O botão ?DESISTIR?

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Quando apertar o botão desistir?

“Não desistimos das metas e objetivos por falta de vontade de prosseguir, mas sim por hábito de apertarmos o botão “desistir” ao primeiro sinal de dificuldade”. É o que dizem os escritores Steve Chandler e Scott Richardson, no livro Motivando para o sucesso.

Os autores defendem que, aos poucos, conforme vamos descobrindo que é possível apertar esse botão, damos início ao hábito de desistir. A ideia é simples. Você começa apertando esse botão em situações bastante perigosas. Mas, com o passar do tempo, começamos a apertá-los em situações de menor dificuldade e, por fim, apertamos-o diante de singelos problemas.

Perceba que muitos de nós agimos realmente dessa forma. Começamos desistindo de grandes projetos, sonhos, objetivos, pelas intempéries que se apresentam. Rapidamente, damos início à desistência de projetos médios, até que nos consagramos verdadeiros fracassados e desistimos diante de quaisquer dificuldades.

Há muita verdade no que os autores exploram. Penso que existem momentos em que devemos desistir, mas desde que reconheçamos que estamos no caminho incorreto e, logo depois, iniciemos novamente por outro caminho. Logo, a questão não é apertar o botão de desistir, mas sim o que será feito depois disso.

É comum uma pessoa por volta dos quinze, dezesseis anos desejar ser, por exemplo, médico. Mas, por volta dos vinte, muda de ideia e seu sonho passa a de ser chef de cozinha. Ela aperta o botão “desistir de ser médico”, porém, logo aperta outro botão, o “buscar ser chef”.

A questão então é: há o desejo de ser médico, mas, pelas dificuldades encontradas, não se continua na busca pela realização desse objetivo. Estanca-se o desejo, o sonho, pelo medo de não conquistar e, infelizmente, em muitos casos, as pessoas já estão certas de que não conseguirão, assassinando seus anseios.

O maior problema não é estancar grandes projetos. De fato, muitos sonhos, objetivos são superestimados e quase inalcançáveis. Às vezes, o processo para sua conquista tem um preço alto demais, que não estamos dispostos a pagar.

A questão é que, se formos nos acostumando a apertar o botão “desistir” em pequenas situações, em que bastaria apenas um pouco mais de esforço, uma esticadela nos nossos limites, uma saidinha da zona de conforto, tudo parecerá grande demais para ser enfrentado, pois estamos habituando nosso cérebro a entender que não dá para seguir.

Com isso, essa mensagem é enviada ao restante do corpo, que agirá da maneira como a mensagem foi detectada pelo cérebro. Quanto menos apertarmos o botão “desistir”, mais nossa mente entenderá que somos capazes de ir além. Rápido e fácil. Mas, não desistir é só o começo, embora, seja um grande começo!
 

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