CARREIRA
Desenvolvendo sua marca pessoal
No supermercado você se defronta com marcas absolutamente confiáveis. Compra-as sem pestanejar, porque sua mente já registrou que são aconselháveis. O contrário também é verdadeiro: você evita determinadas marcas, porque não as julga boas.
O que é uma marca? Um conjunto de sinais exteriores que identificam um produto ou empresa. Pode-se aplicar tal conceito ao marketing pessoal? Certamente que sim, feita a restrição de que nenhum profissional é mercadoria, e que o que está em jogo aqui não é a pessoa, mas os “produtos” e serviços que oferece. Supondo que um profissional tenha real valor (pois, caso contrário a marca será fajuta), ele deve estender tal valor a uma marca, para potencializá-lo. Alguns modos de construir a marca:
– Coerência ? Os itens da marca devem combinar entre si. Por exemplo, caso busque legitimidade como um contador com qualificação técnica acima da média, o fato de tocar num grupo de pagode não vai acrescentar nada (se o profissional gosta de pagode e toca, é melhor não associar isso à sua marca profissional, mantendo o fato em outra esfera). Já ser campeão de xadrez agrega bastante valor à marca.
– Constância ? Evite ficar mudando. Por exemplo, mudar muito o estilo de roupa torna a figura inconsistente aos olhos dos outros, além de ampliar a possibilidade de se errar eventualmente, prejudicando a “marca”.
– Itens marcantes ? É preciso buscar itens destacados, que identifiquem o profissional e o diferencie da maioria. Por exemplo, o profissional Fulano é uma referência quando se fala em mercado alimentício no Brasil. Usar itens marcantes errados (por exemplo, uma gravata borboleta) não é uma boa idéia, pois é vulnerável à crítica e causa antipatia.
– Presença ? Os itens marcantes tem de apresentar-se aos olhos dos outros. Lógico, de forma legítima. Por exemplo, o profissional que é especialista em mercado de alimento não deve furtar-se a fazer palestras sobre o assunto, para partilhar conhecimentos.
– Solidez ? Por fim, é fundamental notar que marca não surge no vazio. Armani é Armani porque é um nome reverenciado na moda, não porque fez marketing. Grandes empresas de marcas reconhecidas têm notoriedade e aceitação porque seus produtos, ao longo do tempo, revelaram-se excelentes.
José Antônio Rosa é professor de pós-graduação em Administração no Instituto Nacional de Pós-Graduação, jornalista, editor e consultor da Manager Assessoria em Recursos Humanos.
Visite o site: www.manager.com.br
Dica do mês
Sem perda de tempo
Quando você deixa mensagens de voz ou envia e-mails que não precisam necessariamente ser respondidos, faça com que o destinatário saiba disso, avisando-o que não espera réplica. Você ? e os outros ? trabalha mais eficientemente prevenindo-se de receber, ouvir ou ler mensagens desnecessárias.
Esta mensagem não precisa ser respondida
COMUNICAÇÃO
Capital humano: a não-palavra!
Por Adriane Werner
O termo ?capital humano?, consagrado na literatura de administração de empresas, especialmente nas áreas de gestão de pessoas e gestão do conhecimento, tão em voga, foi considerado a ?não-palavra? do ano de 2004 por lingüistas e escritores alemães, que todos os anos formam um júri para escolher um neologismo considerado sem sentido. A escolha de um termo tão utilizado no mundo dos negócios leva à reflexão sobre como expressões que se sacralizam nessa área mostram-se vazias com uma análise um pouco mais profunda.
O mais curioso é que o termo, considerado por tantos como ?politicamente correto? porque supõe a valorização do colaborador das organizações, foi considerado humilhante pelos lingüistas. Se no mundo dos negócios a interpretação que se convencionou dar ao termo é de que o ser humano é ?o maior patrimônio de uma empresa?, é a partir daí mesmo que os lingüistas alemães concluíram que o termo é negativo e pejorativo. O ser humano não é patrimônio. Não é capital. É ?gente?! Esse é o alerta que se encontra nas entrelinhas da análise pitoresca dos alemães.
Se essa expressão foi considerada humilhante e sem sentido, o que dizer de outros neologismos que se cunharam no mundo dos negócios e que andam nas bocas de consultores, administradores e executivos in? Anglicismos desnecessários, como business, quando se pode dizer ?negócios? sem qualquer prejuízo, core competences, quando ?competências essenciais? dá a idéia central do que se quer dizer, e-commerce, ao invés de comércio eletrônico, entre tantas outras. Algumas promoções oferecem plus aos clientes, ao invés de um brinde ou um serviço extra. Um surto de prosperidade é um boom, embora o presidente Lula prefira chamar de ?espetáculo do crescimento?, que muitos ainda estão esperando. O presidente da companhia agora é o chairman e o diretor geral é mais conhecido como CEO (leia-se Ci-ei-ou).
