O VENDEDOR

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O vendedor, homem comum que vive em função do próprio esforço. Como poderíamos definir esse profissional?

Homem que levanta cedo, beija a esposa e os filhos, abençoa-os e a partir desse momento, abre sua gloriosa pasta, cheia de superstições, verifica o trabalho do dia e seus planejamentos, tentando de alguma forma buscar uma saída para atingir os seus objetivos. Começa aí sua jornada de suor e apreensão, entra em seu carro, coloca sua mala de roupas escolhidas com carinho por sua amada, e sai altivamente, rumo ao destino certo de sua cota.

À medida que a distância aumenta, a saudade aperta e a preocupação perturba, ao ponto do suportável e então o telefonema para casa, para dizer que ama a todos e que chegou bem. Um outro também para o chefe que, impaciente, cobra os resultados.

Visita os clientes com esmero e simpatia, mostrando sempre a imagem da empresa que representa. Incansavelmente visita outro e mais outro e mais aquele que é problemático, mas ainda não perde a linha.

Ao cair da tarde, cansado, ainda encontra forças para fazer seus relatórios, tomar sua cervejinha, jantar; e ir para o hotel, que se transformou em lar provisório, aconchegante embora sem calor humano, para se renovar e encarar mais um dia de trabalho.

E assim sucessivamente passam os dias, até que retorna para seu lar no final de semana. Esse passa e ele volta para sua rotina desenfreada e sem fim, com a triste sensação de não ter dado à sua família a atenção que eles mereciam, porém com a consciência tranqüila por ter feito o melhor que podia pelo seu trabalho.

Como poderíamos encontrar palavras para definir ou mesmo elogiar esse profissional? O que poderíamos falar daquele que com dedicação gera proventos para seu patrão, pensando só e unicamente no sustento de sua família, sem questionar sua cota? Como achar adjetivos para um ser que se submete com altivez às mais diferentes contrariedades, dificuldades e fatos engraçados, mau humor, pressão e saudade, transformando tudo em motivação?

Ora, esse é o vendedor, tarefa tão difícil que não tem em nenhuma universidade.

A emoção toma mais ainda seu coração quando seu próprio filho, diante de todos, diz “meu pai é o melhor vendedor do mundo”.

Por Eduardo Henrique Rodrigues – Departamento de Genéricos da Eurofarma E-mail: eduardoh@eurofarma.com.br
Em homenagem ao Dia do Vendedor – 01 de Outubro de 2002.

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