Não espere que alguém o motive. Motive-se para conseguir fechar mais vendas, para conseguir o que deseja! É grande o número de trabalhadores que acreditam no desenvolvimento da sua motivação através de terceiros. Eles esperam bem mais do outro do que de si mesmos. E é igualmente significativa a parcela de líderes que se apóiam nessa mesma premissa.
Há dois lados distintos ligados pela mesma interpretação a respeito do assunto. Com o passar do tempo, não apenas se estabeleceu, mas se solidificou a idéia de que as organizações devem motivar seus empregados, que, por sua vez, assumem uma postura bastante passiva de aguardar por essa vantagem.
No entanto, é chegado o momento de rever tal ponto de vista, em razão de muitos programas motivacionais não obterem êxito após seu planejamento e implementação. O foco da discussão está na responsabilidade que cada um tem sobre o desenvolvimento da sua motivação.
É evidente que uma determinada situação pode estimular alguém, assim como uma pessoa é capaz de provocar o ânimo de outra. É fundamental que a organização ofereça bom salário, clima adequado, etc., mas é o compromisso pessoal que define o grau de consciência que se tem a respeito do controle sobre a própria motivação e, conseqüentemente, do uso que se faz dela.
A professora Cecília Bergamini, da Fundação Getulio Vargas, aponta: ?A perspectiva mais natural para se compreender a motivação humana parece ser aquela que individualiza as pessoas levando em conta a sua história de vida particular, aquilo que se denomina ?realidade motivacional do ser?.?
Quanto mais se compreende que está em si o poder de se gerar motivação, mais se tende a assumir os projetos (pessoais e profissionais), dominá-los e obter melhores resultados. Aumenta-se, inclusive, o nível de motivação ao incluir a própria percepção de autonomia e evolução presentes.
As mudanças sofridas pela necessária evolução do mercado impõem nova perspectiva, ou seja, uma mudança de paradigma sobre a motivação. Tradicionais modelos de gestão de pessoas não encontram resposta adequada às novas demandas.
Então, emergem duas situações claras: primeiramente, é preciso modificar a crença da dependência acerca da motivação. Cada pessoa deve se responsabilizar e responder por sua motivação ? forte comunicação e atitudes pertinentes podem abrir as portas a esse propósito. Segundo, as lideranças que desejam evoluir servirão de exemplo às suas equipes, promovendo àquele que estiver aberto à quebra de paradigma e transformações uma oportunidade de refletir e de se conhecer melhor.
É uma jornada que requer empenho, mas vale a pena, tendo em vista o aperfeiçoamento que se instala tanto em relação à melhora na qualidade do relacionamento humano quanto aos resultados que se seguem naturalmente pelo grau de motivação mais duradoura e legítima existente no íntimo de cada um. Entretanto, é preciso mudar de paradigma.


