As 4 etapas da gestão individual de pessoas que antecedem a demissão

Quer conversar com um especialista?
Entre em contato!

Em empresas em que a Gestão de Pessoas é levada a sério, a demissão é tratada como um processo estruturado, que busca garantir que o desligamento de um profissional seja conduzido de forma ética, transparente e até mesmo positiva para ambas as partes. Por isso mesmo, o caminho até a demissão nem sempre é como uma linha reta. O roteiro abaixo é prova disso – e, também, é um ótimo guia para você conduzir os processos de gestão individual de pessoas na sua equipe.

1) Diagnostique o problema 

Antes de decidir demitir um colaborador, é função do líder entender as causas da baixa performance e, a partir disso, definir se vale ou não definir estratégias para ajudar o profissional a melhorar seus resultados.

Neste sentido, como o desempenho está ligado a três grandes áreas (conhecimentos, habilidades, atitudes), é importante analisar essas três perspectivas para diagnosticar o que está causando o desempenho abaixo do esperado.

2) Crie um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) e demonstre seu apoio ao profissional

Depois de entender a causa da baixa performance, reúna-se com o profissional e crie um Plano de Desenvolvimento Individual para ajudá-lo a caminhar rumo à alta performance.

Neste plano, defina indicadores de performance e objetivos claros, específicos e fáceis de acompanhar. Além disso, estabeleça o que é “sucesso” para a carreira daquela pessoa (o que exatamente vai ser comemorado dali a 30/60/90 dias? Como vocês vão saber que houve avanços?) e sinalize que existem consequências para a não melhoria.

Por fim, faça com que a reunião de revisão de performance seja motivadora e estimulante, e não o contrário, lembrando o profissional que o feedback faz parte do crescimento e que você quer ajudá-lo a se superar – mas reforce que ele precisa se comprometer com seu próprio crescimento, desenvolvimento e melhoria.

3) Documente tudo

Se, por acaso, você decidir demitir a pessoa no futuro, é melhor ter tudo isso oficialmente documentado. Portanto, coloque todas essas etapas no papel, peça para que o profissional assine e entregue uma cópia do documento a ele.

4) Use a Lei dos três strikes para orientar sua decisão de demissão

Existe um momento em que fica claro que a baixa performance não vai mudar. Nessas horas, a chamada “Lei dos três strikes” pode ser sua aliada. Basicamente, ela sugere que uma demissão deve acontecer quando a terceira advertência oficial é dada ao profissional.

Ter isso claro facilita sua vida como líder. Afinal, você não precisa ficar pensando se dá mais uma chance. Não existe “chance”. São duas tentativas (de 30 a 90 dias cada uma, dependendo do cargo, do ramo, da cultura da empresa) e na terceira a pessoa já sabe que não vai continuar. Mas isso só acontece se as regras forem claras, bem comunicadas e seguidas, é claro.

“Se um líder seguiu todas essas etapas, ele não tem por que duvidar de que fez o que era correto na hora de tomar a decisão de demitir”, tranquiliza Raul Candeloro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Conteúdos Relacionados

equipe de vendas commodity

Produto ou serviço premium não pode ter equipe de vendas commodity

Tem empresa que investe em produto, serviços, marketing, marca, CRM, ...
Leia Mais →
balão mágico

O balão mágico das metodologias de vendas

Superfantático: Spin, Challenger e o Balão Mágico O que cada ...
Leia Mais →
Arquitetura da Decisão em processos de Vendas B2B

Arquitetura da Decisão em processos de Vendas B2B

“Vender sem entender como a decisão funciona dentro do cliente ...
Leia Mais →