Você é uma pessoa criativa? ? Parte II – GV n. 202

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Você é uma pessoa criativa? – Parte II

 

Na semana passada, falamos um pouco sobre como podemos ser mais criativos e também descobrimos nosso QC (Quociente de Criatividade). Terminamos comentando que existem sete bloqueadores da nossa criatividade e conversamos sobre três deles.

 

Neste artigo, falaremos sobre os quatro bloqueadores restantes e como você pode superar cada um deles.

 

Seguir regras

Enquanto algumas regras são obviamente necessárias (ainda bem que todos paramos no sinal vermelho), outras prendem a inovação porque nos deixam preguiçosos. As pessoas que são criativas geralmente contestam as regras. Elas vão um passo além: “Por que essa regra foi criada?”, “Há uma maneira melhor de fazer isso?”, “E se… ?”. Não estamos falando que não devemos segui-las. Como dissemos, muitas são criadas para organizar melhor nossas vidas. Mas outras podem ser questionadas, principalmente as que nos influenciam todos os dias. Há ainda certas “regras” que não foram oficialmente criadas, simplesmente aconteceram e você passa a fazer do mesmo jeito, todos os dias, como se fossem realmente regras.

Aposto que muitos dos nossos assinantes pegam diariamente o mesmo caminho para ir de casa ao trabalho. Isso não é necessariamente uma regra, porém você definiu que fará aquele trajeto e pronto. Entretanto, talvez você esteja perdendo uma bela paisagem ao passar por outra rua. Ou poderia pegar um desvio e passar na frente de uma boa panificadora para comprar um lanche para mais tarde. Por que não tentar?

 

Por falar em tentar, que tal tentar alguns destes “quebra-regras”?

Pegar um caminho diferente para ir ao trabalho.

Almoçar em um novo restaurante.

Comer um tipo diferente de comida (sushi, indiana, árabe, etc.) que você ainda não tenha provado.

Pular o almoço para ir nadar ou correr no parque.

Ir trabalhar de manhã e agir como se fosse seu primeiro dia na empresa – anote suas reações.

Inscrever-se em uma atividade que você nunca tentou antes (andar de jet ski, tocar flauta, fazer teatro, etc.).

Convidar um colega de trabalho com quem você nunca conversa e não conhece muito bem para almoçar.

Ler um livro cujo assunto você não conheça nada.

Passar o fim de semana em um lugar próximo da sua cidade que você nunca esteve antes.

Pedir conselho para alguém em quem nunca havia pensado (filhos, cliente, um estranho no mercado).

 

Que outras regras você gostaria de romper? ___________________________________

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O que o impede de quebrá-las?

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Suposições

As suposições também bloqueiam nosso processo criativo porque quando vemos ou ouvimos algo acontecendo, nosso cérebro – baseado em experiências anteriores e em conhecimentos gerais que temos – faz uma série de suposições. Muitas vezes, elas estão certas, mas há também uma grande chance de deixarmos oportunidades passarem por nos basearmos apenas em suposições.

 

Por exemplo: se encontrarmos uma mulher colocando dois livros na bolsa e indo embora com eles, quais são as suposições possíveis?

Ela está roubando os livros

Trabalha na biblioteca

Aqueles livros eram dela

 

O que mais? Quais são as outras suposições?

 

Temos de ter cuidado com elas, pois nos impedem de pensar em outras opções. Muitas vezes, as tomamos como algo certo, quando na verdade não era nada daquilo que imaginamos.

 

Você consegue pensar em alguma situação no seu trabalho em que as suposições podem impedir as pessoas de tomarem melhores decisões ou solucionarem os problemas?

 

Podemos citar como exemplo o vendedor que supõe que o cliente vai ligar para comprar e por isso deixa de fazer o feedback. Ou o vendedor que supõe que o cliente não quer ser incomodado. Ou o funcionário que supõe que a empresa vai magicamente lhe dar um aumento de salário. Ou aquele que supõe que o colega de trabalho quer “derrubá-lo”, quando na verdade o que deseja é ser promovido também.

 

São muitas as suposições que fazemos. Que tal tentar deixá-las um pouquinho de lado?

