GESTORES E LÍDERES

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Desde muito cedo eu trabalho, sempre em grandes empresas. Lembro-me do meu primeiro emprego, há 20 anos, como office-boy: era um grande laboratório farmacêutico, uma multinacional. Possuía clima muito descontraído entre os níveis operacionais, uns auxiliando os outros com extrema camaradagem.

Esse mesmo ambiente não se estendia entre as hierarquias superiores. Nossos “chefes” pouco se comunicavam. Em quatro anos de trabalho neste local, fui promovido duas vezes sem bem ao certo saber o porquê de ser escolhido entre outros pares com mais tempo de casa. Para terem uma idéia, meu gerente, quando precisava de meus prendados serviços, tocava uma pequena campanhia, parecida com as antigas campanhias de balcão de hotel. Para me chamar, bastava apenas um toque. Pelo número de toques identificávamos quem estava sendo solicitado. Quando chegava à sua mesa, distante dois metros e meio da minha (sim, sentava-me ao seu lado), já estava pronto o bilhetinho com a tarefa a ser cumprida. Isso mesmo, um bilhetinho para delegar uma tarefa. Vale ressaltar que meu gerente não era um mudo. E nas outras áreas não era muito diferente, o bate-papo com os subordinados dependia da boa vontade do superior.

Muitas coisas mudaram em 20 anos. A Internet, a globalização, a abertura dos mercados, mas a maior transformação aconteceu na forma como as pessoas se relacionam. Hoje os relacionamentos são mais abertos, mais claros, a comunicação passa a ser cobrada por líderes e liderados. Nesta comunicação fica clara a preocupação com o “como” falar, com a “forma”, com o sentimento causado pela mensagem emitida. E é uma preocupação pertinente.

Os meus gestores do passado sempre demonstraram uma política de produzir cada vez mais às custas do poder de coação, pois reproduziam e cumpriam o que lhes era transmitido e determinado. Isso não funciona mais. Os novos tempos produziram um ser humano repleto de informações e com necessidade de adaptar-se rapidamente a novos sistemas, o que gera tensão. Quando sob intensa pressão, esse ser passa a produzir resultados não tão confiáveis quanto poderia alcançar. As empresas passam a atuar em redes, interligando sistemas e mercados, as decisões passam a ter pesos cada vez maiores, as organizações precisam de pessoas cada vez mais conectadas com seus negócios.

Com tudo isso, o gestor atual passou a ser um parceiro, um colaborador da empresa, auxiliando-a a traçar os seus objetivos e tendo como sua responsabilidade o cumprimento destes através de sua área ou departamento, que também possuem seus objetivos próprios. Para que consiga atingir esses objetivos, esse gestor também precisa de outras pessoas, precisa de um time que o auxilie a continuar o crescimento da empresa. A melhor forma de conseguir seu intento é realizando parcerias com elas, tornando-as verdadeiros colaboradores, desenvolvendo sentimentos produtivos, fazendo-as sentirem-se responsáveis pelo sucesso da empresa.

A verdade é que o ser humano necessita se sentir útil, saber que seu trabalho agrega valores. Esses sentimentos somente serão embutidos através de boa comunicação, verbal e não-verbal. Colocar-se no lugar das pessoas e perceber “como” pode dirigir-se a elas e conquistar a confiança necessária. É preciso ter congruência entre palavras e gestos, olhar nos olhos com sentimentos verdadeiros.

Assim, mais do que nunca, são necessários gestores preparados para lidar com pessoas, compreendendo que o contato entre líder e liderado não pode ser baseado em ordens, mas no desejo de estarem juntos na mesma trilha, conquistando dentro de cada colaborador a vontade real de lutar por um objetivo comum

Para saber mais: Liderança na Empresa, de Mandred F. R. Kets de Vries – Editora Atlas.

Procure no site www.vendamais.com.br mais informações sobre esse tema: PALAVRAS-CHAVE Gestão de pessoas, treinamento, liderança.

Paulo Egidio Artuzo é gerente de treinamento da In-Pacto Consultoria. Fone: (0**11) 223-2349/3337-2539. E-mail: in-pacto@in-pacto.com

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