Seja Criativo – GV n.21

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Seja criativo!

 

Não é o bastante dizer que liderança é uma arte. E uma pesquisa mostrou que gerentes podem ser melhores líderes se eles literalmente pegarem seu lápis de artista e sua caneta de poeta, e aprender como usar suas habilidades criativas que frequentemente são esquecidas.

O mundo dos negócios, cheios de problemas complexos sem respostas fáceis, precisa de uma liderança que seja criativa e contagiante, capaz de inspirar e sustentar criatividade por toda a empresa. E é essencial expandir as competências de um gerente (constantemente e em todas as áreas da organização) para um pensamento criativo e inovador.

Uma forma que está sendo utilizada por alguns gerentes é descobrir a intuição, o sentimento e a imaginação através de métodos artísticos, como o desenho, a pintura, a dança, a poesia, a música. Não é preciso saber desenhar, o importante é imaginar e criar.

O objetivo desse tipo de atividade é ajudar (os gerentes e suas equipes) a desenvolver uma maneira de pensar mais intiutiva, imaginativa e sensitiva. Com o passar do tempo, acabamos usando mais o lado racional do cérebro: somos mais analíticos, usamos mais números, criamos métodos. E o lado emocional fica em segundo plano, mesmo sendo a peça chave do nosso desenvolvimento.

É engraçado, e talvez um pouco triste, o que o tempo faz com a gente: ficamos “quadrados”, pensamos demais, queremos analisar tudo. Mas se nossa natureza é sensitiva, porque é que tentamos gerenciar nossa equipe de maneira racional e fria?

Estava assistindo na semana passada um programa que passa aqui nos Estados Unidos de “reallity show” que se chama “O Aprendiz” (inclusive há uma versão brasileira desse programa). Para ser rápido: esse programa basicamente é uma competição entre profissionais que querem uma vaga em uma das empresas do empresário Donald Trump. Esses profissionais são reunidos em grupos e uma curiosidade dessa edição é que foram inicalmente recrutados profissionais que são formados (fizeram faculdade) e profissionais que não são formados.

Foram feitos dois grupos: os “BookSmarts” (espertos do livro) e os “StreetSmarts” (espertos da rua). O esperado era que os profissionais formados ganhassem nas tarefas dadas, mas o contrário tem acontecido semana após semana.

A diferença entre os grupos é muito clara: enquanto os formados sentam para votar em quem será o líder e fazer todos os cálculos e análises “necessárias”, os não formados colocam a mão na massa, de maneira criativa!

Se os formados não tivessem enterrado sua criatividade e soubessem imaginar (se fossem sensitivos), teriam uma imensa vantagem sobre os não formados. Mas o fato é que isso normalmente não acontece, infelizmente. E quem tem a atitude correta vence quem tem a habilidade correta.

A maioria dos profissionais concordam que a criatividade é a força impulsora para as empresas não somente criarem novos produtos e serviços, mas também para resolver problemas e desafios diários. Muitos ainda acreditam que a criatividade não pode ser ensinada, mas que deve ser encorajada.

Ser criativo é pensar diferente. É pensar de mais de uma maneira e olhar com vários outros olhos. E para isso, é necessário que você esteja disposto a quebrar velhos hábitos e repassar isso pra equipe de uma maneira saudável.

E encorajar essa criatividade é na verdade aceitar também o fato de que, infelizmente, você verá algumas pessoas pegarem o caminho errado, tentando se aproveitar da situação. Para evitar isso, você como gestor deverá se certificar de que a energia criativa está sendo usada para o benefício da empresa. Não parece, e não, é fácil: pois você terá que constantemente direcionar a “liberdade” criativa dos funcionários para os objetivos estratégicos e operacionais da organização.

Eu sinceramente acho que todas as pessoas são criativas, a sua maneira. O que nos diferencia são as barreiras que temos para essa criatividade. Por isso, a melhor forma de começar a incentivar a criatividade (para você e para a sua equipe) é conhecer as barreiras de cada um e ajudá-los a arriscar enquanto se divertem. Criatividade e diversão estão diretamente relacionadas!

Há várias maneiras de encorajar a criatividade no trabalho. Pense em todas as coisas que estimulam o lado direito do cérebro, como as já citadas nesse artigo: faça um concurso de desenho, de música, de pintura. Peça para que cada funcionário traga o “seu” brinquedo predileto. E ao invés de fazer a próxima reunião na sala de sempre, porque não ir a um museu, a um parque, a uma pizzaria?

Seja criativo! Deixe a imaginação fluir e não tenha medo de errar, de achar que as pessoas não vão gostar. Para terminar, lembre-se que parte de ser criativo em qualquer campo é ter a coragem de comunicar e vender suas idéias, mesmo quando outras pessoas a criticarem. É sempre mais fácil dizer “não” do que “sim”. Nem todas as suas idéias serão aceitas, mas lutar por elas também faz parte do processo criativo.

 

 

Abraço e boa$ venda$!

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