O novo mundo do trabalho traz, como toda nova situação na vida, ameaças e oportunidades. Devemos observar atentamente as ameaças, não fazendo de conta que elas não existam e nos preparar com muita energia e competência para aproveitar as oportunidades, criando alegria e riqueza.
E, falando nisso, como você se sente ultimamente, quando pensa no seu futuro profissional? Dá um “friozinho” na coluna vertebral, não? Dá sim, e respondo sim com base na minha própria experiência. Acredito que esta sensação seja uma resposta legítima (e até biológica) à nossa condição humana, quando submetidos a situações desagradáveis, desejosos de enxergar um futuro seguro para nós e nossas famílias.
Nossa reação a este mal-estar deve ser, atualmente e para os próximos anos, uma postura auto-suficiente quando estivermos tratando da colocação de nossas competências à disposição do mercado.
É um novo padrão, um novo paradigma que se apresenta para cada profissional. Desde aquele mais humilde ao executivo de posto hierárquico mais alto. E o novo padrão significa cuidarmos atentamente, com estratégia e com técnica, com carinho, do nosso desenvolvimento profissional.
Nada de deixar nosso presente e futuro profissional às expensas da empresa em que trabalhamos. Nada de reclamar e tomar uma posição passiva quando a empresa não financia nossa participação em um evento, seminário ou curso que nos interessa profissionalmente. Nem de “colocar o olho” no plano de previdência privada que a empresa de nosso melhor amigo contratou para todos os seus funcionários, enquanto a empresa em que trabalhamos não se importa com benefícios ao seu quadro de pessoal.
Eu entendo bem as suas reações: “Mas eu dediquei minha vida toda a ‘ela’. E agora?”; “Mas uma empresa deste tamanho não poderia…”; “Mas o fulano de tal mal entrou no emprego e já recebeu…”; “Mas eu ficaria só dois dias fora da empresa para ir a este curso…”.
O novo paradigma pode ser melhor observado se olharmos, e procurarmos entender com maturidade, a pressão a que as empresas estão submetidas pela conjuntura econômica nacional e mundial. As empresas têm de responder aos clientes, ao mercado e à conorrência com o máximo de eficiência, qualidade e com os menores preços possíveis. Para tanto, precisam contar com alta tecnologia (técnica e de administração) e com funcionários cujo trabalho aumente a qualidade e a competitividade dos produto ou serviços que elas comercializam.
Em outras palavras, precisam contar com funcionários criativos, competentes, tecnicamente atualizados, com perfil profissional que se adapte a mudanças contínuas, entre outras habilidades. Pessoas que, por menores sejam suas posições na hierarquia da empresa, tenham visão do resultado do negócio, saibam planejar e operacionalizar ações. Vistam não só a camisa, mas também a cabeça e o coração da empresa.
Nesta primeira parte de nosso bate-papo procuramos formar uma imagem da situação atual e futura. Nas próximas edições falaremos sobre como o novo profissional deve-se preparar para vencer neste novo cenário, mantendo sua posição no mercado, crescendo continuamente.
Devemos nos preparar com muita energia e competência para aproveitar melhor as oportunidades e nos colocarmos à disposição do mercado.
Eduardo Rienzo Najjar é professor do curso de pós-graduação em marketing da ESPM-SP, conferencista e consultor de empresas. Tel/Fax: (011) 5084-6004. E-mail: enajjar@ibm.net


