As perspectivas da venda direta para 2007

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Em fevereiro de 2006, ao iniciarmos nosso primeiro artigo nesta coluna de vendas diretas, o consultor e escritor Sergio Buaiz iniciava seu raciocínio dizendo: Em fevereiro de 2006, ao iniciarmos nosso primeiro artigo nesta coluna de vendas diretas, o consultor e escritor Sergio Buaiz iniciava seu raciocínio dizendo: ?Durante mais de meio século, o setor de vendas diretas se desenvolveu sem chamar muita atenção em nosso País?, e continuava: ?Esse foi um setor que atraiu inicialmente as mulheres, interessadas em uma complementação de renda, com flexibilidade de horários e mais tempo de qualidade para a família?. Esses dois componentes causaram o sucesso estrondoso de empresas como Avon, De Millus, Hermes, Natura e Tupperware, hoje marcas tradicionais, que construíram grandes negócios através da simpatia dos seus consultores, conselheiros ou dealers, dependendo de como cada empresa denominava seus revendedores autônomos.

Mais tarde, se juntaram a essas grandes marcas as multinacionais do marketing de rede, gigantes internacionais como Amway, Herbalife, Mary Kay e Nu Skin, ampliando muito o conceito de vendas diretas e semeando em nossa cultura o embrião do empreendedorismo, fazendo com que expressões como ?empresários?, ?distribuidores? ou ?concessionários independentes? fossem incorporadas ao dia-a-dia, atraindo um outro segmento de profissionais de vendas para o modelo e possibilitando o surgimento dos primeiros milionários brasileiros da venda direta, como mostramos ao longo do ano passado, ao descrevermos os casos de sucesso empresariais e individuais do segmento.

Mas que mercado é esse, que ainda provoca arrepios em quem acha equivocadamente ser composto apenas por ?sacoleiras? ou que provoca sonhos entusiasmados em quem julga que já alcançamos a maturidade setorial atingida nos Estados Unidos ou no Japão, onde executivos corporativos conseguiram sua independência financeira e abandonaram seus empregos para dedicarem-se integralmente à construção de seus próprios negócios?

Ainda que tenhamos empresas na ?idade da pedra das sacoleiras? e outras já vivendo no Brasil a plenitude do sonho de independência de vários profissionais de vendas bem-sucedidos, a maioria das mais de 500 empresas existentes no País não está nem em um extremo nem em outro, mas são as grandes responsáveis pelo crescimento constante dessa atividade e pela atratividade e mobilização de mais de 1,6 milhão de profissionais de vendas em todo o território nacional.

2006 foi mais um ano em que a venda direta deu sinais inequívocos de solidez, crescendo novamente dois dígitos ? e mais do que o varejo tradicional. Ainda que não tenhamos os dados oficiais publicados pela Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), podemos estimar que 2006 foi mais um ano de sucesso absoluto.

   * 2006 ? Projeção DirectBiz Consultants

  Sem sombra de dúvida, estamos diante de um mercado em que infinitas oportunidades despontam ? e ainda irão despontar nesse novo ano. Em termos de perfil dos profissionais de vendas, as mulheres continuam predominando, mas os homens já não querem mais ficar de fora desse importante setor da economia nacional. Se há 20 anos as mulheres representavam praticamente a totalidade desse mercado, iniciamos o ano 2000 com 5% de participação masculina, caminhando firmemente para terminar a década com mais de 10% de homens entre os profissionais atuantes em vendas diretas.

Cada vez mais surgem empresas e profissionais de venda de destaque em um segmento que caminha a passos largos para a diversificação de produtos, deixando de ser um mundo apenas dos cosméticos e evoluindo para a mixagem inteligente dos modelos de negócios com o tradicional modelo uninível ? como é chamado o modelo de Natura e da Avon ?, indo beber na fonte do multinível ? como é chamado o modelo da Herbalife e Amway ?, e vice-versa, em um movimento de aperfeiçoamento constante da oportunidade de crescimento para os profissionais de vendas, que só têm a ganhar com o crescimento dos modelos híbridos.

Se ao longo do ano passado procuramos mostrar nesta coluna os casos de sucesso de profissionais ligados às empresas mais tradicionais do segmento, estabelecidas há mais tempo no mercado brasileiro, em 2007 iremos focar as novidades. Nosso alvo será composto de empresas entrantes no segmento, que sejam absolutamente inovadoras quanto aos seus produtos, serviços e modelos de negócio ou de empresas tradicionais atuantes no varejo, que tenham igualmente vislumbrado uma nova forma de gerar oportunidades de trabalho nesse fantástico negócio que é a venda direta no Brasil.

  Qual a empresa certa para você? ? A cada mês, surge uma nova empresa de vendas diretas no País, com um modelo comercial próprio, criteriosamente definido para atender objetivos específicos. Não existe uma única receita vencedora, mas sim diferentes propostas, cada qual decorrente do tipo de produtos desenvolvidos e do perfil desejado de consumidor final. Se você foi convidado a participar de algum sistema de vendas diretas e ainda não obteve resultados satisfatórios, é porque provavelmente não era a empresa certa para você. Existem tantos modelos e produtos diferenciados que é recomendável conhecer bem a proposta antes de se envolver. Assim, você diminui o risco de criar falsas expectativas e pode participar desse mercado com mais possibilidade de sucesso. Acompanhe, nós iremos trazer algumas dessas novas oportunidades para você conhecer melhor. Boas vendas diretas em 2007!

  Marcelo Pinheiro é sócio-fundador da DirectBiz Consultants, empresa de consultoria especializada em Vendas Diretas, filiada à Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD). É conferencista especializado em Vendas Diretas e desenvolvimento de profissionais desse segmento.

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