Hoje em dia, saber fazer uma boa negociação não serve apenas para aumentar as vendas. Conheça os outros benefícios que esse passo da venda pode trazer. É só assistir aos noticiários televisivos ou abrir as páginas dos jornais para ter certeza de que a humanidade está passando por uma fase conturbada, nada fácil de equacionar. Os reflexos desses desentendimentos, a cada dia que passa, assumem proporções gigantescas e perigosas.
A globalização acabou por derrubar muito mais do que fronteiras. Há algum tempo ela vem colocando em risco a sobrevivência das empresas e com isso desestabilizando as economias internas dos países, qualquer que seja o grau de poder que conquistaram.
As guerras, já não tão frias, vão se travando nos gabinetes dos escalões cada vez mais elevados. Em alguns casos, os objetivos das lutas que antes só objetivavam o ?poder ter?, agora desviam o foco para algo mais básico mas muito mais importante: o ?poder viver?.
E nós, estudiosos das coisas ligadas à negociação, sabemos das táticas que o ser humano é capaz de utilizar quando a situação está fugindo de seu controle e o resultado está caminhando para um perde-ganha (eu perco, ele ganha). Muitas vezes, o ?tudo ou nada? leva a um resultado perde-perde. Foi por não querer perder a aposta para ver quem ficava mais tempo com a cabeça debaixo d?água que os dois avarentos morreram afogados.
Você, como homem de negócios, sabe muito bem o que as empresas negociam. O que a sua família precisa negociar para viver uma vida digna e manter seu padrão, você, como pai de família, também sabe. Quanto ao resto, é só abrir o jornal e ver.
Negocia-se: a não proliferação de armamentos nucleares, a redução da utilização de combustíveis poluentes para diminuir os perigos do efeito estufa, a redução dos preços de combustíveis, a redução do desmatamento, a redução da mortalidade infantil; a redução do consumo de água potável, entre muitas outras coisas vitais para a preservação da vida no planeta.
Como você pode constatar, a negociação, considerada até então como a arte das trocas e da equilibração do poder, está se transformando em algo muito mais precioso ? o caminho para a vida.
Essa nova responsabilidade de negociar o ?poder viver? está obrigando os negociadores a revisarem seus papéis e refletirem sobre suas competências. É preciso que se tenha consciência de que sentar à mesa de negociação não envolve apenas a defesa de algo imediatista, como o resultado financeiro de uma empresa. Outros valores estão em jogo, tais como: a permanência no mercado, a manutenção do emprego de seus funcionários, a qualidade de vida das famílias de seus funcionários, entre outros.
Trata-se de uma cadeia de interesses políticos que vão se somando a interesses pessoais, sociais e empresarias, obrigando os profissionais da negociação a constantes mudanças de focos, revisões de posições e atualizações de conhecimentos.
Uma prova precisa do que estou afirmando foi nos dada pela recente pesquisa que a Workshop acabou de realizar com empresários de todo o País. Uma das perguntas era: ?Quais os temas de seu maior interesse, tendo em vista o aumento da sua competência profissional??
? 81% dos empresários respondeu ?negociação?.
? 71% respondeu ?relacionamento/comportamento?.
Cabe ressaltar que as técnicas de negociação estão intimamente relacionadas às técnicas de relacionamento e comportamento.
Outro ponto que chama atenção nessa pesquisa diz respeito às áreas de atuação dos pesquisados.
? 42% pertence à área de vendas;
? 29% à área administrativa;
? 10% à área de finanças;
? 13% à de recursos humanos;
? Com 8% aparecem as áreas de compras e produção;
? ?Outras áreas? aparecem com 21%.
É interessante ressaltar o interesse que o conhecimento das técnicas de negociação vem despertando nas mais diversas áreas de atuação. Eu sou testemunha dessa tendência através da quantidade de compradores que participam dos meus cursos de negociação.
E isso faz sentido! Você, como empresário, tem como ?eterno objetivo? aumentar a lucratividade da sua empresa, certo? Se você listar as ações mais eficazes nesse sentido, não vai poder esquecer estas duas: comprar bem e vender bem. Considerando que toda negociação tem uma gordura média de 15%, já imaginou quanto o resultado da sua empresa poderá melhorar se seus compradores e vendedores conseguirem salvar apenas dois ou três por cento para o caixa da empresa em cada negociação?
Agora, faça as contas considerando o número de negociações que cada vendedor/negociador faz por dia, por mês, por ano. Já imaginou a satisfação que esse resultado pode levar aos acionistas, empresários ou diretores da empresa?
É por tudo isso que a negociação está se transformando no caminho para a paz!


