocorrer. ?Logo agora, que tudo ia tão bem!?, dizem os murmuradores de plantão.

Vamos lá, levante a cabeça. Encha o balão e dê um tapa nele para o alto. Coisa feia é deixá-lo no chão, encostado. Ele não foi criado para isso, assim como você também não. Mas não esqueça: na hora em que o balão começar a cair, e ele vai cair realmente, continue agindo, movendo-se e dê outro tapa. Nada de cantar ?Cai, cai, balão…?. O negócio aqui é subir, meu amigo.

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