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Festival de Besteiras que Assola as Vendas Parodiando o grande Sérgio Porto, colunista carioca que nas décadas de 60 e 70 escrevia para vários jornais do Rio de Janeiro, usando o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, e que entre outras preciosidades deixadas estão “O Samba do Crioulo Doido” e o “FEBEAPA- Festival de Besteiras que Assola o País”, resolvi criar o “FEBEAVE – Festival de Besteiras que Assola as Vendas”, registrando, por enquanto, apenas 30 besteiras que já tive oportunidade de ouvir de empresários, gerentes de vendas e vendedores. Lá vai!

Empresários

1. Posso pagar o menos possível e ainda assim ter bons vendedores.

2. Treinamento é despesa.

3. Qualquer um pode ser vendedor, e se é vendedor é porque é qualquer um.

4. Tenho de economizar tudo o que puder com vendas, pois isso não significa perder qualidade.

5. Vou implantar as metas de vendas mais altas que puder, porque assim eles terão de dar o máximo.

6. A qualquer momento eu troco quem eu quiser. Não preciso me submeter a nada do que eles querem.

7. Vendedor só se mexe debaixo de críticas, ameaças e cobranças.

8. Os vendedores só sabem reclamar e reivindicar. Não se aproveita nada do que eles dizem.

9. Para vender bem basta ter bons produtos e fazer o mercado saber disso.

10. Vendedor é um mal necessário. Só tenho porque não posso eliminar.

Gerentes de Vendas

11. Meu trabalho é só ficar aqui sentado nesta cadeira cobrando a produção dos vendedores.

12. Quem tem de atingir as metas de vendas são os meus vendedores. Esse não é o meu trabalho.

13. Consigo substituir qualquer vendedor, quando eu quiser e a qualquer momento.

14. Se o negócio “ficar preto” eu implanto um esquema de prêmios e no fim acaba tudo bem. A motivação dos vendedores é só dinheiro.

15. Esses meus vendedores só servem para me encher o saco. Só sabem reclamar de tudo e de todos, o tempo todo.

16. Quem não atingir a meta eu substituo. Esse é o meu trabalho.

17. Eu tenho clientes “na manga da camisa” nos quais posso buscar o que faltar para fechar o mês.

18. Oriento os meus vendedores para venderem tudo o que puderem, o máximo possível. E se isso criar problema para os clientes, a gente depois se vira.

19. A minha empresa depende de mim para vender o que precisa. Sem mim ela está…

20. Uma vez por mês eu saio e visito alguns clientes e assim mostro para o meu chefe que estou trabalhando.

Vendedores

21. Não preciso aprender mais nada e quem tem de me treinar é a minha empresa. Ela é que tem de gastar com isso, não eu.

22. Não preciso de novos clientes. Com os que eu já tenho ganho o suficiente para ir levando.

23. O grande culpado pelas minhas não-vendas é o preço.

24. Os meus clientes jamais deixarão de comprar de mim. Eles serão “eternamente” meus, então é só ir lá (ou telefonar) e tirar o pedido.

25. Assim que atinjo a minha cota mensal, eu paro, afinal, também sou filho de Deus, é ou não é?

26. O que importa mesmo é ganhar o meu dinheiro. Se o cliente ficar satisfeito, ou não, é problema dele e da minha empresa. O meu está garantido.

27. Cultura é bobagem, o que importa mesmo é atingir a cota. O resto? É só resto mesmo.

28. Esse negócio de fazer pré-venda e pós-venda é uma tremenda besteira. Nunca fiz e estou aí.

29. Vou trabalhar em vendas só até arranjar outra coisa melhor, porque esse negócio de vender enche o saco.

30. A minha empresa não me dá segurança nenhuma. Se eu vendo, ganho; se eu não vendo, não ganho; que segurança eu tenho? Assim não dá.

Caro leitor, se você tiver outras contribuições para enriquecer este FEBEAVE, é só enviar para meu e-mail botelho@eduardobotelho.com.br e desde já lhe digo muito obrigado.

Eduardo Botelha – Consultor e diretor do IPEB – Instituto Profissionalizante Eduardo Botelho. Homepage: www.eduardobotelho.com.br

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