A esposa precisa ter convicção de que, se após o casamento, o romantismo não for tão presente quanto antes, não quer dizer que o amor do esposo diminuiu ou que ele não se importa mais com ela. Há duas coisas a respeito das expectativas que devem ser conhecidas:
1. As expectativas podem ser reais, geradas a partir de fatos presenciados, atitudes tomadas ou experiências vividas. Dessa maneira, criamos expectativas a partir daquilo que presenciamos e experimentamos. Esse tipo de expectativa pode ser correspondida com mais freqüência, por ser baseada naquilo que é real. Um exemplo: se um filho trata sua mãe com respeito e consideração, pode-se criar uma expectativa de que ele também se torne um esposo que irá tratar sua esposa com respeito e consideração.
2. As expectativas também podem ser irreais, geradas a partir de desejos, carências e necessidades da pessoa. Esse tipo de expectativa pode ser frustrada com muito mais freqüência do que imaginamos. Por exemplo: uma filha que sofreu com a ausência física e afetiva de um pai pode criar a expectativa de ter um esposo presente e carinhoso. É uma expectativa totalmente irreal e que pode não se realizar, se ela se casar com um homem também distante emocionalmente.
É importante saber que dificilmente alguém muda depois que se casa. Aquilo que você percebe em seu namorado/a ou noivo/a hoje é o que ele/a será amanhã. O que acontece é que as pessoas ficam tão apaixonadas que não enxergam o que é tão óbvio, às vezes até enxergam, mas esperam que a pessoa mude depois de casada. Leda ilusão! Expectativa fadada à frustração. Uma coisa é certa: as pessoas só mudam quando se dão conta de que precisam e querem mudar-se.
Todas as pessoas criam expectativas. Quando o casamento está para se concretizar, as expectativas vão sendo criadas, automaticamente, em torno da nova vida que o casal passará a ter e em torno das funções e papéis que marido e mulher irão desempenhar.
As expectativas mais comuns dos novos casais são:
O amor supera tudo
Se ele deixa todas as suas coisas espalhadas pelo meio da casa o tempo todo, ela jamais reclamará, pois o amor será capaz de agüentar toda a desorganização dele. Ou se ela é uma péssima cozinheira, ele jamais criticará ou comparará a comida dela com a que a mãe dele fazia, porque o amor superará o paladar e a fome. Será mesmo que o amor supera tudo durante 1, 3, 5, 10, 20, 30 anos? O ideal é que sim, mas a realidade do dia-a-dia da vida de casado não é assim. É preciso que os casais saibam que terão de aprender a conviver com as diferenças, com as imperfeições, com as carências e exigências do outro. Dessa forma, pode-se dizer que o amor deve suportar e relevar tudo.
Sexo a toda hora
Muitos acreditam que na lua-de-mel e nos primeiros meses de casamento, faz-se sexo várias vezes por dia. Mas isso depende. As pessoas são diferentes umas das outras, os casais diferem uns dos outros. Realmente, há muitos casais que se relacionam sexualmente muitas vezes, com freqüência, mas isso não quer dizer que todos sejam assim. A relação sexual é desejo, afeto, envolvimento, tempo, necessidade física e emocional. E essas coisas variam de pessoa para pessoa. Sendo assim, pode-se dizer que sexo será feito a toda hora se os dois desejarem, estiverem disponíveis e precisando.
O romantismo será permanente
A esposa precisa ter convicção de que se após o casamento o romantismo não for tão presente quanto antes, não quer dizer que o amor do esposo diminuiu ou que ele não se importa mais com ela. Então, pode-se dizer que o romantismo será permanente, mas não tão freqüente. Vale ainda dizer que o romantismo é importante e deve ser cultivado no casamento. Cada cônjuge deve investir tempo um para o outro, deve namorar. Mas é importante também saber que, se diminuir o romantismo, é preciso tomar cuidado para ele não desaparecer, pois é um nutriente básico para manter o casamento vivo.


