Internet que dá lucro

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Aprenda com os maiores sites do varejo brasileiro como ganhar dinheiro na Internet No início da Era da Informação, vivemos a euforia da Internet e do comércio eletrônico. Empresas, incentivadas por economistas futurólogos, destinaram milhões de dólares em verbas para chegar primeiro e conquistar um pedaço de cyber-terra além das fronteiras do universo online. Algum tempo depois, os mesmos futurólogos apregoaram que a tal bolha de entusiasmo ao redor do chamado e-commerce iria estourar em virtude dos dramáticos prejuízos e que apenas os sites de estrutura enxuta e com operações voltadas para o mercado iriam sobreviver e… lucrar.

Bem, apesar de ninguém ter ouvido o barulho, a tal bolha estourou mesmo. Ações caíram e tudo mais. No Brasil, com raras exceções, não tivemos casos tão ruins, até porque nunca tivemos eficiência para seguir as tendências internacionais simultaneamente ademais, a realidade e o mercado são outros mesmo. Enfim, o tempo passou e hoje já podemos identificar os que se deram melhor. Dois deles, os campeões de vendas B2C (business-to-consumer), a Americanas.com e o Submarino, estão aqui para contar sua história. Acompanhe:

AMERICANAS.COM Fundada em setembro de 99, a Arnericanas.com S.A. aproveitando os anos de construção da marca, viu seu faturamento saltar de 25,2 milhões de reais no primeiro ano para 54,8 milhões apenas no primeiro semestre de 2002, tornando-se o maior site do gênero na América Latina. Além de um mix com mais de 50 mil itens distribuídos em 320 linhas de produtos, a estratégia principal foi transformar a compra online em um processo simples aos olhos do cliente. Uma plataforma tecnológica permite agilidade e segurança na transação. Estratégias sazonais específicas fizeram com que o site fosse campeão em vendas em épocas como o Natal. Fora isso, o marketing utiliza ações conhecidas que vão do banner ao patrocínio de causas nobres como o movimento de alfabetização solidária.

Submarino 100% virtual, entrou em operação em agosto de 99 – em novembro do mesmo ano já com a marca Submarino. Teve um custo inicial grande com a construção de uma marca, mas agora não precisa gastar com a operação física de uma grande rede de lojas, embora esteja implantando algumas ainda em fase de teste. Começou focado na venda de livros, agregando produtos de giro rápido (CDs e brinquedos), chegando agora a oferecer games, produtos de informática, de telefonia, eletroportáteis e eletroeletrônicos da linha branca.

Acredita na recomendação como fonte principal de divulgação, investindo para isso em serviços de primeira qualidade. Segundo o diretor-geral, Flavio Jansen, “não adianta usar o preço como fator de fidelização. Quem compra na Internet quer qualidade!”.

16 dicas de sucesso para aplicar em seu site de vendas

1. Sites de busca – Cadastre-se de todas as formas. Ainda são os principais referenciais de pesquisa na Internet. E muitas vezes essa será a porta principal de entrada em seu site.

2. Mídia convencional – Sites como o Submarino.com, essencialmente virtuais, utilizam-se principalmente de propaganda online. Agora, se o seu negócio vem do mundo real, não esqueça de recorrer a anúncios em revistas, TV, outdoors e tudo mais que irá construir uma marca e um hábito – e isso incluí até patrocínios, como faz o Americanas.com.

3. Logística – Se o site não pertence a uma grande rede varejista, com pontos de distribuição, basta centralizar os negócios em uma cidade como São Paulo, lançar mão dos Correios e fazer uma meia dúzia de parcerias com transportadoras no Brasil (o Submarino fez e deu certo)!.

4. Página em construção – Algo que não está pronto não deve ser posto para averiguação, muito menos para consumo.

5. Atualização – Um site pode até ser bem simples e tradicional tipo “HomePage/Histórico/Produtos/Serviços/FaleConosco”, mas precisa apresentar novidades para que o visitante tenha interesse em voltar.

6. Nome – Os melhores nomes são universais. Submarino é assim em português e espanhol. Evite também cedilhas, acentos, encontros consonantais ou vocálicos, do tipo “acaoonline”.

7. Menos cliques – O índice de sucesso dos usuários em achar o que procuram cai bastante depois de quatro cliques.

8. Oferta – Uma maneira de atrair clientes novos e vencer a barreira da primeira compra (dica especial de Flavio Jansen, do Submarino é ter uma oferta realmente tentadora. E isso não significa necessariamente preço, mas valor agregado.

9. Espaço em branco – Não abuse, pois passa a sensação de que houve falhas de webdesign.

10. Canibalismo – O grande medo dos grandes varejistas do mundo real é sempre estar canibalizando suas lojas físicas ao facilitar as lojas online. Para evitar isso, a Americanas.com vende um mix um pouco diferenciado, com produtos exclusivos. Talvez seja essa preocupação a menos até o momento, que tenha feito o Submarino realizar mais negócios online do que o Ponto Frio, por exemplo. Ou até mesmo do que a Saraiva, especializada em livros.

11. Telefone, fax ou endereço real – Nunca esqueça de colocar esses itens em seu site, pois alguns consumidores podem querer se comunicar com a empresa por outros meios que não a Internet.

12. Efeitos – Cuidado com o excesso de sons, fotos e imagens em movimento. A esmagadora maioria dos internautas ainda se conecta à Internet numa velocidade de acesso bastante lenta.

13. Foco – Seu plano de negócios pode prever uma alteração no mix de produtos, mas não esqueça que isso poderá acarretar uma falta de foco. Ex.: para quem lembra que o Submarino vende livros (e nunca procurou comprar um online), raramente pensará que pode encontrar uma geladeira em oferta nesse site. É preciso uma construção contínua de marca.

14. Navegação – Coloque os dados importantes no topo. As informações que estão na parte de cima das páginas são muito mais lidas que as outras.

15. Comunicação – Esteja sempre em contato com seu público através de e-zines, campanhas (com permissão) de e-mail marketing, etc.

16. Real x virtual – Permita que os clientes possam comprar pela Internet e pegar, ou trocar, o produto numa de suas lojas do mundo real.

Algumas dicas foram adaptadas do livro Grandes Temas de Marketing, organizado por Júlio César Rocha – Editora de Ponta

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