Mede-se o tato e a astúcia do vendedor pela maneira como ele diz as coisas – e, às vezes, isso pode fazer toda a diferença!
Que há diferentes maneiras de se dizer uma mesma coisa, todos nós já percebemos. Mas você já pensou como isso é importante na área de vendas? Às vezes, uma situação desfavorável pode ser revertida com uma boa comunicação da parte do vendedor.
Lembra daquela piada em que um amigo envia um telegrama para outro que tinha ido morar em outra cidade, dizendo: “Seu gato de estimação morreu!”. O rapaz ficou muito abalado, reclamou que o amigo deveria ter mais tato. Poderia, por exemplo, dizer primeiramente “seu gato subiu no telhado” e, depois, “seu gato escorregou do telhado” e, por fim, “seu gato morreu”. Assim, apenas um mês depois do episódio, o amigo viajante recebe outro telegrama: “Sua mãe subiu no telhado!”.
Claro que não é bem por aí, mas, se pensarmos com bom senso, perceberemos que há maneiras de comunicar em vendas que podem representar a vitória ou o fracasso na ação.
Há poucos dias, percebi uma situação que poderia ter sido evitada se o vendedor tivesse mais tato na comunicação. Estava em um restaurante rústico, que por sinal servia uma ostra maravilhosa, fresquinha, “pescada” na hora em que o cliente pedia. Entretanto, o garçom (claro, ele é o vendedor!) saiu com uma resposta no mínimo fraca. Perguntado sobre qual cerveja eles estavam servindo, ele disse: “Só temos a “x”!”, com uma voz de lamento. Puxa, ele poderia ter dito a mesma coisa, com outras palavras, sem fragilizar o produto que estava vendendo: “Estamos trabalhando com a “x”!”.
O mesmo se aplica a mania que pegamos de, muitas vezes, utilizar os verbos no condicional. Isso prejudica toda a comunicação. “Eu gostaria de lhe apresentar o nosso novo serviço” ou “eu poderia levar o produto até o senhor”, etc. O ideal é passarmos mais assertividade na fala, isso ajuda a aumentar a confiança do cliente: “Eu quero apresentar o nosso novo serviço!”, “eu levo o produto até o senhor!”. É muito mais seguro, mais firme. É um passo para o “negócio fechado”.


