Kobe Bryant, Bernardinho, Diego Simeone, Fabi e Richard Williams mostram que talento pode até ganhar jogo, mas que liderança forte, dedicação, vontade de vencer, estratégia e execução é que fazem os verdadeiros campeões. Aprenda com eles!
Com os primeiros jogos olímpicos a serem realizados no Brasil se aproximando, a VendaMais resolveu aproveitar o clima esportivo que toma conta do país para contar a história de cinco grandes líderes de diferentes esportes que servem como motivação e influência para os gestores e líderes de vendas.
Como você vai observar, esses personagens mostram que existem diferentes formas de se tornar o melhor ou um dos melhores no seu ramo. Fatores como dedicação, disciplina, paixão e planejamento são apenas alguns dos ingredientes das receitas de sucesso desses líderes, e podem, se você quiser,fazer parte das suas estratégias. Mas independentemente de você seguir o mesmo caminho deles ou não, suas histórias com certeza deixarão lhe excelentes lições.
KOBE BRYANT
“Eu não consigo me relacionar com pessoas preguiçosas. Nós não falamos a mesma língua. Eu não as entendo e nem quero entendê-las.”
Principais realizações: Para muitos fãs e especialistas, Kobe Bryant é o maior jogador de basquete da “era pós-Jordan”. Foram vinte temporadas na mais disputada e famosa liga do esporte no mundo, a NBA, todas elas defendendo a mesma equipe – o Los Angeles Lakers. Com o time californiano, Kobe conquistou cinco títulos, tornou-se o terceiro maior cestinha da história da NBA – ultrapassando Michael Jordan – e foi apontado por Magic Johnson, ídolo e grande ícone dos Lakers da década de 1980, como o maior “Laker” de todos os tempos.
Como se não bastassem os impressionantes feitos pelos Lakers, Kobe também venceu duas Olimpíadas com a seleção norte-americana de basquete (2008, em Pequim, e 2012, em Londres).
No dia 13 de abril deste ano, Kobe Bryant fez a sua última partida como atleta profissional. Após décadas de dedicação excessiva, a aposentadoria era necessária. Aos 37 anos, seu corpo não conseguia mais suportar a intensidade de uma temporada da NBA. Mas como não podia ser diferente, em seu ato final, Kobe proporcionou àqueles que estavam presentes no Staples Center ou assistindo ao jogo ao redor do mundo um verdadeiro final digno dos roteiros de Hollywood. O astro marcou incríveis sessenta pontos na vitória dos Lakers sobre o Utah Jazz, deixando, em definitivo, seu nome na história do esporte.
Destaques de liderança
Dedicação e “fator exemplo”: Desde que entrou na NBA, aos 17 anos, Kobe ficou conhecido por sua dedicação intensa nos treinamentos e na preparação física. Quanto maior seu reconhecimento ao redor do mundo e quanto mais metas alcançava, maior era a sua dedicação e a intensidade no dia a dia. Esse comportamento era visto como uma inspiração para os colegas de equipe. Afinal, quando o líder e principal jogador do time é o mais dedicado e intenso nos treinamentos, os demais atletas também adotam essa postura. Até porque Kobe, pessoalmente, exigia isso de seus companheiros.
BERNARDINHO
“É importante ter metas, mas também é fundamental planejar cuidadosamente cada passo para atingi-las.”
Principais realizações: Bernardinho é, indiscutivelmente, um dos técnicos mais vencedores na história do esporte mundial. Desde que assumiu o comando da seleção masculina de vôlei, em 2001, o voleibol brasileiro nunca mais foi o mesmo. De lá para cá, foram oito títulos da Liga Mundial, três Campeonatos Mundiais, duas Copas do Mundo, duas medalhas de prata em Jogos Olímpicos (Pequim, 2008, e Londres, 2012) e a conquista mais importante de todas: o ouro nas Olimpíadas de Atenas (2004).
Seu sucesso, seu trabalho e seu foco, porém, não se concentram “apenas” na seleção masculina. Bernardinho é, também, treinador do time feminino do Rio de Janeiro. Nos últimos 18 anos, ele conduziu a equipe a 11 títulos da Superliga Brasileira de Voleibol. E antes de ser contratado para ser o técnico da seleção masculina, era técnico da seleção feminina nacional, com quem foi tricampeão do Grand Prix de Voleibol e tricampeão do Sul-Americano. Sob seu comando, o vôlei feminino brasileiro também conquistou duas medalhas de bronze em Jogos Olímpicos – em Atlanta e em Sidney (1996 e 2000, respectivamente). Esse currículo faz de Bernardinho o técnico mais vitorioso do esporte brasileiro e também uma referência em liderança, motivação e gestão de equipe.
