Não. Poder é ação, é o ato de usar a informação em busca de um resultado. Recentemente, li um artigo de uma revista americana que tratava basicamente sobre a Internet e o livre direito de expressão (coisa que a Embratel vem sistematicamente nos negando, ao privilegiar uma minoria).
Uma das coisas interessantes defendidas pelo autor do artigo é que, com a evolução das telecomunicações, começaram a surgir “castas” de profissionais que sabem aproveitar ao máximo os últimos avanços tecnológicos, geralmente em proveito próprio ou de suas empresas, mas que acabam beneficiando o mercado como um todo quando há concorrência.
E que é uma tremenda bobagem tentar “domá-los”: eles simplesmente vão para onde seu talento possa ser melhor aproveitado.
Outro artigo, desta vez no “The Economist”, tratava do mesmo assunto (ou quase), mas de um ângulo completamente diferente: nele, um professor inglês tenta explicar o porquê do fracasso e do atraso na América Latina, se temos tantas riquezas e recursos, clima ótimo e poucas desgraças naturais, como terremotos, furacões ou vulcões.
A resposta encontrada? A culpa é da elite que, ao invés de dividir seus recursos entre as camadas mais pobres e fazer uma distribuição de renda e cultura que propicie uma ampla economia de mercado, prefere explorá-la ao máximo. Assim, cria-se uma concentração de renda absurda e, principalmente, a sensação (ilusória) da elite de que ela vai muito bem, pois compara-se com todos os miseráveis que estão ao seu redor. (Um alienígena que leia Exame, por exemplo, acha que estamos no país mais desenvolvido do mundo e que aqui todo mundo tem uma BMW).
Por exemplo, qualquer um com 1 milhão de dólares é um “milionário” no Brasil. Já nos EUA, esta quantia é irrisória – não porque seja pouco dinheiro ou porque tudo lá seja mais caro, mas porque lá existem literalmente milhares de milionários. Só para citar um exemplo, mais de 1000 funcionários da Microsoft USA já ganharam mais de US$ 1.000.000, sendo que o total de funcionários é de aproximadamente 3400.
É claro que a Microsoft só pode crescer: todos os “cobras” querem trabalhar lá!
Veja que a questão é puramente cultural: lá até as empresas aceitam a “distribuição de renda” e a praticam violentamente, distribuindo ações da própria empresa e bônus por produtividade. Aqui, um deputado tem que fazer um projeto de lei para que o mesmo aconteça (e é claro que nunca vai ser a mesma coisa).
É lógico que nem todas as empresas são assim. Nós, que trabalhamos com Vendas, sabemos há muito tempo as vantagens do comissionamento – mas, infelizmente, não estamos acompanhando a evolução do mercado, principalmente na área da tecnologia.
As empresas (e até mesmo países) que vão prosperar no século que vem serão as que conseguirem formar as melhores equipes de “knowledge workers”, ou seja, trabalhadores do conhecimento.
São profissionais altamente capacitados, criativos, inquietos e ambiciosos. Para conseguir atrai-los, sua empresa terá que:
1º) dar-lhes maior liberdade de ação;
2º) oferecer recursos para implementar projetos a curto, médio e longo prazos;
3º) oferecer remuneração compatível, baseada no conceito de “performance”.
É basicamente uma reforma conceitual na maneira de pensar, pois a maioria das empresas brasileiras hoje em dia ainda têm uma visão (e relações) paternalistas com seus funcionários – com todo o atraso que isto representa.
O franchising já está aí, por exemplo, para mostrar que o espírito empreendedor pode ser canalizado de maneira coletiva e organizada. Já estão surgindo as primeiras “home offices”, escritórios onde o sujeito trabalha em sua casa, e não na empresa. A Amway, com seu Network Marketing, está faturando milhões de dólares e revolucionando o setor.
O mercado está mudando, e quem ficar parado vai virar a mulher do padre.
P.S.: Acompanhando as mais recentes tendências dos “Knowledge Workers”, a Editora Quantum está lançando seu mais novo produto: o Clipping do Centro de Informações de Técnicas de Venda. A função do clipping é literalmente funcionar como um radar, monitorando o mercado de Vendas & Marketing, para descobrir o que está sendo feito nestas áreas, tanto no Brasil quanto no mundo.
Mais de 40 publicações estão sendo monitoradas. As informações que interessam são extraídas, compiladas e entregues quinzenalmente aos assinantes do clipping. É uma ótima maneira de acompanhar promoções, lançamentos, atividades da concorrência, vídeos, cursos palestras, livros, etc. O preço é de apenas R$ 180 (1 ano, 2 vezes por mês) e, como sempre, você tem a nossa garantia de satisfação ou seu dinheiro de volta.
Fizemos o pré-lançamento para 300 empresas no começo de Março e o resultado foi fantástico. Em breve, estaremos mandando para todos uma mala-direta sobre o assunto mas, se você quiser ir se adiantando , basta ligar para (041) 336-1613 ou passar um fax (041) 336-2883 para Júlio, nosso Gerente do Centro de Informações.


