Quem tem medo do lobo mau?

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No começo da década de 30, enquanto os Estados Unidos amargavam a depressão, Walt Disney lançou o desenho animado Os Três Porquinhos e o Lobo Mau.

O Lobo Mau transformou-se no símbolo da depressão. O desenho foi uma explosão de sucesso cinematográfico, e sua música, Quem Tem Medo do Lobo Mau?, cativou audiências de todas as idades por todo o mundo, passando agora a integrar o folclore da humanidade.

No dia-a-dia, a depressão econômica ameaçava as pessoas. Na tela, o Lobo Mau tentava comer os indefesos porquinhos. Uma vez estabelecido o paralelo, a comunicação acontecia fácil e as multidões se envolviam na história, sentindo-se aliviadas com a solução.

As pessoas naturalmente se identificavam com os porquinhos. Apesar de todo o aperto, os porquinhos conseguiam vencer. Na época, homens, mulheres e crianças saíam dos cinemas aliviados. Por pior que fosse a situação, a solução sempre aparecia.

O Lobo Mau apresenta-se hoje de diversas formas: concorrência desleal, ameaças de apagão, terrorismo, alta do dólar, crises e guerras. Seu poder irá depender do espaço que ocupa dentro de nossas mentes e de nossos corações. Quanto mais o lobo for alimentado através de pensamentos, de imagens, de cobertura de mídia, de conversas sem fim, mais voraz ele se tornara.

O Lobo Mau poderá, literalmente, devorar nossas entranhas. Quanto mais atenção você e eu dermos à concorrência desleal, ao terrorismo da mídia, às crises e tragédias, menos força teremos para a ação eficaz rumo a realização de nossos sonhos.

Uma análise histórica mostra que o Lobo Mau faz parte da experiência humana. Nos primórdios, ele era representado pelas próprias feras selvagens.

Com o passar do tempo, o Lobo Mau tomou a forma de tribos inimigas. Para o Império Romano, eram os bárbaros do norte da Europa. E, assim por diante, para os cristãos, a ameaça eram os romanos pagãos, e para os muçulmanos, eram os cruzados cristãos. No começo do século passado eram os nazistas e depois os comunistas. Agora são os terroristas.

Dentre todos os lobos que enfrentamos como seres humanos não existe nenhum mais cruel e poderoso do que os nossos próprios pensamentos negativos. São os pensamentos que assediam a mente do pessimista.

Observe uma pessoa pessimista. Ao olhar uma roseira concentra sua atenção, não nas rosas, mas nos espinhos. Machuca a mão ao tentar se aproximar da rosa e diz: “Essas rosas são bonitas, mas têm tantos espinhos”. O otimista conserta: “Não é assim, as rosas têm espinhos, de fato, mas são tão belas e cheirosas!”.

O pessimista, ao saber de uma tragédia, logo se apressa em dizer: “Realmente, não adianta começar nada, pois o fim do mundo está tão próximo”. O otimista retruca: “O fim do mundo pode até chegar, mas irá me encontrar de pé, trabalhando rumo à conquista dos meus sonhos mais ambiciosos!”.

O pessimista carrega o lobo em sua mente. Sua conversa interna é enfraquecedora. Inicia suas tarefas sem entusiasmo, sem pique. Não sente prazer em agir, em fazer, porque já sabe, de antemão, que as coisas são “muito difíceis”.

As vitórias, que já não são tão fáceis mesmo para os mais entusiasmados, tornam-se praticamente impossíveis para os pessimistas. Porque eles já começam seus dias derrotados.

O otimista não tem medo do Lobo Mau. Quando tenta e não consegue, ele tenta novamente e continua tentando até conseguir. Thomas Alva Edison “falhou” mais de 10 mil vezes para criar a lâmpada elétrica. Quando diziam que ele tinha fracassado muito, ele respondia: “Pelo contrário, eu descobri 10 mil formas diferentes de como não se faz uma lâmpada”.

Assim é o otimista, ele enxerga o lado positivo da vida. Parte para a ação com fé e entusiasmo, convicto da vitória. Observe cada raquetada do Guga. Ele se atira contra os adversários com a certeza absoluta de que vai vencer. Em sua mente ele forma um quadro otimista da vida.

Esses quadros felizes estimulam a produção de substâncias cerebrais altamente energizantes como a endorfina, a serotonina e a noradrenalina. A endorfina faz com que a pessoa fique mais resistente à dor e às infecções. A serotonina é um poderoso estimulante. E a noradrenalina facilita o crescimento de conexões neuroniais que aumentam a nossa inteligência.

Para enfraquecer o Lobo que existe dentro de nós podemos enfatizar mais o que existe de bom, de belo e de estimulante em nossas vidas.

Poderemos nos tornar otimistas inveterados. E, certamente, seremos mais saudáveis, mais entusiasmados e mais agradáveis. Nossas amizades florescerão e nossos negócios serão cada dia mais e mais lucrativos!

Passaram-se 70 anos e o otimismo de Disney permanece atual. Em vez de ter perdido a sua força, ou saído de moda, a atitude otimista se reafirma cada dia mais como uma solução altamente viável para nossas questões contemporâneas.

Eu acredito no legado otimista de Walt Disney. Espero que a mensagem desse gênio fique instalada, definitivamente, no subconsciente coletivo: “Mesmo quando a adversidade bate às nossas portas, podemos encontrar as soluções e a alegria.”

Para saber mais: Crises! Como Transformaras Crises em Oportunidades de Crescimento Pessoal e Profissional, de Gustavo Boog e Maysa Marin – Editora Gente.

“As vitórias, que já não são tão fáceis mesmo para os mais entusiasmados, tornam-se praticamente impossíveis para os pessimistas. Porque eles já começam seus dias derrotados.”

Procure no site www.vendamais.com.br mais informações sobre esse tema: PALAVRAS-CHAVE Pessimismo, pensamento positivo.

Para saber mais: Crises! Como Transformar as Crises em Oportunidades de Crescimento Pessoal e Profissional, de Gustavo Boog e Maysa Marin – Editora Gente.

Ômar Souki é escritor e conferencista motivacional, Ph.D. em Comunicação e Marketing na Universidade de Ohio, em Athens (EUA) e autor dos livros Paixão por Marketing. Emoção é Poder, Riqueza Infinita, entre outros. E-mail: omar@souki.com.br

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