Dez maneiras de expandir as suas opções na hora de resolver problemas

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Podemos entender os dez passos da síntese criativa como devaneios disciplinados. Como eu, provavelmente foi condicionado a assumir uma posição contrária aos devaneios, por influência de críticas da parte de seus professores e dos seus pais. Até hoje me faz mal ver um empregado sentado à sua mesa de trabalho, só pensando. Não há dúvida de que é a melhor coisa que ele poderia estar fazendo, mas não me parece certo.

Um especialista em eficiência certa vez disse a Henry Ford que ele deveria demitir um dos seus diretores. Ele disse a Ford: “Todas as vezes que passo pela sala dele, ele só está sentado com os pés em cima da mesa. Ele está jogando o seu dinheiro foro.” Ford respondeu: “Pois esse homem certa vez teve uma idéia que nos poupou milhões de dólares. Na ocasião, acredito que os seus pés estivessem plantados exatamente aonde estão agora.”

Infelizmente, vivemos numa época em que glorificamos as máquinas que pensam mas condenamos as pessoas que procuram fazer o mesmo. Para uma síntese criativa eficaz, precisamos aprender a arte de um devaneio disciplinado. A maneira de preparar a sua mente é imobilizando o lado esquerdo do seu cérebro e permitindo que o lado direito domine. Então, seguindo os dez passos como expandir as suas opções, você poderá dar início à síntese criativa.

Passo Um

Imaginar o Oposto da Situação

A primeira técnica para expandir as suas opções é imaginar o oposto da situação. Existem muitas maneiras de se fazer isso; uma delas é inverter o objetivo. Uma distribuidora na Nova Inglaterra o conseguiu com grande sucesso. A empresa se encontrava numa situação em que os empregados do depósito não vinham atendendo aos pedidos com a devida rapidez. A solução óbvia seria adotar uma maior supervisão, de modo que os empregados fizessem um melhor trabalho. Mas, ao contrário, a administração inverteu o objetivo e não levou em consideração nenhum tipo de supervisão. E então, o que seria necessário para fazer a coisa funcionar? Seria necessário um sistema que desse incentivo aos empregados. Seria necessário um sistema de equipes, onde cada integrante da equipe policiasse a ação dos integrantes das outras equipes, uma vez que eles estavam disputando a opção dos horários de trabalho e dos benefícios. A empresa resolveu arriscar e foi a melhor decisão que ela pode tomar. O dinheiro anteriormente pago a supervisores poderia agora ser destinado para incentivos aos empregados. Como resultado tanto a produção quanto o moral subiram.

Uma outra forma de inverter o objetivo é o pensamento contrário. Quando todo mundo no seu ramo de atividade estiver pensando de uma maneira, comece a olhar na direção oposta. A Gillette, fabricante de lâminas e aparelhos de barbear, sabia que 60% dos barbeadores eram do tipos descartável que custavam 1 dólar a dúzia. Ao invés de lançar barbeadores ainda mais baratos, a Gillette lançou o Sensor, que vende 25% mais do que o antigo barbeador líder de vendagem existente, e é um estrondoso sucesso.

Portanto, sempre questione a sabedoria convencional. Por que todo mundo está pensando desta maneira? O que aconteceria se estivessem todos errados?

Passo Dois

Examinar o Ambiente

O segundo passo da síntese criativa é examinar o ambiente onde existe o problema. Esta idéia de olhar o ambiente, e não o problema, é de um valor inestimável na criação dos filhos. Se você tiver 3 ou mais filhos, a probabilidade é que um deles esteja lhe dando cabelos brancos. E você sabe que argumentar com os filhos quando eles estão errados só serve para piorar as coisas. Ao invés de ficar doente de preocupação, comece a examinar o ambiente onde eles estão.

Aprendi isso a duras penas com um dos meus filhos. Ele estava indo tão mal nos estudos, que eu era chamado toda semana a comparecer na escola para reuniões de orientação educacional. Visto isso, eu o submeti a um extenso programa de avaliação para ver se ele sofria de alguma deficiência de aprendizagem, e depois fiz com que ele fosse avaliado pelo psicólogo da escola, que disse não haver nada de errado com ele. Finalmente, ao invés de me concentrar nele ou no seu problema, comecei a olhar o seu ambiente. O problema eram os amigos com quem ele estava andando. A atitude deles em relação à escola era tão ruim que eles o estavam influenciando de maneira negativa. Quando percebi o que estava provocando o problema, era tarde demais. Somente a mudança de família para uma outra cidade cortaria a influência deles sobre o meu filho.

Portanto, se você tiver um problema com um dos seus filhos, examine o ambiente. Com quem eles andam? Que livros eles vêm lendo? A que filmes eles vêm assistindo? E aí que você vai encontrar a resposta do seu problema.
Nota do Editor: Estes problemas de atitude em relação ao ambiente também podem acontecer na sua empresa, por isso é tão importante monitorar constantemente a motivação da sua equipe – e eliminar elementos negativos ou que baixem o moral.
Passo Três

Imaginar-se Encontrando a Resposta Perfeita

O próximo passo na síntese criativa é o de se imaginar encontrando a resposta perfeita. A visualização pode lhe parecer uma velha conhecida, mas não há como negar o seu poder. “Você é o que você pensa”, disse Earl Nightingale. A visualização realmente funciona. Entretanto, numa situação estressante de tomada de decisão, ficamos obcecados pelas penalidades que uma decisão errada pode trazer. Acho que é bastante significativo que tenhamos pelo menos 15 palavras e expressões em nosso idioma para definir um erro: incorreção, bobagem, gafe, fora, furo, pisar na bola, fracasso, lapso, engano, passo em falso, falha, barriga, deslize, escorregadela, tropeço, descuido, etc. Porém, não existe uma só palavra que descreva o oposto de um erro, ou seja, o fato de fazer algo corretamente. Com tamanho enfoque na negatividade, não é surpreendente que tenhamos dificuldade em tomar a decisão certa!