 

Ultradependência do pensamento lógico

Ninguém discute que o pensamento lógico é importante. Mas a ultradependência dele é prejudicial à criatividade, pois ele não permite que nada, além da razão, seja levado em consideração. Só que muitas coisas não são necessariamente lógicas, porém funcionam melhor. É preciso que, além da razão, as pessoas deixem entrar a emoção, o humor, a imaginação e a intuição para que juntas possam chegar a uma melhor solução.

 

Acreditar que você não é criativo

Pesquisas relacionadas ao nosso poder de pensamento indicam que a capacidade criativa do cérebro humano é ilimitado. As únicas restrições são as que nós mesmos colocamos. O maior desafio que você precisa enfrentar é a aceitação absoluta do que acredita que pode ou não alcançar. Se acreditar que pode, você estará certo. Se crer que não pode, você também estará certo. Nossas ações seguem o que nossa mente acredita. É por isso que o livro O Segredo fez tanto sucesso. Ele quebra esse limite em que as pessoas mesmo se colocam. Ele diz que se deseja alcançar algo, deve acreditar fielmente naquilo. Eu particularmente acho que a obra é incompleta, pois também só pensar não adianta. O primeiro passo é acreditar e o segundo é fazer. Una os dois e você terá possibilidades ilimitadas de realizar coisas grandiosas.

 

Para colocar seu pensamento criativo para funcionar, aqui estão 14 lições simples que irão ajudá-lo a pensar em coisas diferentes de pontos de vista distintos. Tente cada uma delas.

 

Faça perguntas “e se…”. Questione tudo e qualquer coisa que queira (e se todos tivéssemos de trabalhar de chinelos? E se eu fosse pago todos os dias no fim do expediente? E se meu chefe tivesse de trabalhar para mim uma vez por semana? E se eu precisasse ocupar o lugar do meu melhor vendedor? E se eu voasse? E se as ruas fossem rios?).

 

Crie metáforas e analogias (o cérebro é como o banco – você só pode tirar o tanto que coloca). “Meu trabalho é como _________________________________________”.

 

Preste atenção nas idéias pequenas. É assim que uma grande idéia começa.

 

Sonhe de dia. Deixe sua mente vagar.

 

Brinque de “apenas suponha” (apenas suponha que eu decida pedir um aumento, apenas suponha que eu tenha descoberto uma maneira de entregar nosso produto mais rapidamente para nossos clientes, apenas suponha!)

 

Tente formas diferentes de expressar sua criatividade (faça aulas de culinária, pintura, fotografia, escrita, jogue tênis, faça teatro, dê uma festa, etc.)

 

Quando fizer algo criativo, escreva em um papel como a idéia surgiu, qual foi a primeira reação das pessoas e o resultado que você obteve.

 

 

Leia e aprenda os jogos de estratégia como xadrez, gamão, War, etc.

 

Aprenda uma língua estrangeira (force seu cérebro a pensar de forma diferente).

 

Se você é destro, tente escrever com a mão esquerda e vice-versa.

 

Tente adivinhar as medidas, em vez de usar uma régua ou uma fita métrica. Depois, use essas ferramentas e descubra se você passou perto de acertar.

 

Some os canhotos do seu talão de cheques sem usar uma calculadora.

 

Leia três quartos de um romance e pare. Depois, escreva seu próprio final para o livro.

 

Faça palavras-cruzadas e tente resolver os problemas de lógica (tipo Sudoku).

 

Veja que para termos uma mente criativa não é preciso grandes investimentos ou fazer cursos caros de criatividade. Basta apenas, primeiramente, deixar de lado todos os bloqueadores, depois instigue seu cérebro a raciocinar diferente. Pense mais vezes sobre um mesmo assunto e tente enxergar algo que não tinha visto antes. Vá além do normal, do natural e da lógica.

 

Com certeza, você pode deixar seu trabalho mais prazeroso e ainda terá aberto infinitas possibilidades de fazer sempre mais e melhor. E nunca se esqueça de que a criatividade é como as vendas: acontece sempre depois de muitos “nãos”.

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