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A terceira edição do Rock in Rio quer se tornar um superevento com conotação social para reunir cerca de um milhão de pessoas Um dos maiores festivais de música do mundo, o Rock in Rio sempre impressionou pelo tamanho dos números envolvidos. A terceira edição do evento, prevista para janeiro do ano que vem, no Rio de Janeiro, não vai fugir à regra. Exigirá investimentos de R$ 60 milhões para reunir 1 milhão de pessoas cm sete dias de shows. Para isso o publicitário e idealizador do festival, Roberto Medina, já conseguiu o patrocinador principal da festa, que é a American Online (AOL), um dos maiores provedores de Internet do mundo.

O valor do investimento da AOL foi mantido em segredo, mas sabe-se que em julho a produção do festival já negociava no mercado mais quatro cotas de patrocínio, no valor de R$ 5 milhões cada, que provavelmente trarão empresas de telefonia, banco, cervejaria e refrigerantes. Os recursos arrecadados com a implantação de dois shoppings no local do festival (25 lojas cada) e com a venda de ingressos deverão completar o orçamento.

Manoel Amorim, presidente da AOL no Brasil, explica que a promoção está em sintonia com o que a American Online acredita. “É um evento com um cunho social muito forte: vai ajudar a educação, vai conscientizar pessoas, vai canalizar energias da juventude para o que é bom, o que é nobre”, ressaltou.

Algumas ações de marketing que envolvem os assinantes da AOL já começaram a acontecer. Até o dia 15 de agosto o provedor oferecia aos novos assinantes uma coleção de cinco CDs com músicas de todas as bandas que se apresentaram nos Rock in Rio 2 e 3 e mais um ingresso para o próximo festival na data cm que o assinante escolhesse. E mais: apenas os assinantes da AOL poderão bater papo online com as bandas que irão se apresentar no festival através do portal da empresa.

SOCIAL – O diferencial do evento de 2001, porém, é que a marca Rock in Rio quer se consolidar como um grande projeto social. O pontapé inicial para isso aconteceu no lançamento do projeto. A AOL e a produção do festival doaram um cheque de R$ 1 milhão, destinado à educação de 1,5 mil jovens carentes, entre 15 e 29 anos. Eles vão concluir o 1o. grau através de um programa de ensino supletivo desenvolvido pelo Movimento Viva Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho. São jovens que pertencem à faixa de maior risco social porque não concluíram o ensino obrigatório e não têm um futuro profissional definido. Serão 50 salas com 30 alunos cada, distribuídas em comunidades carentes do Rio.

O Rock in Rio vai destinar 5% do valor liquido de todo o faturamento através da venda de ingressos, patrocínios e licenciamentos de produtos para projetos educacionais. Desse total, 70% vão para o Movimento Viva Rio e 30% para outras organizações, como a Comunidade Solidária. No total, os organizadores projetam arrecadar cerca de R$ 10 milhões para as ações sociais.

GIGANTE – A terceira edição do Rock in Rio quer repetir as performances gigantescas dos últimos dois eventos. O primeiro festival aconteceu em 1985 e reuniu 1 milhão e 380 mil pessoas nos dez dias de shows que aconteceram na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro o equivalente a cinco vezes o público do lendário Festival de Woodstock. Durante o primeiro megaevento, o McDonald””””s entrou para o Guinnes Book of Records ao vender num só dia 58 mil hambúrgueres. O público também consumiu 1,6 milhão de litros de bebidas em quatro milhões de copos.

Já o segundo evento, em 1991, reuniu 700 mil pessoas em nove dias de festival no estádio do Maracanã, sob o patrocínio da Coca-Cola. Gerou 3 mil empregos diretos e foi transmitido ao vivo para 55 países cerca de 580 milhões de pessoas assistiram ao evento. Para a edição de 2001, que voltará a ser realizada na Barra da Tijuca, os organizadores esperam público de 1 milhão de pessoas, que vão ocupar uma área total de 250 mil metros quadrados. A previsão de telespectadores em todo mundo é de 1 bilhão.

Roberto Medina, organizador do evento, conta que o projeto da nova versão existe há dois anos. “Várias vezes acreditamos que a idéia sairia do papel mas, ou por instabilidade da economia do país, ou por falta de interesse do empresariado, tivemos de prorrogar a realização do festival até agora”, comentou o produtor.

Questões como patrocínio e estrutura já estão bem encaminhadas, mas falta acertar um “pequeno” detalhe: quais bandas virão para atrair tanta gente?

Serviço: Rock in Rio 3
Telefone: (0**21) 537-7940. Home page: www.rockinrio.americaonline.com.br

Matéria publicada na revista Marketing Cultural n.º 38
Contato: (0**11) 3842-5090 – Home page: www.marketingcultural.com.br

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