A visualização é especialmente útil para se lidar com as pessoas. Não sei como funciona, mas não preciso compreender como funciona um avião para chegar a Nova York também. Só sei que quando você expressa pensamentos de amor e incentivo, eles não se dissipam; eles circulam. O poder de visualizar uma boa receptividade à sua proposta é uma força espantosa.

Passo Quatro

Imaginar que todas as suposições que você fez estão erradas

E se toda a oposição esperada ao seu plano fosse afastada? Por exemplo, digamos que você esteja nervoso em anunciar uma alta de preço. E se os seus clientes dissessem: “Isso é ótimo, quiséramos saber por que você ainda não havia feito isto há mais tempo”. É possível até que eles o respeitem mais quando você dá mais valor aos seus serviços.

Os meus amigos Dotty e Henry Hoche transformaram a sua bela mansão em estilo vitoriano, na Carolina do Norte, numa bela hospedaria. Eles julgavam que eu ainda iria querer me hospedar na casa deles de graça. Mas não – prefiro pagar e saber que serei sempre bem-vindo.

Esse exercício de imaginar que as suas suposições estejam erradas o afastará das soluções óbvias para os seus problemas e gerará mais opções.

Passo Cinco

E se você soubesse que não iria falhar?

Se você tivesse condições de fazer milagres, o que você faria para resolver seus problemas?

Foi esse tipo de pensamento “e se” que levou Albert Einstein a descobrir a Teoria da Relatividade. Ele provavelmente disse: “E se eu pudesse ir de um ponto A a um ponto B mais rápido do que a velocidade da luz?” Bem, as pessoas no ponto B teriam condições de ver claramente que eu estava com elas. Por outro lado, elas poderiam se voltar para o ponto A e ver que eu ainda estava lá. Visto que a minha imagem estava se deslocando à velocidade da luz, pareceria que estaria no ponto B antes de sair do ponto A.

Do pensamento “e se” de Einstein sobre a velocidade da luz se originou a teoria da relatividade. Mas você não tem que ser um Einstein para fazer com que a teoria do “e se” represente uma grande diferença na sua vida. Na tomada de decisão, todos nós, com muita freqüência, limitamos o nosso pensamento a parâmetros preconcebidos. Não descarte nenhuma possibilidade até que tenha decidido o que você gostaria de realizar se pudesse fazer milagres.

Passo Seis

Inspirar a Decisão numa Série de Modelos

Os modelos não tem que saber que são seus modelos. No meu ramo de atividade, as conferências, existem muitas pessoas que eu admiro muito e, sempre que tenho que tomar uma decisão, utilizo-as como modelo. Eu não as consulto e elas nunca sabem. Simplesmente, na minha mente, eu a extraio delas. É surpreendente quantas vezes evitei de cometer um erro tolo porque sabia que o meu modelo me diria para esquecer. É surpreendente também as vezes que as soluções me ocorreram em razão de eu inspirar as minhas decisões em modelos.

Tom Monaghan, que transformou um investimento de quinhentos dólares numa fortuna de 480 milhões de dólares com a Domino””””s Pizza, tinha Ray Kroc, fundador da McDonald””””s como modelo silencioso. Ele só veio a conhecer Ray Kroc depois de alcançar um enorme sucesso, faturando 200 milhões de dólares por ano. Ray Kroc disse: “Vou lhe dar um conselho. Você já conseguiu. Você pode fazer o que quiser, ganhar todo o dinheiro que pode gastar. Modere, vá com calma. Abra algumas lojas todos os anos, mas seja muito cauteloso. Não feche quaisquer novos negócios que possam lhe trazer problemas. Aja com segurança”.

Por fim, Monagham desabafou: “Mas, Sr. Kroc, isso não teria nenhuma graça!” Kroc pulou de trás da sua mesa de trabalho, lhe deu um forte aperto de mão e com um largo sorriso disse: “Era exatamente isso que eu esperava que você dissesse!”

Passo Sete

Pensar de Trás para frente, a partir de solução do problema

Aqui, você imagina a solução desejada e começa a retroceder e visualizar como chegou a tudo isso. É uma ótima maneira de obrigar o subconsciente a entrar em cena. É também uma técnica espetacular para identificar o que está faltando num problema. O que é exatamente que está causando o problema? O que exatamente o resolveria?

Quando Ulysses S. Grant era menino, ganhou um prêmio por ter montado numa mula brava. Ele ficou lá em pé observando o animal genioso derrubar um atrás do outro. Aí ele montou, prendeu as pernas em volta da barriga do animal e se agarrou com vontade ao rabo da mula. Ele havia simplesmente identificado o elo que estava faltando – algo em que se segurar. Uma vez identificado o problema, ele sabia que a solução seria apenas sentar ao contrário na mula.

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