Desde a época em que era enxugador de carro em posto de gasolina até agora, em que possui uma revenda de automóveis, Izaias sempre teve fascínio pela área de vendas
Izaias Viana Ferreira, 41 anos, começou sua carreira de vendedor de uma maneira diferente. Seu primeiro emprego foi de enxugador de carros num posto de gasolina. Em seguida passou para lavador e depois para frentista. Ele conta que a admiração e o fascínio pelas vendas começaram aí, quando percebeu que poderia ter muito lucro com as comissões das vendas de óleo para automóveis.
Hoje tem uma grande revendedora de veículos, a Karyzá, em Curitiba, PR. Já trabalhou como vendedor de enciclopédia, de livros infantis, em loja de confecções e ao entrar no ramo de automóveis trabalhou por muito tempo na loja de seu cunhado.
Quando resolveu abrir a loja própria, há 9 anos, tinha capital apenas para quatro carros e começou com uma Brasília 77, um Fiat 147 ano 81, um Santana 86 e um Passat 81. Em uma semana ele vendeu oito carros consignados e se animou. Durante todos esses anos Izaias guardou todo o dinheiro que recebia e em 2000 inaugurou a loja com sede própria com 1600 m², sendo 380 m² de área construída com capacidade para 70 veículos.
Izaias tem uma grande clientela, entre médicos, advogados, e muitos jogadores de futebol. Torcedor do Coritiba, ele consegue, com seu carisma, ter clientes dos três times rivais da capital paranaense, além de reuni-los em churrascos em sua loja, um time em cada dia, é claro. Recentemente vendeu um carro para o pentacampeão Kléberson. Segundo ele, cada cliente satisfeito traz, ao longo do ano, mais dez.
Uma das histórias que mais marcou Izaias foi a venda de um Mustang. “Era final da tarde de sexta-feira quando dois rapazes que passavam na frente da loja viram o carro e entraram, pois o irmão deles há muito procurava o carro.” Em pouco tempo, foi fechada a venda, os compradores foram para casa e trouxeram o pagamento em dinheiro vivo, na época 40 mil reais. “Fiquei assustado e com medo de ficar com o dinheiro na loja, e também fiquei preocupado com a autenticidade das notas. Mas no fim tudo deu certo” conta Izaias.


