Parece que cada vez mais empresas estão recorrendo às edições especiais daquilo que vendem – produtos e serviços que circulam apenas por alguns meses, possuem uma aura de exclusividade, aumentam a base de clientes e somem logo depois. Alguns exemplos:
– Bancos lançam títulos de capitalização atrelados à uma data comemorativa específica, e que não são vendidos em nenhuma outra época do ano.
– Fábricas de sorvete também aproveitam o verão para lançar novos sabores que têm data certa para sair de linha. Este ano, por exemplo, a Kibon lança uma série com os sete pecados capitais como tema.
– E também um fabricante de relógios lançou uma edição especial, tendo o inferno como tema. Que aparece não só no desenho, mas também na produção – foram feitas apenas 666 unidades. Nas alturas, mesmo, só o preço: mais de nove mil reais.
PROFISSIONALIZAÇÃO É TUDO
NOVOS NEGÓCIOS
Uma parceria entre o Sebrae de São Paulo e a empresa Bunge Alimentos pode mudar a cara de muitas pequenas padarias. O projeto Multiplicando os Pães levará aos padeiros informações para a produção de alimentos seguros à saúde do consumidor, além de novidades e dicas nas áreas de gestão, produção e comportamento empresarial. Até mesmo a padaria do Manoel tem de se adaptar aos novos tempos de concorrência acirrada: se modernizar, diferenciar, profissionalizar. Não há alternativa.
O POUCO QUE AJUDA MUITO
MARKETING SOCIAL
A Tylenol doou 1% de seu faturamento líquido de outubro e novembro para sete instituições hospitalares em todo o Brasil. O impacto nas contas da empresa é mínimo, mas para quem recebe pode fazer toda a diferença. Além de um ganho de imagem inestimável.
O LADO JURÍDICO
PERDA DE COMANDA
É comum restaurantes, casas noturnas e outros estabelecimentos trabalharem com sistemas de comanda. Você sabe: é onde você entra, recebe um papel com lugar para anotar o que gastou e entrega na saída. E cobram multa caso você o perca. Tal cobrança é ilegal e abusiva perante a legislação. Porém é tão comum, que alguns consumidores para evitar constrangimento ou mesmo por desconhecimento do Código que o protege desse tipo de abuso, acabam arcando com eventuais prejuízos.
Nenhum estabelecimento pode transferir ao consumidor a responsabilidade – que é exclusivamente sua – de controlar o consumo. Ou seja: além da comanda, o estabelecimento deve manter outro tipo de controle, para no final, saber o quanto foi consumido por cada cliente. Assim, na falta de um comprovante, a alegação dessas empresas é pífia: dizem que a prática evita que os clientes joguem fora a comanda, para pagarem uma conta menor.
Dois erros graves:
– Parte-se do pressuposto que o consumidor age de má-fé, sem que haja provas que confirmem isso.
– O consumidor não pode ser responsável pela dúvida sobre o quanto consumiu.
Por Stenio Andrade, jornalista, especializado em Relações de Consumo. E-mail: stenio_andrade@ig.com.br
O QUE HÁ EM UM SITE?
INTERNET
Segundo o norte-americano Seth Godin, autor de Marketing da Permissão, só há quatro razões para cada página de seu endereço na Internet:
– Fazer alguém comprar algo imediatamente.
– Fazer alguém lhe fornecer seu e-mail ou dados pessoais para iniciar um relacionamento.
– Fazer alguém mostrar o site a um amigo.
– Fazer alguém ir a outra página de seu site.
E funciona melhor se cada página fizer apenas uma dessas quatro coisas. Se tentar fazer duas delas, a eficiência desaba; tentar fazer mais de duas em uma página é jogar dinheiro fora.
CABE MARCA DE TODO MUNDO
PARCERIA
No Brasil, carros já foram lançados com a marca da grife de surte QuickSilver e dos perfumes d'O Boticário. Lá fora a Ford e a Harley-Davidson já se uniram para fazer uma caminhonete que trazia, entre outros itens diferenciados, muito cromado e o ronco característico da motocicleta. E a lista de parcerias não acaba por aí. A indústria automobilística está fazendo parcerias com todo mundo ao redor do globo: tênis Puma, computadores Apple, até cantores de rap.
O que as fábricas de carro ganham com isso? Muita coisa, segundo especialistas:
– Uma maneira fácil de mudar: foram-se os tempos em que um carro diferenciava-se pelo seu estilo ou seu visual, como o Fusca – hoje, isso só é possível no segmento de alto luxo. Modelos de carro duram poucos anos, sofrem inúmeras plásticas. O apoio de outra marca é vital para acrescentar uma "cara" conhecida ao carro.
– Transferência de personalidade. Um carro O Boticário já passa à consumidora em potencial uma série de características: qualidade, bem-estar, brasilidade. Um carro com marca de tênis passa uma imagem esportiva e assim por diante; a marca que empresta seu nome não é afetada pelo carro e esse ganha muito com a imagem já estabelecida.
– Publicidade para ambos. Tanto a marca de carro quanto a marca parceira conseguem exposição na mídia ao mesmo tempo.
Outros setores da economia já estão de olho nessa parceria, utilizada há tempos também pelos cartões de crédito. E você, será que poderia usar a marca de alguém para vender mais?
GRANDES NÚMEROS
– Segundo o Serasa, de janeiro a agosto de 2003 a inadimplência no Brasil permaneceu praticamente estável, aumentando apenas 5.9% em relação ao mesmo período do ano passado. Uma boa notícia comparada ao baque do ano anterior: de 2001 a 2002 a inadimplência aumentou 30.1%.
– Segundo o IBOPE, em julho o Brasil tinha 7.537 milhões de usuários da Internet, que navegaram em média 11 h e 15 min por mês, superando os internautas da França, Alemanha, Itália, Inglaterra e Espanha. Aliás, guarde esse número para quando você receber uma daquelas correntes de e-mail que prometem que você vai ficar rico se contatar tantos endereços de e-mail: são só 7,5 milhões de brasileiros conectados, o que significa: a pirâmide não funciona mesmo e você vai perder dinheiro.
COMPUTADOR NO CARRINHO
PONTO-DE-VENDA
A indústria de informática descobriu o poder dos supermercados. Só a rede européia Aldi vendeu 600 mil computadores em uma semana de promoção. Segundo o pessoal dos supermercados, o sucesso da informática nas gôndolas é explicado pelo mesmo sucesso de praticamente tudo no supermercado: comodidade, praticidade e preços mais baixos. Além disso, enquanto muitas pessoas passam horas namorando vitrines, ninguém vai num supermercado apenas para passear. O que você está fazendo para aproveitar esse excelente canal de vendas?