Destaques de liderança
Perfeccionismo: Quem já assistiu a um jogo de uma equipe comandada por Bernardinho pode ter se impressionado ou até se assustado com as reações explosivas do treinador na lateral da quadra. Essas reações – que não mudam, independentemente do resultado da partida – têm uma explicação: Bernardinho é perfeccionista. Não importa se seu time está ganhando por uma grande vantagem ou se está atrás no placar, ele está sempre gritando e reclamando, em todos os pontos! E essa obsessão por estar sempre melhorando é que o motiva e o que o torna tão bem-sucedido no que faz – e, consequentemente, traz resultados positivos aos seus jogadores também. Bernardinho tem uma capacidade de extrair o melhor de seus atletas que poucos treinadores no mundo têm.
Disciplina: Outro grande mérito de Bernardinho é fazer com que os atletas entendam que somente com disciplina é possível atingir os objetivos traçados. Eles sabem que Bernardinho é o líder e que, respeitando e acreditando no trabalho dele, os resultados virão. Às vezes, as cobranças podem parecer duras, mas é sempre pensando no bem da equipe como um todo. Quem não souber trabalhar em conjunto e com disciplina dificilmente atingirá o sucesso.
DIEGO SIMEONE
“Com humildade e trabalho duro, você sempre será um campeão.”
Principais realizações: Até pouco tempo atrás, existia uma máxima que dizia: “No campeonato espanhol, só existem dois times.” E ela fazia total sentido, tamanho era o domínio técnico e financeiro que Barcelona e Real Madrid tinham sobre as outras equipes da La Liga, como é conhecido o campeonato espanhol de futebol. Porém, quando Diego Simeone assumiu o comando do Atlético de Madrid, em 2011, essa polarização acabou. O futebol espanhol – e até o europeu, por que não? – passou a ter mais uma potência dentro das quatro linhas: o Atlético de Simeone.
De lá para cá, o Atlético foi campeão da Liga Europa na temporada 2011/2012; da Supercopa da Uefa, em 2012; da Supercopa da Espanha, em 2014; da Copa do Rei, na temporada 2012/2013 (vencendo, aliás, o Real Madrid na final – e dentro do estádio do rival); e o que muitos achavam impossível antes de Simone chegar: abocanhou o campeonato espanhol na temporada 2013/2014, título que o clube não vencia desde 1996, quando o próprio Simeone era um dos destaques da equipe como jogador.
Enquanto atleta, Diego Pablo Simeone sempre foi conhecido pelo seu jeito duro e até apontado por alguns adversários como desleal na sua forma de jogar. Essa rigidez, contudo, devia-se ao fato de Simeone ser um completo apaixonado pelo esporte. Assim, dava tudo de si nas partidas, o que, às vezes, irritava algumas pessoas. Isso não mudou depois que ele se tornou treinador. Simeone manteve essa entrega, e esse é um dos fatores que explicam como o Atlético se tornou uma das melhores equipes nos últimos anos, competindo com outros times com um poder financeiro muito superior.
Destaques de liderança
Relacionamento: Um dos grandes méritos de Simeone é fazer do vestiário do clube um verdadeiro ambiente familiar. Ele tem a capacidade de envolver os jogadores e, a partir do relacionamento intenso e verdadeiro construído, consegue transmitir mais facilmente suas ideias de jogo. E como seus atletas confiam muito nele, acreditam plenamente em suas convicções. O resultado disso acaba sendo mostrado dentro de campo.
Paixão: A paixão pelo que se faz é um dos principais ingredientes da receita de sucesso de profissionais das mais diversas áreas. E isso Simeone tem de sobra. Muitos podem dizer que o futebol apresentado pelo Atlético de Madrid não é o mais bonito de se ver, mas o que não se pode dizer é que é um futebol “sem paixão”, sem amor pela bola e pela vitória.
FABIANA ALVIM DE OLIVEIRA, A “FABI”
“O sucesso vem através do seu esforço. Quanto mais você lutar, mais alto chegará!”
Principais realizações: Quando a seleção feminina de vôlei brasileira foi derrotada pela Rússia nas semifinais dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, muitas pessoas não acreditavam que um dia as nossas meninas conseguiriam ser campeãs olímpicas – afinal, o histórico de chegar perto do ouro e falhar na reta final estava impregnado no voleibol feminino brasileiro. E a derrota em 2004, quando o Brasil perdeu cinco match points e, consequentemente, a chance de disputar uma final olímpica pela primeira vez, aumentou ainda mais a desconfiança por parte de críticos e da torcida.
Em Pequim, quatro anos depois, entretanto, tudo mudou. O Brasil foi campeão olímpico no voleibol feminino pela primeira vez! Contando com uma equipe muito unida, que lutou com todas as forças para conseguir reverter essa imagem de “amarelonas”, o voleibol feminino brasileiro finalmente chegou ao topo do pódio. Várias jogadoras se destacaram naquelas Olimpíadas, mas uma assumiu um papel de liderança fundamental na conquista do ouro: a líbero Fabi.
