Quando se fala em competitividade logo se imagina vantagens competitivas sob a ótica do mercado, envolvendo preço e qualidade dos produtos ou serviços com os quais a empresa trabalha. Sonho impossível, ou são as novas leis do mercado?
Quando se fala em competitividade logo se imagina vantagens competitivas sob a ótica do mercado, envolvendo preço e qualidade dos produtos ou serviços com os quais a empresa trabalha.
Quando se fala em competitividade logo se imagina vantagens competitivas sob a ótica do mercado, envolvendo preço e qualidade dos produtos ou serviços com os quais a empresa trabalha. Nos limitamos a avaliar os fatores externos apenas e esquecemos de considerar que muitas vezes o maior concorrente está dentro de casa mesmo. *Conscientes ou não, dormimos com o inimigo.
Invertendo essa linha tradicional de pensamento, muitas empresas estão desenvolvendo projetos avançados para domar o inimigo oculto que se esconde atrás das gorduras, facilidades e dos conceitos antigos de gestão que consideravam o estoque como um dos melhores investimentos do mundo. Até armazém geral guarda produto que não é dele, está ali prestando serviço.
A riqueza e a eficiência de uma atividade consistem em maximizar recursos e girar mercadorias com agilidade e precisão. Entesourar insumos e produtos não é gerir um negócio, mas nivelar tudo ao ritmo de um museu. Tudo o que não for rápido, preciso, simples, surpreendente e a custo competitivo, o cliente troca por outro fornecedor capaz de cumprir esses artigos e parágrafos das novas leis do mercado. Em economia empresarial não há meio termo.
Nada está tão fora de moda do que comprar para depois produzir ou vender. A essência da produtividade está em ajustar tudo exatamente na proporção da demanda. Somente produzir ou comprar o que estiver previamente vendido, eis o segredo de tudo. Produtividade total, do contrário não haverá resultados eficazes. E se você não adotar isso como padrão, por certo seus concorrentes sairão na frente. Eis aí você com as sobras do mercado sendo guiado pelas circunstâncias. Não leva, deixa-se levar.
Aquela poltrona ou estante que as pessoas estão movimentando na operação logística, ou lá no processo fabril que antes tinha todo o tempo do mundo porque arrastava-se de estoque para estoque, hoje precisa fluir tudo em tempo real porque o fluxo acontece diretamente da fonte produtora para a ponta do consumo. Da fábrica para a sala do consumidor, sem tempo de espera e sem estoque mofando onde quer que seja, se fábrica, distribuidor, operador logístico, loja ou montagem.
As empresas são células do mesmo organismo e precisam ser administradas sob novos conceitos. Sair do isolacionismo confortável e adotar o conceito global de cadeia produtiva, desde o fornecedor de matéria-prima, degrau por degrau, até chegar à casa ou à mesa do consumidor. Não basta um único elo dessa corrente ser eficaz. O elo mais fraco fragiliza os demais, inviabiliza a melhoria de processos e toda a cadeia perde produtividade. Perde competitividade, perde clientes e perde o rumo. Causação circular cumulativa, o chamado círculo vicioso.
Para evitar isso, a empresa inteira precisa se reinventar e agir como uma unidade produtiva capaz de gerar resultados através da sua inteligência operacional. Integrar a linha de produção com o fluxo de demanda, Just in Time, como fazem os japoneses há muito tempo. Implantar um sistema de gestão que permita otimizar e agilizar todo o processo de produção. Trabalhar sob demanda e integrar fábrica com fornecedores e clientes. Sistemas de gestão, dados, informações confiáveis e uma equipe preparada para vencer os grandes desafios do processo global estoque zero:
- Eliminar as sobras de estoque;
- Corrigir os gargalos de tempo;
- Reduzir horas de trabalho;
- Economia de tempo e recursos;
- Ajustar a logística de transporte;
- Adequação do lay-out;
- Conscientização das pessoas sobre a importância do grande objetivo estoque zero;
- Se indignar com qualquer estoque em excesso. Se indignar com toda a espécie de quebra e desperdícios.