Se você esta pensando em introduzir um novo produto no mercado, ou mesmo alavancar muitas vendas no seu negócio, não desperdice a oportunidade de associá-los aos símbolos Olímpicos
Numa edição em que completa o primeiro centenário da era moderna, os Jogos Olímpicos prometem atrair a atenção de muitos apaixonados por esportes. Eduardo Brandão, da Sports Media, empresa responsável pela concessão de licenças das marcas olímpicas em nível nacional, estima que o evento vai reunir cerca de 88 milhões de espectadores, somente no Brasil.
Faltando menos de cinco meses para as Olimpíadas, que acontecem de 19 de julho a 4 de agosto em Atlanta (EUA), Eduardo Brandão garante que 15 empresas “de grande porte” estão em fase final de negociação para obter as licenças. Utilizada como estratégia de marketing e vendas, quem está no páreo para obter a licença guarda o segredo a sete chaves, esperando o momento oportuno para divulga-lo.
É o caso da Brahma, patrocinadora oficial do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e de toda a equipe olímpica. Nos EUA, empresas como a Kodak Co., a IBM Corp., a Coca-Cola Co. e Xerox Corp., já assinaram com o Comitê Olímpico Internacional e são os patrocinadores globais das Olimpíadas.
Brandão, agente de marketing oficial do Comitê Olímpico Brasileiro, que detém o direito de licenciamento das marcas olímpicas no Brasil concedido pela ACOG (Atlanta Comittee For the Games), vê inúmeras vantagens em tornar-se associado aos Jogos de Atlanta. Cita o fato de demonstrar para seu público-alvo que você não se preocupa só em vender, mas também em estar associado aos ideais olímpicos de superação de limites, companheirismo, determinação, ética, dignidade e solidariedade.
Outro ponto positivo, de acordo com Brandão, é que os símbolos podem ser utilizados facilmente em qualquer produto e instituição, por possuírem assimilação instantânea entre os mais variados tipos de público.
Ressalta que o uso dos símbolos olímpicos este ano conta com a proteção da legislação, que garante a legitimidade aos detentores – os que possuem contrato de licenciamento – e evita a pirataria. Lembra ainda que todas as marcas e direitos autorais estão registrados em nome de Atlanta Comitê For The Olympic Games Inc., sob a proteção do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).
Tipos de licença
Para esclarecê-lo um pouco mais sobre como obter a licença dos símbolos olímpicos, Eduardo explica que existem dois tipos de licenciamento: o de produto e de promoção. Em ambos os casos, a empresa que obtiver a licença deverá pagar royalties sobre as vendas obtidas. O cálculo de base dos royalties, que é um valor percentual, dependerá do tipo de produto e das unidades vendidas, ou seja, a empresa paga os royalties sobre os produtos que realmente tiveram saída.
“Cada caso é estudado à parte e são levadas em conta as peculiaridades do produto e da empresa”, revelou Brandão. Disse ainda que antes de conceder a licença, o produto que utilizará a marca olímpica é submetido a uma avaliação, que levará em conta o aspecto, a qualidade (acabamento) e durabilidade.
Ele adverte que, uma vez concedida a licença promocional, a empresa se restringe a utilizar os símbolos olímpicos na promoção, não dando-lhe direitos de associar determinado produto à marca oficial dos Jogos Olímpicos.
Nos EUA, diversos fabricantes de produtos como camisetas, bolsas escolares, bonés, chaveiros, copos, roupa de cama infantil (lençol, fronha etc.) e até gravatas estão ganhando dinheiro com os temas olímpicos. Se você quiser maiores informações, ligue para Eduardo Brandão, da Sports Media, no telefone (021) 221-5353.
As olimpíadas terão mais de 88 milhões de espectadores somente no Brasil


