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Torna-se urgente, nas escolas e nas famílias, criar oportunidades educativas para o desenvolvimento das qualidades humanas. Dois burricos queriam comer dois montes de capim, mas estavam amarrados por uma corda. Cada um, de seu lado, tentou chegar ao capim, mas a corda que os unia impedia. Fizeram várias tentativas, sem sucesso. Quando pararam, cansados das tentativas, tiveram uma idéia (com animais, isso só acontece em histórias): resolveram unir suas forças para comer o capim. E assim, com união, alcançaram os seus objetivos.

Essa historinha dos burricos tem uma grande lição de inteligência: a busca da união, da solidariedade e da colaboração para obter resultados. Os burricos da história provaram que não são nada burros. E nós, humanos, até quando vamos continuar agindo cada um por si, em vez de buscar a união de esforços para lutar pelo bem de todos? Já está na hora das pessoas ? você, eu, todo mundo ? deixarem “a burrice” de lado e criarem um novo pensamento, buscando novas idéias para que a sociedade humana venha a ser constituída de melhores pessoas, com “qualidades”, com traços saudáveis como ser humano, por exemplo: altruísmo, autenticidade, bondade, caridade, cavalheirismo, colaboração, confiança, cooperação, cordialidade, disciplina, empatia, espontaneidade, generosidade, honestidade, humildade, integridade, intimidade, lealdade, motivação, naturalidade, otimismo, paciência, perseverança, respeito, sensibilidade, sinceridade, simplicidade, tolerância…

Não se pretende mudar a sua cabeça, mas somente plantar algumas idéias, para que elas possam cair em “solo fértil” (pessoas conscientes ou organizações interessadas em realmente fazer alguma coisa de positivo para que ocorram mudanças) e ser um ponto de partida para outras idéias e ações positivas.

A sociedade almeja que as pessoas que a compõem tenham “autocontrole consciente” suficiente para que possam conviver com os outros de modo sadio, contribuindo assim para que exista um ambiente adequado para a boa convivência entre todos, com participação ordeira, com respeito, harmonia e paz. Havendo essas condições, cada indivíduo ou grupo poderá obter os resultados a que se propõe, seja na família, na escola, nos grupos sociais e em organizações produtivas ou de serviços. Se cada um fizer bem a sua parte, certamente será possível alcançar o ideal do autocontrole consciente, em que cada pessoa saiba ter o adequado controle, respeito e harmonia no convívio com os outros, para que todos possam realizar suas atividades, atingindo os resultados que se desejam para os indivíduos, os grupos e, no seu conjunto, a sociedade. A educação das crianças e dos jovens pretende atingir esse ideal. Mas como fazer isso, já que a educação formal nem sempre procura educar nessa direção, estando mais preocupada em “dar matérias”; e as famílias, de modo geral, estão deixando de cumprir bem sua parte na educação dos filhos?

Torna-se urgente, nas escolas e nas famílias, criar oportunidades educativas para o desenvolvimento das “qualidades humanas” (a honestidade, o respeito) fazendo os jovens saírem do egocentrismo natural das primeiras fases do desenvolvimento humano, ensinando-os a serem solidários, a cooperarem, a repartirem, a respeitarem os outros, a olharem o coletivo e a importância das outras pessoas, pensando no “nós”, e não somente no “eu”, ações que certamente irão influir positivamente para mudar o rumo para a formação sadia da cidadania nos mais jovens.

Dentre outras oportunidades educativas possíveis, uma idéia simples que pode trazer bons resultados é criar nas escolas, grupos ou organizações que lidam com os jovens, um “Programa de Desenvolvimento da Liderança e das Qualidades Humanas” que envolva toda a organização e até a comunidade onde ela estiver inserida. Grupos de três a cinco jovens formariam um grupo e a cada mês teriam de pesquisar uma das características humanas saudáveis (como a honestidade) e esses grupos apresentariam para os outros as idéias que desenvolveram, fazendo todos, ao final, um debate dirigido. As conclusões poderiam ser utilizadas por algumas matérias formais, no caso das escolas, e poderiam ser divulgadas através de informativos da escola e da comunidade. Os pais poderiam ser envolvidos nesse trabalho, participando do “Dia Especial da Apresentação dos Trabalhos?, em que cada grupo utilizaria sua criatividade, com jogral falado e dramatização.

As novas gerações precisam ser envolvidas na busca do ideal de se ter as principais “características humanas saudáveis”, se a sociedade humana realmente deseja que ocorram mudanças significativas, para melhor. É possível agir para mudanças positivas, usando a inteligência e o coração! Vamos lá! Procure fazer a sua parte, o melhor possível, dentro de seu âmbito de ação, seja na família, na escola, na associação de bairro, na empresa, na imprensa, etc. Faça alguma coisa de positivo e não fique apenas se lamentando como um certo pai fazia na roda de adultos, numa festinha de aniversário de crianças, ao dizer: “Tenho vergonha de ensinar aos meus filhos sobre honestidade com tanta desonestidade que existe por aí”.

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