Um novo estudo feito nos EUA encontrou um vínculo entre a satisfação dos funcionários e as habilidades de comunicação da liderança da empresa. Confiança no seu líder é o fator mais ligado à satisfação de um funcionário, seguido da explicação da estratégia empresarial, a explicação de como os funcionários podem contribuir para atingir esses objetivos, e manter os funcionários informados sobre seu progresso.
Isso em Vendas é fundamental, tanto que já discutimos o assunto diversas vezes nas páginas do Técnicas. Mas, infelizmente, grandes líderes são raros. Uma pesquisa da Istoé, por exemplo, está dando bastante o que falar (era este exatamente o objetivo, afinal). Mais da metade dos brasileiros respondeu à pergunta: “Você tem orgulho de ser brasileiro?” com um sonoro “Não”. Embora possamos argumentar que, devido à sua linha editorial exagerada (uma vez eu voltei de viagem e tinha um extraterrestre na capa), os leitores da Istoé, (assim como os da Folha de São Paulo, na minha opinião) já tenham uma tendência pessoal ao exagero, sensacionalismo e negativismo – se não, por que leriam? – mesmo assim o número é muito alto. E parece ser um caso típico de falta de liderança.
De maneira mais descontraída, o repórter Jerry Heaster decidiu comprovar alguns absurdos “dilbertianos”, e pediu que funcionários de empresas lhe mandassem os comunicados internos que haviam achado mais absurdos. Veja só algumas das pérolas:
“A partir de amanhã, os funcionários somente poderão entrar na empresa usando seus crachás magnéticos individuais de segurança. As fotos para o crachá serão tiradas na próxima quarta-feira, e os funcionários receberão seus crachás em duas semanas.
“Este projeto é tão importante que não podemos deixar outros projetos mais importantes interferirem no seu andamento.”
“Trabalho de equipe é quando todo mundo faz o que eu mando.”
“Sabemos que a comunicação interna é um problema, mas é da opinião da diretoria que não é necessário discutir este assunto com seus funcionários.”
Esta edição marca o quinto ano de Técnicas de Venda e, por conseguinte, da Editora Quantum também. Passamos todas as crises que uma empresa nova, em crescimento (e ainda por cima no Brasil!), deve obrigatoriamente passar. Cerca de 80% das empresas morrem antes de completar seu quinto aniversário. A receita de sobrevivência, no nosso caso, foi muito simples. Estivemos sempre pautados pela frase de Dionísio: “Que o seu discurso seja melhor que o silêncio, ou silencia”. Ao contrário de certos chefes por aí, comunicamo-nos cada vez melhor (eu, por exemplo, recebo uns 10 e-mails de assinantes por dia, e respondo a todos pessoalmente).
Ninguém dá a atenção que nós damos à área de Vendas no Brasil. Mas isso só acontece porque você, que está lendo agora, um dia resolveu tirar R$ 75,00 do seu bolso, e investir no seu próprio aperfeiçoamento. Por isso, eu pessoalmente o agradeço, e espero que no ano de 2004, quando estiver fazendo o editorial dos 10 anos, possa contar ainda com sua atenção e interesse.
Então, este mês comunique-se melhor – e venda mais.
Raúl Candeloro Editor