Quem acompanhou a seleção feminina nos últimos anos pôde perceber que Fabi era a jogadora que mais comemorava os pontos vencidos e era, também, a que mais incentivava as colegas após os pontos perdidos. Com Fabi como a principal líder e jogadora defensiva, o Brasil foi bicampeão olímpico em Londres, em 2012, vingando-se da Rússia nas quartas-de-final numa partida épica. Finalmente a seleção feminina calou os críticos e ganhou a confiança e o carinho de toda a torcida brasileira. E Fabi, definitivamente, teve um papel fundamental nessa mudança.
Destaque de liderança
Personalidade: Fabi é o tipo de jogadora que chama a responsabilidade para si. No vôlei, o líbero não pode ser o capitão, mas isso não impediu Fabi de liderar um grupo que foi altamente vencedor. Nos momentos ruins, era ela quem fazia questão de aparecer para dar entrevistas. Assim, acabava protegendo as jogadoras mais jovens e que não sabiam lidar muito bem com a pressão.
Preocupação com a sucessão: Fabi anunciou sua saída da seleção brasileira de vôlei em 2014, aos 34 anos, depois de passar 13 anos como peça importante do time. Porém, a sucessão já era uma preocupação para a líbero desde 2009, quando ela começou a preparar Camila Brait para ocupar seu lugar. Desde então, as duas trabalharam juntas para garantir que Camila estaria preparada quando sua hora de assumir a posição chegasse.
RICHARD WILLIAMS
“O que você colocar na cabeça de seus filhos que eles são, eles serão. Se você disser que eles são os melhores, eles irão acreditar. E serão os melhores.”
Principais realizações: Richard Williams é o pai das tenistas Serena e Venus Williams, duas das principais – e melhores – atletas da modalidade. O sucesso e o domínio das irmãs nos torneios de tênis nas duas últimas décadas é algo bem conhecido do público geral. O que muitos não sabem, porém, é que o sucesso das duas não aconteceu ao acaso. Tudo foi planejado pelo pai delas…
Antes mesmo de as irmãs nascerem, Williams já tinha decidido qual seria o futuro das filhas: elas se tornariam grandes campeãs do tênis mundial. A ideia surgiu enquanto Williams assistia uma partida de tênis com sua mulher. Ao ver a premiação do torneio, ele resolveu que ele e a esposa teriam duas filhas e que ele mesmo ensinaria o esporte às meninas! O mais curioso é que, na época, Williams não sabia jogar tênis, mas, depois de ter a ideia de tornar as filhas campeãs, passou a ter aulas para aprender mais sobre o esporte.
Outra atitude tomada por Williams antes do nascimento das futuras campeãs foi elaborar um plano de 78 páginas sobre o que as meninas deveriam fazer assim que tivessem idade suficiente para começar a treinar.
Venus, a mais velha, nasceu no dia 17 de junho de 1980. Serena veio não muito tempo depois, no dia 26 de setembro de 1981. Quando Venus tinha quatro anos, começou a praticar com seu pai. Serena se juntou aos treinamentos um ano depois. Quando as duas ainda estavam em fase de crescimento, Williams decidiu que a família devia trocar a cidade de Saginaw, no estado do Michigan (EUA), onde tinham uma vida tranquila, por Compton, na Califórnia, uma das cidades mais violentas do Estados Unidos. Com essa mudança, ele esperava que tanto Venus como Serena adquirissem força mental e um espírito de competitividade, fatores indispensáveis para ter sucesso no tênis. O resto é história.
Atualmente, combinadas, Venus e Serena possuem trinta títulos individuais nos torneios de Grand Slam (a combinação dos quatro maiores campeonatos do esporte). Serena possui 21 e Venus, nove. A premiação conquistada pelas duas ultrapassa a marca de US$ 100 milhões. E ambas chegaram a ser número um do mundo. A caçula, Serena, ainda se mantém na ponta do ranking – posto que ocupa, por sinal, há mais de três anos – e é apontada por muitos como uma das melhores – se não a melhor – tenista de todos os tempos.
Destaques de liderança
Planejamento: O sucesso de Serena e Venus está ligado diretamente ao plano que Richard Williams elaborou antes mesmo de elas nascerem. Com um planejamento bem-estruturado e definido, ele deu todo o suporte necessário e conduziu as filhas ao topo do esporte.
Persistência: Vindo de uma infância pobre e sem ter o pai por perto, Richard Williams lutou muito para oferecer as condições ideais e necessárias para as filhas se tornarem grandes atletas e – o mais importante – grandes pessoas. Ele sabia que, eventualmente, Venus e Serena poderiam não ser atletas de elite, mas, confiando em seu plano, jamais desistiu de buscar esse sonho.
Boas histórias e exemplos, não é mesmo? Lembre-se delas enquanto estiver assistindo aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e aproveite para procurar outras inspirações vindas das quadras, das áreas de treinadores, do esporte! Líderes esportivos sempre têm muito a nos ensinar!