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Como reconhecer – e evitar – a arrogância na empresa

Por que tantas empresas têm sucesso por algum tempo, crescem e depois entram num período de grande turbulência? Por que alguns líderes perdem as melhores pessoas da sua equipe? Por que algumas companhias são pegas de surpresa pela concorrência? Por que alguns vendedores andam de “salto alto” na empresa, achando que o único motivo pelo qual os clientes compram é a sua presença? Todas essas perguntas têm uma mesma resposta: a arrogância.

Uma pessoa arrogante tem estas características:

  • Possui uma opinião irreal das suas próprias habilidades.
  • Considera os outros inferiores (complexo de superioridade).
  • Usa a arrogância como uma forma doentia de manifestar sua própria insegurança.

O gerente e o vendedor arrogante, por definição, acham suas próprias ideias e opiniões muito mais importantes que as de outras pessoas. Esperam dos outros nada mais que obediência submissa e passiva e frequentemente os desrespeitam e não toleram ideias contrárias às suas. Vendedores arrogantes tratam ideias diferentes das suas de forma negativa. Gerentes arrogantes acham que seus funcionários têm insubordinação e incompetência. Como só toleram quem se submete de maneira servil, vivem rodeados de puxa-sacos. Afinal de contas, acham que são o centro do universo.

No começo da carreira, essas pessoas manipulam o sistema para subir a qualquer custo. Muitas vezes têm sucesso, pois sua insegurança transformada em arrogância serve de combustível permanente para sua compulsão. A única coisa que alimenta a alma doentia delas é “subir”, serem reconhecidas, aplaudidas, veneradas. Serem respeitadas é a única forma de apaziguar a neurose e a dor que sentem pela própria insegurança. Então, transformam-se em workaholics, especialistas não só no próprio trabalho, mas também no dos outros.

O problema é que esse sucesso estimula a arrogância latente, e a arrogância leva ao fracasso. Alguém que se considera perfeito não fará esforço algum para melhorar ou aprender. Afinal de contas, como aprimorar algo que é perfeito? O arrogante invariavelmente se acomoda e acaba derrubado pela sua própria complacência e estagnação.

A arrogância também serve de véu que cobre as imperfeições de si mesmo. O arrogante não ouve conselhos nem aprende com a experiência dos outros. Por ter eliminado do seu círculo de contato todas as pessoas que pensam diferente, o líder arrogante também não tem ninguém para aconselhá-lo, dizer a verdade ou chamar a sua atenção. E, mesmo que tivesse, será que ele prestaria atenção? Provavelmente não. Mais um motivo pelo qual a arrogância leva ao fracasso.

A boa liderança se conquista por meio do exemplo. O arrogante se impõe pela força bruta, pelo controle e firmeza extrema. Por isso, tem o grande problema de criar inimigos. Mesmo pessoas do seu círculo mais próximo torcem intimamente para que ele/ela caia – e, quando descobre, sente-se injustiçado e acha que todos estão formando um verdadeiro complô para derrubá-lo. Ao começar a cair, coisa que pode demorar, mas invariavelmente ocorre, o arrogante não pede ajuda, porque – adivinhe! – é arrogante. E, quando pede, não encontra, pois não sobrou ninguém para lhe estender a mão.

Para a empresa, pessoas arrogantes trazem uma série de consequências indesejáveis:

  • Afastamento dos melhores funcionários – Qualquer pessoa equilibrada, que tenha um mínimo de QI e amor-próprio, não fica muito tempo trabalhando para um ditador egocêntrico. Assim, empresas com líderes arrogantes têm problemas constantes de rotatividade fora do normal.
  • Inovação zero –Como o líder arrogante é o centro do universo, só ele/ela pode ter ideias inteligentes. Obviamente, num sistema perverso como esse, ninguém possui ideia alguma – todos têm terror de qualquer coisa que possa ser levemente criativa e inovadora, mas que por acaso venha a ofender o líder arrogante. O que acontece então é que a empresa fica engessada e é ultrapassada pela concorrência.
  • Incompetência generalizada – Sob a regência de um líder autoritário, as pessoas que acabam recompensadas não são as mais competentes, mas as que lidam melhor com as emoções do chefe. Ao ocupar essas posições intermediárias de comando com puxa-sacos, o arrogante consegue uma certa tranquilidade, já que sabe que ninguém vai questioná-lo. Por outro lado, mostra para todo mundo como é que se sobe nessa empresa (conhece o ditado “o saco do chefe é o corrimão para a glória”?). O resultado é um efeito dominó, no qual a competência e a iniciativa são expulsas e tudo o que se faz é só para impressionar e agradar aos superiores num mundo de faz de conta.

Mas, afinal, como evitar que isso aconteça?

  • Não deixe que o sucesso suba à sua cabeça –Empresas e pessoas têm sucesso por alguns fatores positivos, apesar de haver alguns negativos. Nunca se esqueça disso. Entenda suas limitações e seus pontos fracos. Contrate pessoas diferentes e estimule-as a fazerem coisas diferentes. Quando você para de aprender, começa a morrer.
  • Seja humilde e escute o que não quer escutar –O que ajuda mais: alguém que o parabeniza ou que o critica? O elogio é sempre agradável, mas não constrói. A crítica, quando usada e interpretada corretamente, é uma poderosa ferramenta de melhoria contínua.
  • Não confunda orgulho com arrogância –Orgulho da empresa, dos seus produtos/serviços, do seu passado, da sua equipe – tudo isso é positivo. Orgulho exagerado, obsessivo, cego e vazio vira arrogância.
  • Elimine a arrogância –Não permita que ela tome conta da sua empresa nem que pessoas arrogantes sejam estimuladas. Não seja você um arrogante.

Num mundo cada vez mais competitivo, em que as únicas chances de sucesso são a diferenciação, o profissionalismo e a competência de toda a empresa, não apenas na definição da estratégia, mas também na sua execução, fica claro que um ambiente tóxico de trabalho não pode gerar bons resultados.

Afinal, ninguém é tão perfeito que não consiga melhorar. Ao eliminar a arrogância, ouvindo e aprendendo de maneira humilde com funcionários, clientes e colegas, um líder e vendedor terão certamente melhores condições de aprender, adaptar-se e crescer.

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