VendaMais
Consultoria Treinamentos Liderança Games BPO comercial SalesTrain Cases Conteúdos Sobre Seja um parceiro · VM Partners Fale com um especialista →

E por falar em projeto por que Noé se salvou?

Quer conversar com um especialista?
Entre em contato!

A Bíblia nos conta que Noé teve um prazo para construir a Arca e se salvar.

As organizações e, por decorrência, as pessoas, sempre sofreram constantes pressões de prazo, orçamento e qualidade/produtividade no desenvolvimento de ações em busca de objetivo)s/produtos que satisfaçam à(s) necessidade(s) do(s) cliente(s). Por outro lado, o acentuado desequilíbrio entre demanda e recursos impõe uma necessária alocação do)s mesmos de forma dosada e racional.

Na verdade, as atitudes tomadas para enfrentar essa realidade não) têm demonstrado serem as mais coerentes. As pressões acabam induzindo mais a “agir” do que a “pensar”. Torna-se mais importante “fazer” do) que “planejar”, a ponto de se designar a quem age como um sujeito “prático” e a quem planeja, ou pensa antes, como um sujeito) “teórico”, “um sonhador”. Prova disso é muitos acreditarem que ao se sair fazendo, ao “se tocar o bonde”, estamos “trabalhando”. Mas, se inicialmente ficamos planejando) O)U se primeiro pensamos organizar o que vamos fazer, estamos atrasando o serviço. O negócio) é sair fazendo), “se der errado a gente corrige, afinal errar é humano!”. Cabe aí uma reflexão: será que acertar é desumano?

UM POUCO DE TEORIA
Uma concepção clássica de Projeto é a de que se trata de um conjunto de ações e recursos submetidos a diretrizes e restrições (limitações), visando o alcance de um objetivo perfeitamente identificado que, quando atingido, proporciona determinados benefícios. Podemos concluir que toda etapa de implantação, de consolidação de um sistema de operação (produção) é um projeto, tendo como principais características o fato de ser finito, não representando repetições totais de esforços anteriores, complexo e não homogêneo. Seus indicadores básicos de eficiência e eficácia formam a chamada “Regra dos 5P””””s”: prazo, preço (orçamento), perigo (risco), performance (qualidade, desempenho) e política.

O desenvolvimento da administração de projetos na década de 50 e 60, em paralelo a outras teorias como a de Sistemas, a de Decisão, e mais genericamente a da própria Pesquisa Operacional entre outras, acompanhada da evolução da Informática, permite um melhor suporte aos projetos, englobando certos modelos estruturais (força-tarefa, matricial) e um instrumental de apoio para planejamento, programação, coordenação e controle (estrutura analítica de projetos, redes PERT/CPM, redes alternativas, cronogramas de barras, matrizes e outros).

Uma idéia mais antiga e difundida de projeto, no entanto, é a de associá-lo a documentos, estudos ou relatórios ou, como largamente utilizada na Engenharia, é a de apresentá-lo como tradução do termo “design”, o que muito delimita a percepção da abrangência da Administração) de Projetos. Ora, se quem administra procura atingir objetivos e, ainda, se a cada objetivo pode-se associar um projeto, e tendo em vista o conceito que apresentamos, poderíamos encarar como projeto diversas situações da nossa vida cotidiana, além das relativas ao nosso trabalho, como: a organização da festa de aniversário de 15 anos da nossa filha, a preparação) da mudança para a nova residência, o plano do treinador de futebol para melhorar a sua equipe, a excursão dos nossos sonhos que não pode falhar, a montagem do novo negócio), a implantação de um sistema, o desenvolvimento do projeto de qualidade, o lançamento de um produto, a elaboração de um programa de treinamento, o projeto de uma ação social/terapêutica, etc.

Administrar projetos, ou seja, atingir determinados resultados dentro do prazo, custo e qualidade requeridos, é diferente de se administrar organizações estáveis com base nas estruturas tradicionais. Conclui-se, portanto), o importante papel que exerce aquele que vai administrar um projeto pela função que assume de integrador de esforços e de recursos, devendo associar a sua capacidade administrativa com o ferramental da Administração de Projetos para O) sucesso do empreendimento.

A PRATICA
Os instrumentos disponíveis para que haja um adequado planejamento, programação e controle de projetos permite de uma forma simples e objetiva o seu equacionamento. Na maioria das vezes consiste apenas em somar, subtrair e comparar valores, o que torna possível o seu rápido entendimento e utilização. Isso pode ser atestado pelas várias aplicações desse método e treinamentos que já realizamos, envolvendo profissionais de diferentes níveis de especialidades, como: engenheiros, economistas, administradores, pessoal da área de informática, contadores, professores de diferentes níveis, advogados, assistentes sociais, psicólogos, sociólogos, médicos, estatísticos, marketing, vendas, comunicação, etc.

AS DESCULPAS
O desconhecimento desse ferramental e as desculpas do tipo “Isto é teoria!”, “Planejar, hoje em dia? Nem pensar! Não temos tempo para fazer, quanto mais para planejar!”, “E cadê o tempo para planejar?”, “Na minha empresa tudo é para ontem!”, levam a empresa a perder tempo e dinheiro em refazendo o que se fez de errado, em vez de investir tempo e dinheiro em pensar antes de fazer. Vale lembrar que o próprio Deming, um dos gurus da Qualidade, já dizia que a vida como os negócios devem ser administrados segundo um ciclo onde o Planejar (P-Plan) deve anteceder o Fazer (D-Do). Afinal, se a vida é um projeto, a qualidade dela depende da qualidade de como você a administra.

Há o desconhecimento (ou esquecimento) de que o resultado do planejamento é a AÇÃO. Essa se inicia a partir da identificação das necessidades/expectativas do cliente com o qual assumimos um compromisso de entregar um produto, ou de atingir um objetivo que satisfaça às suas necessidades com qualidade. Isso deverá ser feito de forma adequada, racional e com produtividade, de acordo com o)s recursos disponíveis e as restrições existentes e não de qualquer maneira, na base do “deixa comigo”.

E antes de finalizarmos, a explicação do título deste artigo: Noé se salvou com sua família porque soube administrar a construção da Arca como um projeto. Simples, não é mesmo?

Zigmundo Salomão Cukierman é administrador, engenheiro e diretor da ZSC Consultoria. Autor do livro Planejando o Futuro: O Modelo PERT/CPM Aplicado a Projetos- 7.ª edição. Atua desde 1972 como consultor autônomo de empresas, exercendo durante sete anos cargos executivos em várias organizações. E-mail: zsc@iname.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Conteúdos Relacionados

KPIs inúteis em Vendas

KPIs inúteis em Vendas

Olá campeão! Olá campeã! KPIs inúteis em Vendas Bem-vindo(a) à ...
Leia Mais →
Hakomi e como fazer melhores perguntas em Vendas

Hakomi e como fazer melhores perguntas em Vendas

____________________________________________________________________________ Olá campeão! Olá campeã! Bem-vindo(a) à minha newsletter semanal ...
Leia Mais →
Por que o otimismo sempre vence (em Vendas e na VIDA)

Por que o otimismo sempre vence (em Vendas e na VIDA)

Olá campeão! Olá campeã! Bem-vindo(a) à minha newsletter semanal sobre ...
Leia Mais →