Não se trata aqui de defender o purismo da língua portuguesa, a ?flor do Lácio?. Pelo contrário, a língua tem mesmo de ser dinâmica, e não estática. Se o uso não consagrasse as novas expressões ainda estaríamos falando latim ou, no máximo, usando a palavra ?geolho? no lugar de ?joelho? ou ?vossa mercê? ao invés de você (aliás, ?ocê? em Minas Gerais, ?cê? em várias regiões do Brasil e ?vc? na linguagem dos computadores). Mas esse dinamismo não deve ser acelerado com modismos injustificados, como muitos da área dos negócios.
Claro que se justifica o uso de muitas expressões estrangeiras quando não há similares em português ou quando soaria ainda mais pedante falar em português do que em inglês ou outra língua, em que a expressão seja mais conhecida. Por isso, não se pretende defender que seja abolido o uso da palavra e-mail e que a partir de agora só se fale em ?mensagens eletrônicas?. Ou então que se promova um ?toró de idéias? em reuniões de gerentes ou de publicitários, pelo fato de a expressão brainstorming ser estrangeira. O exagero é que deve ser combatido para que a lei do bom senso possa imperar. Uma vez uma colega apresentadora de televisão, ao perguntar se receberia ou não pauta para entrevistas que faria em um programa chegou ao cúmulo de dizer que preferia ser ?brifada? dos assuntos antes das entrevistas…
Mas não é só o anglicismo que irrita na linguagem dos negócios. Palavras que surgem às pencas, expressões que arrombam a língua portuguesa e que viram moda e outros despautérios. Quem não se lembra, por exemplo, do escandaloso ?a nível de?, que de vez em quando ainda ronda alguns discursos? E quem ousa negar que já tenha usado a palavra ?onde? de forma errada, sem se referir a lugares (por exemplo: ?fiz uma carta onde escrevi palavras inglesas…?)? A própria palavra ?gestão?, usada inclusive neste artigo, virou clichê. Inúmeros cursos de graduação e pós-graduação têm no título a palavra ?gestão? nas mais curiosas áreas: Gestão de Pousadas, Gestão de Lixo Hospitalar, Gestão de Academias, Gestão de Salões de Beleza, Gestão de Vendas… Tantas áreas em que já se fazia gestão sem rotulação.
Amigo executivo: ?a nível? de sua empresa, se os seus colaboradores têm atitudes ?onde? utilizam expressões equivocadas ou desnecessárias, valorize seu ?capital humano?: pense na possibilidade de um bom treinamento com um especialista em Comunicação Empresarial.
Adriane Werner é jornalista e dirige a Werner & Bara consultoria e treinamento. Palestrante e professora de Oratória e Comunicação.
E-mail: werner@ric.com.br
COMUNICAÇÃO NA EMPRESA
Todo mês uma história real de comunicação com final feliz
A Itaú Seguros organizou um encontro entre seus gestores comerciais, principal elo com os corretores de seguros, com o objetivo de discutir pontos estratégicos, para aperfeiçoar a comunicação e o relacionamento entre a companhia e seus parceiros corretores. O encontro, realizado entre os dias 18 e 20 de maio, contou com a presença do novo diretor-superintendente da companhia, Ruy Moraes de Abreu.
Na ocasião, foram discutidas questões que envolvem o papel que a Itaú Seguros espera que seus gestores comerciais desenvolvam frente aos corretores, para o desenvolvimento de um novo programa de capacitação. A proposta é melhorar, ainda mais, o atendimento aos profissionais que, hoje, já é visto como diferenciado pelo mercado de seguros.
Para isso, foram utilizadas gravações contendo a opinião dos corretores sobre o que esperam da companhia. Por sua vez, os gestores comerciais expuseram sua percepção, indicando quais são as principais lacunas a serem exploradas no atendimento ao corretor.
A Itaú Seguros entende que um dos principais papéis da seguradora em sua área comercial é o de disseminar melhores práticas de gestão e vendas entre os corretores, de modo a maximizar a sua rentabilidade. Ações de comunicação como essas fazem parte da estratégia “Cuidar de Você” da empresa. Além disso, foram apresentados casos de sucesso de vendas detalhando as ações realizadas, os resultados alcançados e, principalmente, como replicar esses casos para um número maior de corretores.
