ATENDÓIDES, INTERNISMO, PAIXONISMO… 1. OS ATENDÓIDES. Nos últimos dez anos muitas grandes corporações não inovaram suas formas de atendimento humano, mas cresceram muito nas formas de atendimento eletrônico, do tipo ?se você quer isso tecle dois etc.?. Já muitas pequenas empresas, sem dinheiro para a inovação maquinal do atendimento, continuaram com as velhas abordagens: ?Pois, não? Já foi atendido, chefe??. Por pensarem como máquinas e agirem como máquinas algumas empresas foram tratadas como máquinas pelos clientes não humanóides que foram atrás de concorrentes humanos.
2. O INTERNISMO. Nos últimos dez anos uma idéia errada não mudou: a de que se a organização tornar-se forte internamente ela fica forte externamente. Sua empresa é forte externamente e fraca internamente? Você, como pessoa, é fraco por dentro e forte por fora nos contatos? Nos últimos dez anos muitas empresas continuaram pensando que para ter uma empresa sólida basta ter clientes internos sólidos. Elas pensaram sólido, mas agiram líquido e o cliente de fora mandou elas ?pro vinagre?.
3. O PAIXONISMO. Nos últimos dez anos as empresas entenderam o novo conceito: sucesso é você deixar de ser apaixonado por produtos/serviços e cair de amores por clientes. Mas, na prática, nos últimos dez anos, elas gastaram dez reais para sondar o universo comportamental dos consumidores para cada 200 reais para inovar a cara de seu produto. Mudou o quê?
4. O CONFORMISMO. Continuou o mesmo. A maioria visitou sempre os mesmos clientes e com ojeriza à prospecção. Continuaram trabalhando para o gasto e não dispararam a ambição direcionada a lucro. Você acha que os caçadores de talentos recrutam mais suas habilidades ou suas ambições? Habilidade você treina, ambição com ética, não.
5. A CAMISA SEIS. Nos últimos dez anos se pregou que não basta mais vestir a camisa da empresa, é preciso vestir a camisa do cliente e que não adianta mais ser especialista em produtos, pois sucesso é você ser especialista em fregueses. Porém, nos últimos dez anos, muito gerente reuniu os funcionários e gritou: ?Parem de vestir a camisa cinza da empresa e vistam agora a camisa colorida?. Mudou a cor, mas não mudou conceito. Trocaram a camisa seis pela de meia dúzia.
6. A DISCRIMINAÇÃO. Mudou o formato dela apenas. Empresas continuam rejeitando vendedores negros, porém com um novo argumento ?bonitinho? com alma ?feinha?. Raciocinem: ?Bem, nós não somos discriminadores, mas muitos clientes são e nós dependemos deles?. Quem investiu no talento negro nos últimos dez anos ganhou dinheiro porque entendeu que lucratividade não tem cor. Você é discriminador e quer ganhar mais dinheiro? Então, recrute pessoas verdes porque o dólar é verde, cara!
7. O FUTURISMO. Nos últimos dez anos os profissionais investiram na idéia de aprender do futuro para o presente, mas esqueceram de desaprender o passado. Esqueceram que reaprender era o nome do jogo. Perderam espaço olhando certo: para o futuro.
8. A CONCORRÊNCIA INDIRETA. A TV Philips concorre com telefones; A Varig, com livros de viagens; Motel concorre com os bancos reclináveis dos automóveis. Quem ficou focando os concorrentes diretos e esqueceu as ofertas alternativas perdeu dinheiro porque o conceito de concorrência indireta continuou o mesmo nos últimos dez anos.
9. O BOTELHISMO. Eduardo Botelho não morreu porque nos últimos dez anos, mais que uma pessoa, ele foi uma revolução conceitual. Ele foi o primeiro a pregar: ?Quer lucrar mais? Então, pare de ser gerente de vendas e passe a ser gerente de vendedores!?. Foi o primeiro a dizer que pós-venda não é a pré-venda de uma segunda venda, mas o ato de checar a satisfação para encantar. Você continua vivo, meu amigo!
10. A REVISTA VENDAMAIS. Nos últimos dez anos ela não mudou. Não mudou a vontade de sempre mudar, tendo como lema o velho Demócrito: ?A única coisa que não muda é a mudança?. Pensar diferente disso é parar no tempo em uma roda rolante descendo. Hoje quem pára não estaciona, regride. Mais que ser informação ? a VendaMais foi formação. Parabéns, oxigênio-nosso-de-cada-mês!


