LIDERANÇA ASSERTIVA – Como clareza de comunicação transforma times e resultados

LIDERANÇA ASSERTIVA

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Assertividade não é a coisa que você pensa que é.

Não é voz forte. Não é autoridade natural. Não é traço de personalidade que alguns nascem com e outros não.

Assertividade é a capacidade de dizer o que precisa ser dito, no momento certo, assumindo a responsabilidade pelo impacto. É comportamento. É treinável. E a maior parte dos líderes que falta com ela não sabe, porque a falta se disfarça de gentileza.

“A coisa mais importante na comunicação é ouvir o que não está sendo dito.”— Peter Drucker, pai da gestão moderna

Por que isso importa mais do que parece

Liderança é tomada de decisão em público. Quando um líder não consegue se posicionar com clareza, o que acontece não é silêncio — é ruído. O time preenche as lacunas com suposições, com política, com ansiedade.

69%
dos gerentes não se sentem confortáveis ao comunicar seus funcionários
em geral (HBR Study)
29%
dos funcionários dizem que falta comunicação clara dos líderes
(Gallup, 2025)

Aqui está a parte que a maioria não percebe: um líder “simpático” que evita confronto não está sendo gentil. Está sendo custoso. Cada conversa adiada, cada feedback vago, cada decisão não tomada tem um preço real — só que quem paga não é o líder. É o time.

$26.000
Custo médio por funcionário por ano
em perdas de produtividade causadas por comunicação ineficaz (SIS International Research)

Um líder agressivo gera medo. Um líder passivo gera confusão. Um líder assertivo gera direção. Times não precisam de chefes que agradem. Precisam de chefes que sejam previsíveis no critério e claros na comunicação.

“O vazio criado pela falha em comunicar logo é preenchido com veneno, besteira e desinformação.”— Ken Blanchard, The One Minute Manager

Como a falta de assertividade se esconde

Não aparece como fraqueza óbvia. Aparece disfarçada de boas intenções:

→  Reuniões que não fecham nada — porque ninguém quer ser o primeiro a decidir.

→  Feedbacks genéricos — porque dizer a verdade exige coragem que não foi desenvolvida.

→  Discurso que muda conforme o interlocutor — porque manter posição com pessoas diferentes é desconfortável.

→  Medo de confronto disfarçado de empatia — essa é a mais perigosa, porque parece virtude.

→  Decisões adiadas até virarem crise — porque decidir errado parece pior que não decidir.

31%
dos funcionários citam “expectativas pouco claras” como a fonte #1 de estresse no trabalho
(ComPsych, 2.000+ respondentes)
44%
das empresas relatam projetos adiados ou fracassados por comunicação precária
(Economist Intelligence Unit)

A questão não é se você tem um líder assertivo na equipe. A questão é: qual é o custo, em tempo e energia, da ausência dele?

“Três coisas acontecem naturalmente em organizações: atrito, confusão e subdesempenho. Todo o resto exige liderança.”— Peter Drucker

Como reconhecer quem já lida com isso

Um líder assertivo não é um líder duro. É um líder que sabe onde parar e onde ir. Os sinais são concretos:

→  Define expectativas sem rodeios, mas sem crueldade.

→  Dá feedback olhando nos olhos — sem rodeios emocionais, sem sarcasmo.

→  Sabe dizer “não” sem se explicar demais.

→  Sustenta decisões mesmo quando desagradam.

→  Não terceiriza recados difíceis para outro gestor ou para um email.

→  Cobra comportamento específico. Nunca ataca caráter.

Lembre-se: assertividade não é sobre ser mais difícil de lidar. É sobre ser mais útil.
“A chave da liderança bem-sucedida de hoje é influência, não autoridade.”— Ken Blanchard

7 mudanças práticas que funcionam no dia a dia

Assertividade não é traço de personalidade. É comportamento treinável. Aqui vão ações que funcionam na prática:

1. Troque opinião vaga por critério explícito

“Acho que não ficou bom” não dá direção. “O critério aqui é prazo e margem — isso não atende nenhum dos dois” dá. Critério claro = decisão clara.

2. Use frases declarativas, não interrogativas

“Vamos mudar o processo a partir de amanhã” comunica decisão. “Será que a gente não deveria pensar em mudar?” comunica dúvida. A diferença é uma frase. O impacto é enorme.

3. Prepare conversas difíceis antes de tê-las

Um papel. Três pontos: fato observado, impacto gerado, comportamento esperado. Não precisa ser elaborado. Precisa ser feito.

4. Separe pessoa de comportamento — sempre

“Esse atraso é inaceitável” corrige. “Você é desorganizado” machuca. Um cria caminho para mudança. O outro só fecha portas.

5. Corte explicações defensivas

Quanto mais você se justifica, menos autoridade transmite. Uma decisão clara precisa de motivo — não de desculpa.

6. Toda conversa termina com próximo passo definido

Quem faz o quê, até quando, com qual padrão de entrega. Assertividade morre quando a conversa termina “em aberto”.

7. Aprenda a dizer não de forma completa

“Não faz sentido agora, pelos motivos X e Y. Se o cenário mudar, revisamos.” Firme. Respeitoso. Encerrado. Sem culpa.

“Um dos maiores obstáculos ao alto desempenho nas organizações são expectativas e prestação de contas pouco claras.”— Ken Blanchard, Leadership and the One Minute Manager

O que os dados dizem

A relação entre clareza de liderança e resultados não é teórica. Os números são difíceis de ignorar:

21%
a mais lucratividade em times com engajamento alto
(Gallup — comparação entre quartis superior e inferior)
$438 bi
perdidos globalmente em 2024 por desengajamento
(Gallup, State of the Global Workplace 2025)
59%
menos rotatividade em times engajados
(organizações de alta rotatividade, Gallup)
30%
a mais de produtividade com expectativas claras
(estudos de desempenho organizacional)

Jim Harter, cientista-chefe do Gallup para gestão e bem-estar no trabalho, sintetiza bem: clareza de expectativas é a parte mais fundamental do engajamento. Não é sobre felicidade. É sobre saber o que é esperado de você e poder entregar.

O que muda quando isso entra na prática

Assertividade não é sobre ser mais difícil de lidar. É sobre ser mais útil.

Quando ela cresce, os efeitos são visíveis: menos retrabalho, menos política interna, mais foco, mais execução. E um tipo de respeito que não vem de medo nem de carisma — vem de clareza e consistência.

O líder que domina isso não conquista admiração porque é intimidador. Conquista porque as pessoas ao redor sabem exatamente onde estão, onde precisam estar e como chegar lá.

Isso não é liderança performática. É liderança que funciona.

“Liderança eficaz não é sobre fazer discursos ou ser querido. Liderança é definida por resultados, não por atributos.”— Peter Drucker

Abraços assertivos, $uce$$o, boa $emana e boa$ venda$,

Raul Candeloro

Diretor

www.vendamais.com.br

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─── Fontes e referências

• Gallup — State of the Global Workplace 2025; Employee Engagement Reports (2024–2025)

• Harvard Business Publishing — Leadership Reframed for the Workplace of the Future

• SIS International Research — Productivity Losses from Communication Barriers

• Economist Intelligence Unit — Communication and Project Delivery Study

• ComPsych — Workplace Stress Survey (2.000+ respondentes)

• Peter Drucker — The Effective Executive; Management: Tasks, Responsibilities, Practices

• Ken Blanchard — The One Minute Manager; Leadership and the One Minute Manager

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