Cuidado com suas preferência

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Todos nós temos o direito de ter nossas preferências, sejam elas de cunho religioso, político, esportivo, ou qualquer outro. O problema está na forma e no local onde externamos as nossas preferências.

Experimente vibrar com um gol do Flamengo no meio da torcida do Vasco, ou discursar em favor do Lula em meio a uma convenção partidária do PFL. No primeiro caso, você seria trucidado. No segundo, no mínimo, levaria uma enorme vaia.

Acontece que quando lidamos diretamente com o público, devemos ser cautelosos, a fim de que, através da demonstração de nossas preferências, não venhamos a provocar áreas de atrito com nossos clientes e, com isso, perder negócios.

É muito comum ver nas ruas e em alguns estabelecimentos comerciais, atendentes e vendedores vestindo a camiseta de seu time do coração, principalmente após uma vitória importante, ou após a conquista de um campeonato. É exatamente aí que mora o perigo.

Vamos pegar, por exemplo, duas importantes capitais, em que as preferências futebolísticas estão polarizadas em dois grandes clubes: Porto Alegre e Belo Horizonte. Nessas cidades, é imensa a rivalidade entre torcedores do Internacional e do Grêmio, e do Cruzeiro e Atlético Mineiro. Envergar a camiseta do clube rival é sinônimo de atrito na certa, no mínimo de uma má vontade, ou antipatia instantânea.

Com a política dá-se a mesma coisa. Tem vendedor e atendente que vai trabalhar com o botom, ou com a camiseta de seu candidato. Ou, no meio do processo de atendimento/venda surge o assunto e ele acaba discutindo com o cliente sobre política. Pronto, mais uma venda que foi perdida.

Em todos os contatos que temos com nossos clientes devemos procurar pontos de convergência e não de divergência. No primeiro contato (quebra-gelo), e na hora das amenidades, em meio à entrevista de venda, temos a tarefa de evitar colocações polêmicas e, com habilidade, desviar a conversa para aspectos interessantes ao negócio. Nosso time é o Qualidade Futebol Clube e nosso partido o Partido do Bom Atendimento.

Da mesma forma, a recente divulgação dos dados estatísticos do Censo de 2000 pelo IBGE demonstrou o enorme crescimento dos adeptos das religiões denominadas evangélicas. Esse é outro ponto em que pode haver atritos, dependendo de como forem feitos comentários a respeito dessa ou daquela religião.

Seja na religião, seja no futebol ou na política, existem pessoas que são mais exaltadas e outras nem tanto. Se não dá para adivinhar, melhor então é evitar o assunto.

Ficam aqui dois conselhos finais:

1. Participe ativamente de todas as esferas de sua vida, mas cada uma no local adequado e de maneira apropriada. Religião é na sua igreja e com os membros de sua comunidade; política com as pessoas de suas relações; e futebol no estádio, no seu bairro, no seu clube ou na mesa do bar. Preserve o seu local de trabalho. Muito cuidado com as brincadeiras e discussões com os colegas, pois isso, muitas vezes, deteriora o ambiente.

2. E no atendimento, vista a camiseta do profissionalismo, da cortesia e da boa vontade. Prepare-se, tanto na parte técnica, quanto no aspecto motivacional, para poder descobrir e satisfazer as necessidades de seus clientes com seus produtos e serviços. Com melhores resultados profissionais, você certamente terá melhores momentos na hora de torcer pelo seu time, irá se sentir melhor na sua igreja e estará muito mais consciente na hora de votar.

Para saber mais: Como Ter Segurança e Poder nas Relações com as Pessoas, de Les Giblin – Editora Maltese-Norma.

Procure no site www.vendamais.com.br mais informações sobre esse tema: PALAVRAS-CHAVE – Comportamento, atendimento, postura.

João Carlos Boiczuk Rego é consultor e palestrante. Fone/faz (51) 3333-1080 E-mail: Novorhumo@terra.com.br

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