O que fazer quando não há cliente para atender?
Costumo dizer que o pior cliente que existe é aquele que não existe, ou seja, quando não há clientes para atender e realizar uma venda, aí sim a situação se complica, por exemplo: no momento em que o “silêncio” se instala no PDV e quando parece que os clientes sumiram e não têm data para retornar.
Em vez de formar grupinhos de conversa, debruçar-se nos móveis ou se escorar nas paredes esperando a hora passar, aproveite melhor este “tempinho” que você tem.
Como diz a lenda, é uma boa hora de o lenhador afiar seu machado. É o momento de aproveitarmos para executar algumas ações que, com certeza, nos ajudarão no futuro.
Em nosso programa de treinamento para equipes de atendimento e vendas, temos uma etapa que denominamos “preparação diária”. Trata-se de uma rotina de procedimentos que tem como objetivo fazer com que o profissional se sinta confiante e seguro a cada atendimento que irá realizar.
Embora chamemos de “preparação diária”, é uma rotina que pode (e deve) ser executada diversas vezes em um dia de trabalho para estar preparado sempre e melhorar a cada atendimento. Nessa etapa, quatro procedimentos podem ser bastante úteis para o profissional:
- Conhecer mais sobre seu produto ou serviço –Será que você está pronto para as perguntas de seu cliente? Será que conhece todos os diferenciais dos itens que oferece? Será que está pronto para dar o show que seu cliente espera receber?
- Conhecer mais sobre sua concorrência –Que tal aprender com sua concorrência? Que tal não repetir os erros dela?
- Preparar (organizar) seu ambiente de trabalho –Será que a loja está pronta para o cliente? As cortinas podem se abrir para iniciar o show?
- Conhecer os preços e as faixas de preços dos itens que comercializa –Que tal identificar faixas de preços para ganhar tempo durante seus atendimentos? Não acha que pode ser uma ótima ideia agilizar a disponibilidade de sua loja com os interesses dos clientes?
Além da rotina da “preparação diária”, outra opção é utilizar esse tempo para contatar os clientes. Pense bem: se eles não estão vindo, que tal chamá-los? Então, aproveite o tempo disponível para entrar em contato com seus clientes e, principalmente, prospectar novos. Organize uma lista de novos contatos para começar um relacionamento.
É possível ainda aproveitar o tempo extra e treinar com o gerente da loja, os outros vendedores ou, até mesmo, sozinho. Que tal simular atendimentos e praticar as técnicas de vendas? Que tal conversar (rapidamente, afinal não é uma reunião formal) sobre situações difíceis de atendimento e buscar alternativas de solução?
Uma vez, quando sugerimos para uma empresa que utilizasse os momentos de “falta de clientes” na loja para praticar o conteúdo do treinamento, a equipe nos reportou que, quando se organizavam para isso, realizando simulações de atendimento, quase sempre não chegavam ao fim do exercício. Outros clientes (os de verdade) “eram atraídos” para dentro da loja – possivelmente, por meio da máxima que prega que “movimento gera movimento”. Nesse caso, o benefício de não ficar parado era ainda maior.
Algumas equipes aproveitam esse tempo para ratificar estratégias para a realização de seus objetivos e de suas metas do período. É o momento em que o gestor pode rever pontos importantes com cada um de seus colaboradores.
Vale lembrar também que todo PDV tem sua parte operacional (arrumação, organização, inventário, papelada burocrática, etc.), que pode ser trabalhada nesse momento.
Ufa! Afinal, que tempo extra é esse se existe tanta coisa para ser feita? Portanto, se o cliente sumiu… Calma! Aproveite e se prepare (muito bem) para quando ele aparecer.


