?Acreditamos que é hora de contestar a tese da competição, especialmente em ambientes corporativos. Devemos trabalhar a cooperação…? Alguns teóricos da administração defendem a idéia de competição como um valor a ser incentivado pelos gerentes. Muitos acreditam que a competição promove a motivação das equipes, que, no desejo de ganhar, empregam o máximo de seus esforços e de suas energias. Alguns chamam essa estratégia de ?competição saudável? e acreditam que o darwinismo corporativo pode fomentar resultados. Eles esquecem que em toda competição exista um componente de agressão.
Sob o manto da ?competição saudável?, estimula-se à competição entre equipes de vendas, entre unidades de produção, entre agências do mesmo banco, entre suas filiais, entre empresas do mesmo grupo, enfim entre todos os setores das empresas. Os vencedores são elevados ao pódio e os perdedores ficam na pior ou ?descem ao inferno?. A gozação e as brincadeiras enfatizam a ?incompetência dos derrotados?. É evidente que o número dos perdedores é bem maior que o dos vitoriosos, e a alegria dos campeões é bem menor que a frustração dos vencidos.
Muitas energias são consumidas nas justificativas e na racionalização do passado malogrado. Com o tempo, mágoas e frustrações podem transformar-se em conflitos e provocar a deterioração das relações interpessoais. Acreditamos que é hora de contestar a tese da competição, especialmente em ambientes corporativos. Devemos trabalhar a cooperação entre os envolvidos nas estratégias empresariais para gerar o equilíbrio e a harmonia.
Constato, como consultor, que o desenvolvimento dos grupos depende da cooperação entre os membros. Se há coesão e laços de afeto, entre os participantes, o grupo tem alto poder de barganha nas relações sociais. Quando há desarmonia, o grupo perde sinergia, e a capacidade de influenciar os resultados positivamente. Harmonia pressupõe a ausência de conflitos. E onde há harmonia existem chances maiores de ampliar a produtividade. É a reumanização promovendo prosperidade.