Visite o site: www.itauseguros.com.br
Que tal você também contar o que está fazendo em sua empresa para melhorar a comunicação interna? Estamos esperando sua história. Basta escrever para o e-mail: aleassad@vendamais.com.br, que entraremos em contato para fazermos uma entrevista.
LIVROS
Superando Você Mesmo
O que Fazem os Bem-sucedidos do Mundo para Vender Mais e Melhor
Maurício Góis
Encontre as ferramentas certas e os recursos disparadores da excelência e do sucesso em vendas nesta obra que apresenta a arte e a ciência de vender. Um manual de sobrevivência na nova selva persuasiva.
Editora: Madras
Preço: R$ 29,90*
O Monge e o Executivo
Uma História Sobre a Excelência da Liderança
James C. Hunter
Se você tem dificuldade em fazer com que sua equipe dê o melhor de si no trabalho e gostaria de se relacionar melhor com sua família e seus amigos, vai encontrar neste livro personagens, idéias e discussões que vão abrir um novo horizonte em sua forma de lidar com os outros.
Editora: Sextante
Preço: R$ 19,90*
Toda Mudança Começa em Você
Reinhard K. Sprenger
Você está satisfeito com a vida que tem? Um aprendizado a partir das insatisfações do dia-a-dia que permitirá a você assumir o comando de sua própria vida.
Editora: Fundamento
Preço: R$ 24,80*
Onde encontrar: www.livrariascuritiba.com.br
*Preços e disponibilidade pesquisados em julho/2005
PENSAMENTOS
?Um homem que não cometeu erros, geralmente não fez nada? Edward John Phelps
?Aos poucos, os relacionamentos humanos estão perdendo a importância, no jogo da compra e venda? Jack Welch
?Enquanto você estiver verde, está crescendo. Assim que amadurecer, começará a apodrecer? Ray Kroc
?Qualquer empresa ou indústria que ofereça a mesma recompensa aos negligentes e aos diligentes, cedo ou tarde terá em seu quadro mais negligentes que diligentes? Mike Delaney
?Não há maior empecilho ao bom relacionamento com os outros do que estar mal consigo mesmo? Honoré de Balzac
?Nunca tente resolver todos os problemas de uma só vez ? coloque-os em fila, um atrás do outro? Richard Sloma
HISTÓRIAS DE TRABALHO
Não se engane
Um pastor durante uma viagem foi surpreendido por uma tremenda tempestade. Procurou abrigo em um hotel à beira da estrada, mas logo viu o prédio ser inundado. Como o nível da água subiu, ele fugiu para o telhado, onde começou a rezar. Foi quando chegou um voluntário, em um bote a remo: ?Vamos, senhor, entre no bote.?
?Vou ficar aqui?, disse o pastor. ?O Senhor vai me salvar.?
Uma hora depois, outro bote passou: ?É melhor vir comigo: a água não pára de subir!?
?Não, obrigado?, disse o pastor. O Senhor é a minha salvação!?
Ao anoitecer, o prédio estava quase completamente submerso, e só restou ao pastor agarrar-se à antena parabólica, na parte mais alta do telhado. ?Ei, moço! Venha para o bote! Esta é a sua última chance!?
?Estou bem?, disse o pastor, olhos pregados no céu. ?Eu sei que o Senhor vai me salvar.?
Enquanto o bote se afastava, a antena foi atingida por um raio e o pastor morreu eletrocutado. Ele chegou furioso à porta do paraíso. ?O que aconteceu?? ? gritou. ?Pensei que Deus fosse me salvar!?
Em segundos, ouviu-se uma voz trovejante responder: ?Ora, dá um tempo, cara. Eu mandei três botes!?
Não perca o bote, como fez o pastor: crie suas próprias oportunidades e seja a pessoa de sorte que merece ser.
Fonte: Toda a Sorte do Mundo, de Theresa Cheung (Editora Fundamento)
HUMOR
Uma história incrível de um chefe idem
?Meu chefe saiu de sua sala, olhou em seu escaninho de entrada de documentos e então voltou ao seu escritório. Ele fez isso de dez em dez minutos, durante uma hora. Não agüentei a situação estranha e perguntei se ele estava esperando algum documento importante. Sabe o que ele respondeu? ?Não, é meu computador. Fica a todo momento dizendo que eu tenho uma nova mensagem”””””.
Fonte: The Manager?s Intelligence Report


