Procura-se profissional com autonomia

Quer conversar com um especialista?
Entre em contato!

O mercado atual indica as muitas transformações pelas quais vem passando, dando destaque ao novo modelo de trabalhador que precisa: o multiprofissional, capaz de liderar a si mesmo e aos demais de convívio, ter conhecimentos técnicos e variados com aprofundamento, desenvolver habilidades de planejamento, execução e controle dos projetos aos quais está ligado e, principalmente, ser criativo e agente de soluções, com autonomia. É nesse ponto que trata sobre a capacidade de ser independente e auto-motivado para a vida e os resultados, que se encontra o foco das necessidades atuais em toda parte.

A cultura de muitas organizações está centrada na idéia do autoritarismo, e com isso, reduz-se as chances de abertura e maior participação das pessoas que nelas trabalham. O perfil de empregado, desde há muito tempo, é o de aguardar ordens e cumpri-las. Tanto que existe a já conhecida frase: “Você não é pago para pensar, apenas obedeça”. Em decorrência, estabeleceu-se um arraigado hábito de ser pouco ativo, com relação à autonomia, gerando assim, uma forma mais limitada de se administrar os obstáculos que sempre surgem no cotidiano.

No entanto, o panorama social demonstra novidades sobre a questão passividade-autonomia, levando muitas pessoas a transitar por outros caminhos, na busca por uma independência que precisa ser conquistada, ainda que a duras penas, uma vez que velhos hábitos resistem a novas e necessárias transformações. Inércia, rejeição e indecisão são parte do processo de mudança no ser humano, até que se alcance a adaptação. Entretanto, ressalva-se que de nada adianta convidar as pessoas às mudanças dessa envergadura da noite para o dia e esperar que elas simplesmente compreendam e aceitem o novo modelo de ser e agir. É preciso oferecer tempo, educação e boa vontade a elas, para que possam construir, internamente, o seu novo entendimento e acomodação de coisas tão diferentes, das quais estavam acostumadas.

Algumas organizações investem em programas de treinamento com foco na autogestão, de forma intensiva, a fim de facilitar a construção de autonomia em seus colaboradores. Elas carecem de gente que solucione os problemas diários, reduzindo custos e aumentando as suas chances competitivas no mercado. Pessoas que antigamente resolviam os problemas com exclusividade foram demitidas, enxugando o quadro de profissionais intermediários. Ou seja, a coisa acontece entre a cúpula e a mão-de-obra operacional. Tudo precisa ser resolvido a partir dessa nova realidade. Portanto, é preciso preparar, educando cada pessoa que integra a organização.

O mercado reconhece a autonomia profissional e estende o seu tapete vermelho àqueles que compreendem a prisão exercida pela passividade, e modificam-se, desenvolvendo em si mesmos a autonomia, e com isso, são construtores dos fatos históricos, além de participar muito mais da solução de problemas que fazem parte da vida e conspiram para o desenvolvimento.

Vive-se um novo momento, no qual todos precisamos arregaçar as mangas, buscar conhecimento, trabalhar os medos, colaborar mais mutuamente, andar por caminhos desconhecidos, avaliar e refletir com mais empenho. Obtém-se ganhos dessa forma, não apenas no campo individual, mas no comunitário, sem esquecer-se, é claro, que se deixa às futuras gerações uma cultura de maior ação e resultados, senão, no mínimo, um campo fértil para que as próximas sementes sejam plantadas e colhidas conforme os passos dados por quem deseje a sua autonomia também.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Conteúdos Relacionados